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Jovem entrevista cientistas renomadas para gerar inspiração

Equipada com uma GoPro, uma aluna do ensino médio informa as colegas sobre as carreiras de ciência, tecnologia, engenharia ou matemática.

As meninas que querem entrar no ramo da ciência, tecnologia, engenharia ou matemática (STEM) às vezes têm dificuldade em encontrar exemplos a seguir. Isso porque os homens ainda superam as mulheres em muitos desses campos. Algumas jovens podem pensar que é um problema que eles resolverão, entrando em um campo STEM e se tornando um modelo a seguir. Mas Emily Koehne, de 17 anos, decidiu não esperar. O sénior da Immaculate Heart Academy em Washington, N.J., busca ativamente os modelos femininos em STEM e compartilha suas entrevistas com eles em seu próprio canal do YouTube.

“Eu nunca tive nenhum modelo para meninas em STEM quando eu era mais jovem”, explica Emily. Por exemplo, as cientistas da TV eram estranhas ou geeky, diz ela. “Elas nunca foram retratadas de forma positiva”.

O adolescente teve a chance de mudar isso quando entrou em um concurso executado pela Marvel e pela Academia Nacional de Ciências que desafiou as meninas a criar vídeos que respondessem às perguntas baseadas em STEM. (O concurso também foi patrocinado pela Society for Science & the Public, que publica Science News for Students e este blog). Emily criou um vídeo em que ela imprimiu em 3-D uma boneca chamada “STEMily” com quem ela discutia problemas de mulheres em STEM.

Ela não ganhou o concurso. Mas Emily não se importou. Ela descobriu o quanto gostava de fazer vídeos. “Eu não pude parar por aí”, diz ela. Usando o dinheiro que ganhou por meio de sessão de estimação, a adolescente comprou uma câmera GoPro e criou um site, que ela usou para iniciar seu próprio canal do YouTube, STEMily <K>.

Emily começou a entrevistar mulheres do ramo STEM sobre as suas carreiras e compartilhar essas entrevistas com professores e colegas de trabalho. Mas ela rapidamente encontrou um problema. Ela não tinha nenhum modelo de STEM. Encorajada por sua ex-professora de ciências, Sharon Mistretta, a adolescente pesquisou na internet por mulheres envolvidas em STEM para entrevistar. Então ela enviou e-mails pedindo que essas mulheres falassem com ela.

Muitas das cientistas responderam e estavam ansiosas para participar. Dianna Cowern, uma comunicadora de ciência conhecida por seu canal de YouTube Physics Girl, era uma delas. Ela ficou emocionada ao ver alguém no ensino médio promovendo mulheres em STEM. Emily, Cowern diz: “claramente ela pensou em questões em que as mulheres enfrentam em STEM, de uma maneira que eu não tinha pensado até que eu não estivesse fora da faculdade. Fiquei realmente impressionada com ela”.

Emily planeja, dispara e edita os próprios vídeos, passando horas em cada um. “As entrevistas levam uma hora”, diz ela, mas os vídeos finais geralmente são apenas de 8 a 12 minutos. “Há tanta informação excelente”, observa Emily. “Mas as meninas não vão passar uma hora assistindo, então eu tento … colocar a informação mais importante naquilo que penso que as garotas realmente querem saber”.

A adolescente espera inspirar outras adolescentes com as cientistas que ela entrevista. Ela já encontrou uma nova herói científica em Sylvia Acevedo. Formada em engenharia, a Acevedo dirige agora as Girls Scouts dos Estados Unidos. E, com prazer, sentou-se para uma entrevista com Emily. “Ela está impactando meninas em um nível que eu adoraria conseguir algum dia”, diz a adolescente de Acevedo. “Ela pegou sua experiência e agora ela está devolvendo”.

O canal do YouTube da Emily ainda é novo, e seu objetivo é publicar quatro vídeos por mês. A adolescente está tentando divulgar seu projeto para atrair mais espectadores para o seu canal. Ela também está procurando mais modelos de STEM que misturem diversos interesses, como ciência e moda. “Eu quero mostrar às meninas que você pode estar equilibrada e interessada em STEM, bem como interessada em outras coisas, para que as meninas não sejam desencorajadas e escolham outras coisas em detrimento à ciência, tecnologia, engenharia ou matemática “, diz ela.

E seu novo hobby tornou-a mais determinada do que nunca a prosseguir uma carreira em ciência da computação. Ela diz: “Estou fazendo o que eu amo”.


Texto originalmente publicado por Bethany Brookshire, no Science News for Students, traduzido e editado pela ASSCOM – Rede POC.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Apply Now: Yale Summer Program for High School Leaders

In 2018, the Yale Young Global Scholars Program (YYGS) will offer seven unique interdisciplinary sessions over the course of the summer. Bringing together extraordinary students from around the world, each session is designed to hone students’ abilities to understand and think critically about contemporany global issues. Students will have the oportunity to learn from distinguished Yale faculty members, participate in seminars designed and led by current Yale students, and engage with practitioners who are renowned leaders in their field – all while experiencing the world-class facilities and resources that Yale University has to offer.

Admission to the program is very selective. We offer need-based financial aid and encourage students from all countries to apply. Current high school sophomores and juniors (and their international equivalents) are elegible to apply.

