Projeto do Centro Pedagógico – UFMG premiado na FEBRAT 2017 representará o Brasil em feira internacional no Equador

Seis estudantes do 7º. Ano do Ensino Fundamental do Centro Pedagógico da UFMG, de Belo Horizonte, MG, premiados na FEBRAT 2017 – Feira Brasileira de Colégios de Aplicação e Escolas Técnicas – iniciativa do Museu Ponto da UFMG – representarão o Brasil  em Ambato, província de Tungurahua, Equador, de 19 a 21 de abril próximos no 7º Encuentro Latinoamericano de Emprendimientos, Ciencia, Tecnología e Innovación.

O evento é uma iniciativa da Cooperativa de Ahorro y Crédito “Cámara de Comercio de Ambato” – Banco Regional Equatoriano – e de seu Programa Aprender a Empreender de estímulo ao empreendedorismo entre a juventude equatoriana. Tem como objetivo impulsionar a integração educativo-cultural dos jovens latino americanos através do compartilhamento de experiências próprias desenvolvidas sem suas escolas com foco no empreendedorismo e na inovação. Atualmente esta feira é um dos principais eventos latino-americanos para empreendedores pré-universitários e contará com a participação de projetos de estudantes da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá, Peru e Uruguai.

A equipe é composta pelos alunos Adriene de Almeida Oliveira, Emilly Cristina Souza de Sena,Larissa Nunes Siqueira, Nathalia L. Matos do Espirito, Pedro Mendonca G Gomes, ViniciusSouza Mendes, Arthur Ferreira Alves Pereira, Bernardo Henrique T. Silva, Bruno Meireles A.Coelho, Camila Will da Silva, Gabriel Lucas F. S. Brugnara, Lavinia Fernandes Carvalho, LuannaOliveira Souza, Pedro Henrique do C Souza e Rafael Soares Silveira que orientados pelos professores Vinícius Silva Ferraz, Heitor Felipe Lopez de Castro, Elaine Soares França e Luiza Coutinho Martins desenvolveram o projeto.

 Conheça o projeto da equipe brasileira: “A matemática da biodiversidade.”

“A presente pesquisa foi pensada no âmbito da VII FEBRAT com o intuito de averiguar possíveis consequências da ação humana sobre a diversidade de insetos de áreas próximas através de índices de biodiversidade, demonstrando a importância da matemática como ferramenta para a compreensão da realidade biológica. O trabalho foi realizado em um agrupamento de 15 estudantes de 11 a 13 anos do Centro Pedagógico da UFMG localizado em Belo Horizonte/Minas Gerais/Brasil. Foram analisados dois ambientes com diferentes graus de antropização e graus de cobertura vegetacional, uma mata localizada ao fundo da escola e um Campo de Futebol próximo à Faculdade de Educação/UFMG. Em cada ambiente foram instaladas três armadilhas do tipo pitfall que foram deixadas durante uma semana no período de seca (Agosto/2017) e no período chuvoso (Fevereiro/2018). Os insetos foram escolhidos como bioindicadores pela grande diversidade que apresentam e pela facilidade de coleta em relação a outros grupos animais. Os animais foram fixados e armazenados em álcool 70%. A identificação foi realizada com análise em lupa estereoscópica e uso de chave dicotômica simples, elaborada pelos coordenadores. A riqueza de ordens de insetos foi analisada para cada ambiente, em cada época do ano e foram calculados os índices de diversidade alfa, beta e gama. Foram coletados, na estação seca, 1689 espécimes, sendo a ordem Hymenoptera a mais abundante em ambos os ambientes. O número de indivíduos coletados foi maior no gramado devido à grande quantidade de formigas em um dos pontos, o que pode representar certo desequilíbrio. Os indivíduos coletados pertenciam a 10 ordem, sendo 9 amostradas na mata e apenas 5 no gramado. O índice de diversidade alfa foi maior na mata (αgramado=5; αmata=9), o que reflete sua maior riqueza e o índice de diversidade beta foi maior no gramado (βgramado=2; βmata=1,1), demonstrando menor heterogeneidade na composição de sua biota. Os resultados mostram uma maior biodiversidade de insetos na Mata, local menos alterado pelo homem e com maior heterogeneidade ambiental. Os métodos empregados nesse estudo não são o bastante para afirmar quais são os motivos que causaram essa diferença de diversidade, mas serviram para mostrar aos alunos do Centro Pedagógico algumas das consequências da atividade humana na natureza. O trabalho se mostrou de relevância por aliar a matemática e a biologia, ampliando o repertório descritivo dos alunos que passa de uma abordagem apenas qualitativa para a inclusão de dados e análises quantitativas na descrição da realidade biológica. Além disso, a proposta executada proporcionou uma vivência que se enquadra nos princípios e na metodologia de ensino da educação para a sustentabilidade já que possui relevância local, propiciando aos estudantes inserção e conscientização sobre os territórios que ocupam, se apoia em uma visão interdisciplinar e holística, propõe o desenvolvimento de valores, pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas, usa uma metodologia múltipla e inclui os educandos na tomada de decisões.”

A equipe embarca para o Equador na terça feira, 17 de abril, acompanhada pelo Diretor Acadêmico da Rede POC, Prof. Ozimar Pereira.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

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