Depoimento de Participação na Feira de Ciências EUREKA 2013 – PERU

Meu nome é Bruna Poatskievick Pierezan, participei como expositora na feira, com o projeto Uma nova arma contra a Dengue, e fiquei com o 1° lugar na categoria Saúde Pública, juntamente com meus colegas Gabriela Soares Rossetto, Vinícius Duarte Cauneto e a orientadora do projeto, Carlise Debastiani.

Figura 1: Na seqüência a direita, Gabriela, Eu, Prof° Carlise e o Vinícius.

Em determinados momentos da feira, tínhamos a permissão de visitar os outros estandes.

O que mais me chamou a atenção, foi que alunos entre 11 e 12 anos já estão no instituto federal. Gostaria de citar um projeto que eu gostei bastante, porém não recordo o nome, mas os alunos inventaram uma forma de fazer suco de laranja sem utilizar energia elétrica. Creio que me chamou atenção pelo fato de ser direcionado à disciplina de física. Esse projeto ganhou uma das premiações para participar da Intel(maior feira de ciência do Estados Unidos). E era exatamente esse em que os alunos têm de 11 e 12 anos.

Figura 2: Projeto vencedor da Intel(alunos de 11 e 12 anos).

Outro fato que me chamou a atenção foi à forma com que eles receberam o pessoal Brasileiro. Eles têm um carisma enorme. São muito atenciosos pra ouvir as explicações. Confesso que no primeiro dia sofri um pouco com o espanhol, e mesmo assim eles perguntavam, queriam saber mais sobre o projeto, e isso me deixou super motivada.
Em relação à língua estrangeira, creio que em 2 anos de aula aqui no Brasil, não se aprende tudo o que aprendemos lá em 1 semana. O intercâmbio e aproveitamento foram fantásticos. Trocamos muitas idéias. No meu caso, como gosto mais de física, encontrei um estande do instituto de geofísica do Peru. Então adorei a maneira com que eles queriam me explicar às coisas para que eu pudesse entender. O engraçado do espanhol, é que compreendemos o que eles dizem, porém complica um pouco na hora em que nós devemos nos expressar. Mas esse fato foi corrigido a partir do segundo dia.  Logo abaixo uma foto que tirei no primeiro dia de exposição.  Como pode ver, o local é bem maior do que aquele utilizado para a FEBRACE(Feira Brasileira de Ciência e Engenharia da USP).

Figura 3: Estandes da feira.

Muitos me perguntam sobre a culinária peruana. Posso dizer que quando voltei ao Brasil idolatrei carne vermelha. Eles têm hábito de comer frango todo o dia, então senti falta de um churrasco.
Como no Peru é comum ter diversas variedades de milho, eles tentam utilizá-lo em diversas coisas. Por exemplo, suco de milho roxo. Logo abaixo anexei uma foto que aparece o tal suco, juntamente com o popular macarrão aqui no Brasil, só que com molho de pimenta, e também com algumas saladas (tomate, repolho, cenoura).

Figura 4: Primeiro almoço no Peru.

Como citei ali em cima, no Peru existem muitas variedades de milho, logo eles produzem muito sabugo certo?
Então, um dos estandes que visitei na feira, tinha como objetivo utilizar o sabugo do milho como farinha para bolo. Achei essa iniciativa super interessante.

Figura 5: Diversas variedades de milho encontradas no Peru.

No último dia, visitamos o oceano pacífico. Como essa parte geofísica do Peru me atrai bastante, me encantei pelos diferentes tipos de rocha que o país possui. Não pude deixar de trazer algumas pedras pra casa.
Mas me chamou muita a atenção, e achei curioso também, a maneira com que são as praias. Ao invés de areia, são pedras de textura lisa, como podem ver na foto a seguir.

Figura 6: Praia em Lima.

Para concluir, gostaria de dizer que nunca imaginei que tudo iria começar em uma feira municipal. O segredo de todo o bom cientista é começar do zero. E de uma coisa eu tenho certeza: vou guardar essa experiência pro resto da vida.

Valeu Lima! Valeu Peru!

Bruna Pierezan é estudante do Colégio Cecília Meireles – Palotina – PR

Contato: bruna_pierezan@hotmail.com

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