Yale Young Global Scholars – Financial Aid and Scholarships

NEW FOR 2018: The Yale Young Global Scholars Program (YYGS) and the Yale Young African Scholars Program (YYAS) have combined their applications to make it easier for eligible students to apply for both using one application. Please note that if you are applying to both YYGS and YYAS, you must be eligible for both and fulfill all of the YYGS components plus an additional YYAS essay to be considered for each program. In any case, please carefully read the eligibility requirements for YYGS and YYAS before applying.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

“Yo amo la ciencia”, expressão que vai além do nome do evento – Depoimento de participação

Eu, Francisca da S. Cirqueira, sou professora orientadora do Projeto ‘Mandacaru Contra o Câncer”, servidora da Escola Municipal Beatriz Rodrigues da Silva, localizada em Palmas Tocantins. Desenvolvemos o projeto juntamente com mais três alunas da referida escola. O projeto foi apresentado em primeiro lugar na FECIB, feira da própria escola, se destacando em primeiro lugar, logo após apresentamos o projeto na FECIT, na qual recebemos a premiação, a chance de apresentarmos na feira Internacional “YO AMO LA CIENCIA”, em Bogotá na Colômbia. Nesta referida feira o grupo apresentou e fomos convidados a nos apresentarmos na feira de Londres na Inglaterra, a qual acontecerá em julho de 2018.

Foi muito gratificante toda essa experiência, pois cada minuto foi de inteira aprendizagem para todos do grupo, a troca de experiência é fundamental para o enriquecimento de nossos conhecimentos, no entanto, durante esses eventos você aprende mais do que pode ensinar.

Eu Heloisa Faustino Gama, sou aluna do 9º da referida escola, e também faço parte deste projeto, no qual foi muito enriquecedor para a nossa vida estudantil e pessoal adquirir esses conhecimentos. Em primeiro lugar para que pudéssemos apresentar tivemos que estudar outra língua, pois o idioma era espanhol, mas mesmo assim fizemos um esforço e conseguimos apresentar com bom êxito, durante os dias de apresentação da feira em Bogotá foi de inteira integra, ficamos exclusivamente dedicados a esse trabalho, mas o interessante que faria tudo novamente, pois a cada experiência adquirida, é um degrau a mais em nossas vidas alcançadas, degraus esses de conhecimentos adquirido, no entanto percebemos que ainda temos muito a aprendermos.

Eu,  Ana Beatriz de Loiola Mesquita, também sou aluna da referida escola e integrante do projeto “Mandacaru contra o Câncer”. Poder ter sido selecionada para representar nossa escola, nossa cidade, nosso estado e também o nosso País na feira de ciências na Colômbia foi incrível. Antes mesmo de sair do Brasil, já me imaginava lá na Colômbia apresentando o nosso projeto, mas não imaginava que pudesse ser tão surpreendente. Foi uma experiência que ficará marcada para sempre em nossas memorias. Chegamos um dia antes para podermos nos adaptarmos com o idioma, o que ocorreu tranquilamente, já no dia seguinte realizamos alguns passeios maravilhosos. Contudo no primeiro dia de apresentação na feira “YO AMO LA CIENCIA”, apresentamos o nosso projeto em stand, o qual tudo de bom, pois muitas pessoas passaram por lá para nos prestigiar. Já no segundo dia, apresentamos para os jurados, o que confesso que foi algo que nos deixou apreensivas, no entanto nem nossa professora pode nos acompanhar, era proibido, mas no final tudo deu certo e fomos convidadas pela Rede POC, para apresentarmos o nosso projeto em Londres no ano que vem.

Eu, Maria Vitoria Canevare da R Simão, também integrante deste projeto com muito orgulho, tenho a dizer que “YO AMO LA CIENCIA”, essa frase vem descrever o quanto é gratificante fazer parte dessa experiência. Quando recebemos a notícia que iriamos apresentar em outro país, quase não acreditei, mas realmente aconteceu, ao chegar em outro país foi maravilhoso, muito melhor do que esperávamos, conhecer outras pessoas, sua cultura, lugares, sem explicação, um povo caloroso e gentil, além disso tivemos a oportunidade de conhecer projetos não só dos grupos da Colômbia como também de outros países que ali se encontravam. Para a realização e concretização deste projeto tivemos que aprender outro idioma, mas isso só nos deixou mais seguras e preparada para outros desafios que virão. Contamos também com alguns parceiros na concretização deste projeto, parceiro esse como a Secretaria de Educação de Palmas – SEMED.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Prof. Reginaldo conta sua experiência de participação na 37ª ESKOM – South Africa

Entre os dias  5 e 7 de outubro estivemos participando, o prof. Giezi Américo Reginaldo juntamente com o aluno Izaias Diniz França Neto  da 37ª ESKOM EXPO FOR YOUNG SCIENTISTS – South Africa,  um dos mais tradicionais eventos de estímulo ao protagonismo juvenil pela Ciência e Tecnologia do continente africano e reúne anualmente os melhores projetos desenvolvidos pelos estudantes das escolas sul-africanas, que envolve mais de 1 milhão de estudantes. O evento é restrito e destinado apenas a estudantes sul-africanos e de alguns países especialmente convidados.

Com o objetivo de estimular nos jovens as habilidades de investigação científica e o interesse pela inovação tecnológica e pela busca de soluções para os problemas do país, há 37 anos, os Departamentos de Educação e de Ciência e Tecnologia da República da África do Sul criaram a Expo for Young Scientists.

O evento faz parte de um grande programa educacional voltado ao estímulo para o aprendizado de Ciências e conta com patrocínio da ESKOM (principal companhia de energia elétrica da África do Sul), da INTEL – líder mundial em tecnologia – e o apoio de diversas universidades e instituições privadas e governamentais sul-africanas.

O ápice do processo é a feira nacional em os estudantes que se destacaram compartilham seus conhecimentos e pesquisas. Em 2012, considerando a maior integração entre os países e a importância da colaboração e intercâmbio internacional na Ciência, o evento passou a contar com convidados internacionais, passando a receber a denominação atual – Eskom Expo for Young Scientists International Science Fair South Africa e a sigla ISF.

A nossa ida para a África do Sul foi em função de credenciamentos internacionais conquistados na 16ª UFMG Jovem concedido pela REDE POC (Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento – SP), que é a responsável pela seleção e acompanhamento dos participantes brasileiros.

Contamos com o apoio da secretaria estadual de educação na pessoa do dep. Estadual Douglas Melo na captação de recursos, da Superintendência Regional de Ensino de Sete Lagoas – Arquimedes Pereira Sousa, Diretor DIRE, respondendo pela SER e o curso de Inglês LAB Idiomas com o Prof. Adilson na liberação de bolsa de estudos integral.

A princípio, a premiação é exclusiva para estudantes de instituição da comunidade africanas, que vai desde bolsas de pesquisas até bolsas de estudos nas universidades, entre outros. Havia várias divisões de categoria, desde ciências da agrarias, exatas, biológicas, humanas, saúde e engenharias.  Concorremos na categoria de engenharia e por sermos convidados internacionais nossa premiação foi apenas de reconhecimento sem portanto direito a bolsas nas universidades. Mas a medalha de bronze tem um significado muito especial, pois além de enfrentarmos barreiras como o idioma, não tínhamos muita informação sobre como seria a nossa participação. Nossa exposição se deu apenas com o banner e alguns impressos que fizemos. A questão do fuso horário também prejudicou. Em nosso planejamento, prevíamos chegar em Johanesburgo na terça pela manhã e adaptarmos; Porém nosso voo foi transferido e perdemos a conexão e chegamos no dia da apresentação e fomos direto. Não deu tempo nem de trocar de roupas.

A questão cultural, pude perceber que a questão do apartheid ainda está muito presente, principalmente no tom de pele dos africanos. O uniforme dos alunos são característicos de cada escola. É fácil identificar pelo brasão de cada escola. Pude perceber a questão de identificação dos alunos com seus respectivos colégios. Eles tem muito orgulho do pertencimento. O preparo da alimentação, muito parecida com a que nós consumimos aqui no Brasil, embora tenha-se um cuidado muito especial para a alimentação dos Judeus e Árabes. Por fim, de tudo que convivi, sem dúvida, a melhor coisa foi a conquista de medalha de bronze na categoria Eng. Elétrica e Eletrônica, estando atrás dos projetos provincianos da África do Sul.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

O acaso me levou para a ciência

Palotina, também considerada a capital da soja no estado do Paraná. Sua população é cerca de 30 mil habitantes… E eu, Bruna, nasci e morei no interior dessa cidade até os 18 anos.

Certa vez em 2012, com os meus 16 e poucos anos, eu ouvi duas frases que mudaram a minha vida:

“Por que você vai se inscrever para participar de uma feira de ciências se você reprovou de ano Bruna? ”

E a outra:

“Estude, trabalhe, persista, e sempre faça mais do que esperam de você. Esta é a maneira de transformar em realidade o que a maioria pensa ser impossível! ” Astronauta Marcos Pontes

Ambas as frases tiveram impactos significativos na minha vida. Uma, fez eu me sentir extremamente inútil, e a outra me deixou demasiadamente esperançosa e pensativa. Então, resolvi escrever um pedacinho da minha história para vocês.

Meu nome é Bruna Poatskievick Pierezan, estudei até a 8° série em escolas públicas e quando passei para o ensino médio, meus pais resolveram me colocar em um colégio particular pois acreditavam em um ensino de maior qualidade. Eu sofri muito. Não conseguia me enturmar com as pessoas, o ritmo era diferente do qual eu estava acostumada e eu me perdia no raciocínio em quase todas as aulas. Me questionava a todo instante do porquê aprender álgebra. Sem contar das dificuldades encontradas nas outras disciplinas. Aquilo era o terror para mim! Tabela periódica, gramática portuguesa, ciclo de Krebs, polias, fórmulas, provas, muitas provas, era horrível. Acabou que reprovei naquele ano, fui debochada o ano todo por ter reprovado em um colégio particular, me senti um lixo por ter jogado o dinheiro dos meus pais fora e me bateu uma dor na consciência gigantesca. Auto avaliações começaram a surgir, e um futuro precisava ser moldado na minha cabeça. Eu só não sabia exatamente como.

Frequentando as aulas do seguinte ano, eu me sentia desconfortável com os olhares das pessoas da minha antiga turma. Deixar essa fase passar foi muito difícil para mim. Até que em uma aula de física, um professor mudou totalmente o rumo que eu iria tomar na vida. Ele falava sobre as estrelas… E despertou tanto meu interesse, que eu não parava de fazer perguntas. Cada resposta era um livro que ele recomendava. Eu li todos, inclusive comprava mais sobre o mesmo assunto. Era emocionante começar a enxergar o universo de outra forma. Com isso eu acabei percebendo que todas as disciplinas eram unidas umas com as outras como uma teia! E então comecei a estudar todas elas da maneira que deveriam ser estudadas. Eu ficava encantada em ver como funcionavam as leis da natureza e a complexidade das coisas.

Teve um dia em que cheguei no colégio, e vi um cartaz no mural do saguão… Se tratava da 2° Fecitec(Feira de ciências e tecnologia na UFPR). NA HORA EU PENSEI: VOU ME INSCREVER! Mas que projeto eu iria fazer? Fui falar com a professora de química. Ela disse que seria minha orientadora caso se eu precisasse.

Fui na biblioteca e comecei a olhar livros, revistas, qualquer coisa que me inspirasse algumas ideias. Folhei quase todas as revistas do “amigos na natureza”, e encontrei uma matéria de uma pesquisadora da UNESP, Milena Boniolo, onde o projeto dela se tratava de um pó feito com casca de banana torrada e moída, e juntamente com cloro, eliminaria os metais pesados da água. Ela concluía a publicação dizendo que só tinha a ideia e não um produto. E eu pensei em fazer um produto!

Levei a ideia até a minha professora, ela disse que a ideia era ótima, mas não existiam maquinas para testar metais pesados na minha cidade, logo os custos seriam altos. E eu fiquei pensando várias coisas. Nunca me esqueço daquela semana, o prazo das inscrições iria vencer e eu nem sabia o que apresentar.

Sempre fui uma aluna mediana, então precisei de ajuda com projeto, escolhi mais dois colegas da minha turma, os quais foram meus eternos companheiros ao longo de todas as feiras que participamos, e fomos no laboratório com a professora conversar e pensar em outras ideias.

Na época havia uma epidemia muito forte de dengue no nosso município, uma professora tinha morrido, e nós pensamos inocentemente em testar para ver se matava os mosquitos. As larvas no caso. Mas onde encontraríamos as larvas? Dava para conseguir alguma doação para testar? Sim! A secretaria municipal da saúde nos cedeu várias, fizemos um chá com o pó feito com a casca da banana torrada, testamos em tubos de ensaios com controle e tratamento e em menos de 24 horas matou todas as larvas.

FOI UMA ALEGRIA ENORME! Na verdade, até inacreditável e espontâneo. Fiquei MUITO FELIZ!

Testamos de novo para ter certeza, e morreram todas de novo.

Nos inscrevemos então com o projeto: UMA NOVA ARMA CONTRA A DENGUE, com as respectivas restrições do edital.

Sobre participar da FECITEC: Uma feira de ciências municipal, concorrendo com diversas escolas e projetos bons onde sempre focamos em atender bem quem vinha aos nossos estandes para que as pessoas se sentissem motivadas a chegar em casa e testar de verdade o nosso larvicida! Distribuíamos amostras para todos, e umas balas de banana!

Na premiação ficamos com o 3° lugar, e de brinde uma palestra maravilhosa com o Astronauta Marcos Pontes, onde ele contou sua trajetória de vida, e eu fiquei muito inspirada e maravilhada com a sua história.

Cheguei em casa e pendurei a medalha na parede. Minha primeira medalha de uma feira de ciências. Eu adorava ir dormir olhando para ela. De alguma forma aquilo me inspirava a ir para o colégio, eu tinha aulas maravilhosas de professores mais maravilhosos ainda. Inclusive queria ser professora. Eu gostava muito de física, e queria despertar nas pessoas o mesmo interesse que o meu professor despertou em mim. Estava decidida disso!

Passei para o 2° ano do Ensino médio, e em março fomos para a FEBRACE(Feira de ciência e engenharia da USP) com o mesmo projeto! Nos inscrevemos e nos chamaram.

Foi COMPLETAMENTE DIFERENTE da FECITEC! Era maior e mais rígido. Seguimos com o mesmo propósito de recepcionar bem as pessoas para que elas se sentissem motivadas a testar o nosso larvicida em casa, e distribuíamos as amostras. Fizemos amizades, visitamos os outros estandes, mas não fomos premiados. Recebemos várias críticas construtivas dos avaliadores e anotamos todas.

Uma das sugestões foi de que nós testássemos com outras cascas de fruta.
Quando voltamos, nós testamos cascas, folhas, chás, saímos testando tudo hehe
Chegamos a resultados melhores do que os já obtidos!

Antes nós tínhamos somente o pó da casca da banana matando as larvas em 24h.

E com os testes descobrimos o poder da folha de mandioca! As larvas morriam em cerca de 2h!

A casca do limão, folhas de guaco e sal, também foram bem eficazes.

Certo! Temos larvicidas naturais que funcionam! Agora precisamos de inseticidas!

Por conta do odor forte, o da folha de mandioca foi descartado, mas o com a folha de guaco matava o mosquito na hora, e ainda deixava um cheirinho de chá no ambiente.

Depois de alguns meses, recebemos um e-mail da REDE POC dizendo que fomos avaliados na FEBRACE por eles, e que o nosso projeto havia sido selecionado para participar de uma feira de ciências no Peru. A EUREKA.

Foi uma alegria enorme! Aquele sentimento de satisfação com o que acontecia comigo era maravilhosamente inexplicável.

O Peru é um país tão rico culturalmente falando, e fiquei mais impressionada ainda por poder conhecer mais sobre aquele país.

A feira científica deles é mais voltada a projetos sustentáveis, eu escrevi um depoimentos só sobre o Peru aqui: http://www.redepoc.com/2014/01/depoimento-de-participacao-na-feira-de-ciencias-eureka-2013-peru/

Foi uma experiência mágica, fiz várias amizades que levarei para a vida!

Ganhamos o 1° lugar na categoria saúde pública. Quando chamaram os nomes no palco eu fiquei branca, fui a última a levantar da cadeira porque realmente não tinha caído a ficha.

Voltando para o Brasil, seguimos com os estudos para concluir o ensino médio, ano de vestibulares etc. E nos selecionaram para participar do LIYSF.

O Evento era a nível mundial! 425 participantes divididos entre 64 países. O maior fórum juvenil do mundo.

Contamos com a ajuda de duas TVs do Paraná para divulgar o projeto com intuito de conseguir recursos financeiros para a viagem pois o governo não contribuiu em nada. A baixo uma das reportagens que gravamos:

http://redeglobo.globo.com/rpctv/noticia/2014/06/bom-dia-pr-alunos-do-ensino-medio-criam-receita-para-combater-dengue.html

A partir daí o nosso projeto ganhou uma visibilidade maior, e conseguimos uma boa parte do dinheiro necessário para o fórum, o que facilitou e possibilitou a nossa viagem.

O LIYSF me possibilitou um contato maior com a ciência, e me ensinou a jamais sair do Brasil sem saber falar em inglês hehe foram 2 semanas, as mais incríveis, engraçadas e produtivas que eu já tive.

Conheci laboratórios, museus, lugares e pessoas que me deixaram lembranças incríveis! Destaque aos museus, eu passava horas dentro e não queria sair, realmente tinha muita coisa para olhar e tudo me interessava! A visita que eu mais gostei foi à Oxford!

Quando eu fui para o Peru, cogitava a hipótese de cursar geofísica, acreditando ser a área da física que estuda o planeta Terra. Quando fui à Londres, eu cogitava a hipótese de mudar para geologia, e retornei para o Brasil mais decidida ainda! É ISSO QUE EU QUERO! GEOLOGIA!

E hoje eu faço o curso dos meus sonhos, planejo me formar e seguir na academia ou no mercado de trabalho (difícil decidir agora).

Quando fui para o Peru, eu senti orgulho do Brasil pela primeira vez.
Quando fui para o LIYSF senti orgulho do Brasil pela segunda vez.
E quando descobri as várias medalhas que estudantes brasileiros ganham em olímpiadas de matemática e física fora do Brasil, fiquei muito surpresa!

Vivemos em um país onde os professores não são valorizados! Então prestem atenção naquela aula que as vezes parece ser chata, valorize as oportunidades que a vida oferece.
Foi prestando atenção em uma aula de física, depois de ter reprovado nela, que eu tive a honra de representar o Brasil em uma feira de ciências. Porque nós não somos somente o país do carnaval e do futebol!

Obrigada a minha família que sempre me apoiou e me incentivou em cada conquista dessas! Ao Colégio Cecília Meireles, aos nossos patrocinadores, e a REDE POC por sempre incentivar feiras de ciências e exposição de projetos em todo o Brasil!


Bruna Poatskievick Pierezan, atualmente é acadêmica de Geologia na Universidade do Vale do Rio dos Sinos – RS.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

A caminhada até o LIYSF – Depoimento de Luiz F. S. Borges

Lembro que a primeira vez que ouvi falar do Londom International Youth Science Forum (LIYSF) foi em 2014, quando duas meninas do meu estado e de minha própria instituição de ensino haviam sido convidadas pela Rede POC para participarem do evento. Tendo como referência de evento científico internacional apenas a Intel International Science and Engineering Fair (Intel ISEF), eu ainda não conhecia qual era a dinâmica do LIYSF. Pesquisando um pouco descobri que o evento se tratava de uma tradicional conferência de uma das melhores universidades do mundo: o Imperial College London que reunia estudantes de ensino médio de toda a Europa para um intercâmbio de conhecimento durante duas semanas. Após um tempo o fórum se internacionalizou cada vez mais, tendo até mesmo uma extensão a Paris e Suíça, onde se podia visitar a maior máquina construída pelo homem e onde a internet surgiu: o Centre Européen pour la Nuclear Recherche!

LIYSF 2014

Logo dei conta de me informar quais eram os pré-requisitos para se ter um projeto submetido (e quem sabe aceito) no processo de seleção do fórum. No ano seguinte, 2015, com a finalização de uma pesquisa sobre tornar amplificadores de DNA mais baratos e acurados, fui finalmente selecionado pela rede para participar do programa. Infelizmente 2015 foi o início de tempos conturbados para a política brasileira e acabei não conseguindo os recursos do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul para participar do evento. Eu já esperava alguma resposta do tipo (que por acaso veio somente 3 meses após o evento acabar, sendo enviada 2 meses antes do mesmo) então meu desapontamento não foi muito grande.

Em 2016 a pesquisa que iniciei na metade de 2015, quando assim que voltei da Intel ISEF 2015, cujos detalhes podem ser vistos aqui https://student.societyforscience.org/blog/doing-science/creating-new-generation-prosthetics, rendeu resultados inesperados, na edição 2016 da maior feira de ciências e engenharia do mundo, até mesmo para os mais otimistas. Pela primeira vez o Brasil, em mais de 20 anos de participação no evento, conquistou o prêmio de 1° Lugar na Categoria de Engenharia Biomédica, o prêmio de melhor da categoria, o Philip V. Streich Memorial Award e um asteroide será batizado com meu nome pela Ceres Connection do MIT Lincoln Laboratory! O prêmio do memorial do estudante Philip dá direito a participação do LIYSF do mesmo ano. Logo eu que havia pensado que nunca mais teria a oportunidade de participar do evento, a conquistei da maneira mais difícil.

Premiação ISEF 2016

Logo após a premiação, quando cheguei ao Brasil, contei com a cortesia da Rede POC em me orientar no ato de inscrição do evento, bem como na aquisição da viagem a Paris e Suíça.

Após encarar meu voo mais longo, cerca de 12h, senti como se tivesse em uma das cenas de Harry Potter quando o trio “desaparata” (ou se “teletransporta”, na linguagem trouxa) para as ruas de Londres e quase são atropelados por um ônibus de dois andares. O evento é um exemplo de integração e troca de experiências entre estudantes de quase todo o mundo e dos principais pesquisadores europeus. Sem contar a experiência de viver como um estudante em uma das melhores universidades do mundo, dividindo o quarto do dormitório com um colega norte americano e fazendo refeições naquelas bandejas.

Primeiro contato com a paisagem britânica

Qual não foi minha surpresa ao, na cerimônia de abertura do evento, descobrir que, por ter ganho o prêmio na Intel ISEF, eu estava como representante dos Estados Unidos da América e não do Brasil. Como cada representante de seu país carrega sua respectiva bandeira, teimei para carregar a do Brasil e assim o fiz. O evento seguiu com palestras, aulas, visitas a laboratórios por toda Londres e os passeios aos pontos turísticos. Temos até mesmo a oportunidade de conhecer o famoso monumento de pedras (Stonehenge) cuja construção é creditada à aliens por certos apresentadores de um certo canal de TV que deveria repercutir apenas conteúdo científico.

Stonehenge

A ISEF pode me ter dado um mini planeta com meu nome, mas uma fração centesimal desta oportunidade de imortalização também surgiu no LIYSF onde meu nome também foi parar em uma escultura de um titã grego.

Meu nome no Atlas

Atlas é o titã grego que personifica a qualidade da resistência (atlaô), ele foi quem liderou todos os titãs na guerra contra Zeus, bem como ensinou os homens a arte da astronomia, e foi condenado a segurar os céus sobre seus ombros. Depois ele foi definido como um dos guardiões dos pilares que sustentam a própria Terra Durante o fórum que participei em Londres, o escultor Tom Tsuchiya (http://www.tomtsuchiya.com/bio.htm) foi convidado para replicar o titã do mito grego durante a semana do fórum. Toda a estátua foi coberta com mapas do mundo inteiro, e, qual foi minha surpresa quando ele escolheu o meu pôster do projeto “Prendendo Fantasmas em Robôs” para fazer parte de sua escultura. Depois de ouvir a história de superação do projeto, desde acusações indevidas em certos eventos até os poucos recursos, ele ficou maravilhado em saber que apesar de tudo nós chegamos ao mais alto lugar no pódio de nossa categoria na maior feira de ciências e engenharia do mundo. Nada melhor que ter o projeto e meu nome gravado neste titã para representar a principal característica que um pesquisador deve ter: RESISTÊNCIA às adversidades que estão prontas para o encontrar no caminho.

Trafalgar Square com a estátua do almirante Horatio Nelson no obelisco

Nos últimos dias de evento como um bom brasileiro (com maioridade recém conquistada), colega de seus amigos e amigas alemães(ãs) e poloneses(as), os acompanhei em um dos pub-taverna mais tradicionais de Londres, o Trafalgar Chelsea Pub. O nome “Trafalgar” não me era estranho, pois a história dos membros fantasma (que minha pesquisa em próteses usa como uma Rosetta Stone) é rastreada a famosa Batalha de Santa Cruz de Tenerife, entre Napoleão Bonaparte e Horatio Nelson.

Pub Trafalgar Chelsea

Antes da famosa batalha, alguns anos antes, o almirante Horatio Nelson teve seu braço direito arrancado com um tiro de canhão francês, enquanto empunhava sua espada. Qualquer um que visitar Trafalgar Square poderá observar que a estátua de Horatio, acima de um obelisco, está sem o braço direito. Sete anos depois do acidente, na véspera da batalha com a marinha napoleônica, Horatio escreveu uma carta (com o braço esquerdo) para a rainha da Inglaterra dizendo que ele tinha certeza absoluta da vitória das forças de sua majestade porque o todo poderoso tinha lhe mandado um sinal inequívoco que a vitória seria da coroa, pois desde a véspera da batalha ele sentia novamente a espada do Reino Britânico empunhada pela sua mão direita. No dia seguinte, armado com sua espada e braço fantasmas e mais dois mil acanhoes porque ninguém precisa dar chance para o azar, o Almirante Nelson devastou a marinha napoleônica, morreu na batalha e entrou para história com o primeiro registro de um membro fantasma em ação.

Imaginando Dumont

Deixar Londres depois de duas semanas de deslumbramento com a cultura e alguns bons estereótipos confirmados foi um pouco difícil, mas tal dificuldade logo já foi sanada pela transferência por trem a Paris, onde cada uma das 3 noites podíamos jantar em um restaurante diferente, não deixando de visitar todos os principais pontos turísticos. Não deixo de destacar a Torre Eiffel por ser a mais famosa, mas sim por ser o símbolo de ousadia que todo brasileiro deveria reconhecer desde a pré-escola, quando um brasileiro, do interior de Minas Gerais, realizou o maior feito de engenharia de sua época: inventar o voo controlado, dando origem à foguetes, dirigíveis e aviões, assombrando milhões de franceses nas ruas de Paris enquanto contornada a Torre Eiffel. Sim, estou falando de Santos Dumont, pois seu mérito vai muito além do avião. Qualquer brasileiro deveria ter em si incutida a certeza que é capaz de realizar o impossível, pois carregamos em nosso DNA o gene Dumont da ousadia. Só para finalizar e divulgar uma história pouco lembrada por brasileiros: um dia depois do suposto voo dos irmãos Wright, o jornal de sua cidade lhes conferia a manchete: “garotos da cidade imitam o grande Dumont”.

Hey I just met you and this is crazy!!! But here’s your Higgs Boson, so Nobel Prize maybe?!

Três noites depois na cidade luz, minha euro-ciencia-trip contava apenas com mais um destino: Suíça. No melhor estilo Anjos e Demônios possível, percorri os corredores das instalações do CERN, que diariamente realiza experimentos que nos revelam segredos sobre a matéria, descobrindo até mesmo que estavam realizando um experimento do Stephen Hawking, semanas depois, seus resultados repercutiram na mídia.

Despedindo-se da Suíça

No caminho de volta para casa, em todas as conexões pelos aeroportos europeus, lembrando de todas as aventuras que vivi e todas as experiências que guardei, com certeza, meu maior orgulho foi saber que tudo isso só foi possível graças ao reconhecimento, pelos Estados Unidos da América, de pesquisa feita por um tupiniquim de 17 anos, aqui no Pantanal, a maior planície alagável do mundo, sobre a luz do Cruzeiro do Sul.

Por Luiz F. S. Borges, ex-participante do LIYSF


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

3° Simpósio Nacional da Formação do Professor de Matemática

O Simpósio da Formação do Professor de Matemática tem por objetivo possibilitar uma maior reflexão sobre a formação do profissional da área de Matemática, em especial do professor atuante na educação básica, debatendo propostas e possibilidades de melhorias na qualidade do ensino.

O Simpósio oferece um programa diversificado de atividades voltadas para a formação e atualização do Professor de Matemática da Escola Básica, incluindo palestras, minicursos e comunicações. Ele propicia, igualmente, um fórum para discussão ampla de todos os temas atuais e relevantes para a comunidade da Escola Básica, além de constituir um canal de comunicação com a comunidade universitária.

O 3° Simpósio Nacional da Formação do Professor de Matemática acontecerá no Colégio Militar do Rio de Janeiro, de 17 a 19 de Novembro de 2017 e faz parte do calendário oficial do Biênio da Matemática 2017 – 2018. Para saber mais sobre o Biênio, inscrever seu evento e ficar por dentro das atividades previstas, acesse: https://www.bieniodamatematica.org.br/

O evento é realizado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), que é uma unidade de ensino e pesquisa qualificada como organização social na esfera do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), que é uma entidade civil, de caráter cultural e sem fins lucrativos, fundada em 1969, por ocasião do VII Colóquio Brasileiro de Matemática, em Poços de Caldas.

A SBM tem por principais finalidades congregar os matemáticos e professores de Matemática do Brasil, estimular a realização e divulgação de pesquisa de alto nível em Matemática, contribuir para a melhoria do ensino de Matemática em todos os níveis, estimular a disseminação de conhecimentos de Matemática na sociedade, incentivar e promover o intercâmbio entre os profissionais de Matemática do Brasil e do exterior, zelar pela liberdade de ensino e pesquisa, bem como pelos interesses científicos e profissionais dos matemáticos e professores de Matemática no país, contribuir para o constante aprimoramento de altos padrões de trabalho e formação científica em Matemática no Brasil e oferecer assessoria e colaboração, na área de Matemática, visando o desenvolvimento nacional.

As inscrições podem ser feitas pelo site oficial do evento até 31 de outubro, lembrando que são vagas limitadas.

Acompanhe o evento pelo facebook da SBM e fique por dentro dos detalhes!

Fonte: SBM


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

AFS oferece 10 bolsas de intercâmbio para Ensino Médio e Trabalho Voluntário

A organização sem fins lucrativos AFS abriu a seleção para 10 bolsas parciais de intercâmbio com duração de seis meses em diversos países. As inscrições para as bolsas de intercâmbio AFS estão abertas até o dia 4 de setembro.

O intercâmbio terá início no primeiro semestre de 2018. São 8 bolsas para intercâmbio escolar e 2 para intercambio de trabalho voluntário – sendo que o tipo de bolsa e o país depende do Estado onde o candidato reside. A bolsa para estudar na Alemanha, por exemplo, é oferecida apenas para os residentes do Rio Grande do Sul; já a bolsa para trabalho voluntário na Colômbia contempla candidatos de Alagoas, Bahia e Sergipe.

As bolsas são para:

Alemanha (1 bolsa escolar)

Colômbia (1 bolsa de trabalho voluntário)

Costa Rica (1 bolsa escolar)

Filipinas (1 de trabalho voluntário)

Itália (6 bolsas escolares)

Confira aqui qual é a bolsa oferecida para o seu estado.

O que as bolsas de intercâmbio AFS cobrem

Os selecionados receberão passagens aéreas de ida e volta até o país de destino; seguro médico; hospedagem em casa de família; colocação em escola ou projeto social e livros escolares. Não estão inclusas no pacote das despesas com emissão de visto e passagens domésticas no Brasil, se necessário.

Os candidatos selecionados deverão pagar uma taxa de 500 dólares, referente à adesão ao programa. Esta taxa é paga após a seleção final de pode ser realizada através de boleto ou parcelada no cartão de crédito.

Leia também: Atividades extracurriculares no Ensino Médio: quais, quando e por quê?

Quem pode se candidatar

Para se candidatar às bolsas escolares, o candidato deve estar cursando o primeiro ou segundo ano do ensino médio em 2017, ter médias acima de 8 no boletim, não ter reprovação no histórico escolas e ter renda familiar bruta de até 6 mil reais. Entre os documentos solicitados estão uma carta de recomendação de um professor, carta dos pais ou responsáveis e comprovante de renda familiar. Não é necessário comprovar proficiência no idioma do país de destino.

Já quem pretende se candidatar às bolsas de Trabalho Voluntário deve ter mais de 18 anos, ser proativo, comunicativo e independente e demonstrar histórico e comprometimento com trabalho voluntário. Também é necessário comprovar renda familiar bruta de até 6 mil reais. Neste caso, é necessário enviar o histórico escolar mais recente, currículo e carta de recomendação de local onde já foi ou é voluntário.

As inscrições são feitas online até o dia 4 de setembro, às 9 horas da manhã. No dia 11 de setembro serão divulgados os 100 finalistas, que irão participar da seleção local de acordo com o seu estado.

Confira mais informações no site oficial e tire suas dúvidas no FAQ. 

Fonte: Nathalia Bustamante, portal estudarfora.org 


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Saiba tudo sobre estudar no Reino Unido!

São quase 1000 anos de tradição acadêmica! Quem já não ouviu falar das prestigiadas universidades London School of Economics ou University College London? Essas duas instituições, junto com o Imperial College London figuram entre as top 20 do mundo, segundo o ranking de 2016-2017 do Times Higher Education.

Outro fator que indica a excelência da educação superior do Reino Unido é o número de ganhadores de prêmios Nobel em Ciência e Tecnologia, com quase 100 premiados, que figura o país em 2º lugar no ranking mundial. Muitos vencedores do Nobel, aliás, foram estrangeiros que fizeram carreira acadêmica no Reino Unido.

Mas o diferencial, mesmo, do ensino superior britânico é a combinação entre a excelência e aplicação prática dos estudos, com objetivo de desenvolver habilidades para o mercado de trabalho. Seja para a área acadêmica ou não, a vida na universidade do Reino Unido prepara o(a) estudante para atuar na área em que se especializou.

Vale lembrar também que a qualidade do ensino superior britânico vai muito além do topo dos rankings mundiais, já que cada universidade britânica é especialista em, pelo menos, uma área de pesquisa científica, ou em uma disciplina, como administração, design, música e engenharia.

O pensamento crítico e a criatividade, também muito importantes no mercado de trabalho, são estimulados dentro do ambiente de estudo do Reino Unido pelo contato com colegas de várias partes do mundo. A cada ano, o país recebe mais de 400 mil alunos estrangeiros, que ajudam a criar uma riqueza de experiência multicultural.

E, finalmente, por conta da localização do país, o estudante pode visitar cidades incríveis nos breaks de férias, como Paris, Lisboa ou Berlim, que estão a poucas horas de voo ou trem de qualquer lugar do Reino Unido.

Se você quer saber mais sobre estas e outras vantagens incríveis da vida estudantil no Reino Unido, inscreva-se para a feira UK Universities 2017. Você poderá conversar com as mais de 22 universidades britânicas já confirmadas e tirar todas as suas dúvidas, como também ficar por dentro de prazos de aplicação e bolsas de estudo.

Os eventos acontecem em São Paulo e no Rio de Janeiro e são gratuitos.
Programe-se e registre-se no site www.ukuniversities.com.br!

Bolsas de Estudos na Ohio University – Inscreva-se já!