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Inscrições abertas para a Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras 2014!

Lançado o programa oficial do Edinburgh International Science Festival 2014!

Acesse o link e veja a programação:

http://www.sciencefestival.co.uk/uploads/Festival2014/EISFPROGRAM2014small5.pdf

Relato da participação do Colégio Eduardo Gomes de SP no Quanta 2013 na Índia

Antes de tudo, gostaríamos de agradecer à rede POC pelo reconhecimento da nossa instituição e pelo convite para participar do evento. Os oito dias que passamos na City Montessori School foram inesquecíveis, cheios de novas amizades, de muito trabalho e de um enorme crescimento pessoal.

A nossa equipe recebeu o tema “Social Networks are a nuisance”, o primeiro dia do debate, e deveríamos ser contra a proposta. No começo da competição foi bem difícil se acostumar com os diferentes sotaques de estudantes de outros países, mas depois a compreensão ficou mais clara e tivemos a felicidade de receber o prêmio de menção honrosa.

Na prova do Acqua Challenge a dupla responsável deve construir um barco antes do torneio para que cruze uma piscina semi-olímpica (25m) no menor tempo possível sem o uso de controle-remoto. Essa prova é composta por duas etapas, a etapa eliminatória, que consiste em o barco cruzar a piscina, classificando os times para irem para segunda etapa. A segunda etapa consiste do barco cruzar os 25 metros e voltar para o local de partida. Nosso time viu muitos barcos, construídos de diversas maneiras, utilizando vários cálculos e estruturas. Embora não conseguimos participar da segunda etapa, o modo com que os outros estudantes compartilharam as suas ideias foi muito interessante.

Na prova do Insight a comissão organizadora dá a cada dupla um computador completo para que a equipe desmonte seus componentes e monte um escultura com os materiais, a prova tem duração de 5 horas. Obtivemos um resultado bastante satisfatório no desafio, pois conseguimos concretizar nossa ideia principal, desenvolvida em solo brasileiro, de representar o planalto central, ponto referência do Brasil. O desafio foi bastante complexo e exigiu dos participantes além de um talento de pré-requisito um bom diálogo, entrosamento e calma para realizar a atividade da melhor maneira possível. Foi um grande aprendizado observar a criatividade de todos, foram esculturas muito bem elaboradas!

O Science Quiz foi o último dos testes a ser realizado, ele consistia em uma série de questões relacionadas à física, química e biologia, que apresentavam alternativas para a resposta. Em geral consideramos dois, os principais desafios dessa prova, o conteúdo e o vocabulário, aquele por diferir em partes do que se convenciona ensinar no ensino médio brasileiro, este por apresentar alguns termos técnicos que, durante a prova, poderiam dificultar a compreensão das perguntas. Vale lembrar que o tempo é um dos obstáculos em todas as fases do Science Quiz, de forma que a sua boa administração e o raciocínio rápido são cruciais. A segunda fase era muito mais fácil que a primeira, o que nos leva a pensar que a primeira era para retirar o máximo possível e a segunda para selecionar os mais rápidos. Então a terceira fase chega, e era no mesmo modo da segunda, porém o uso de imagens e vídeos era muito maior. O nível de conteúdo dessa era o que estávamos esperando, algo difícil, mas que poderia ser resolvido.

Após ser realizada a fase eliminatória da prova de matemática a reação do grupo foi de espanto, uma vez que não havíamos nos deparado com grande parte da matéria que aqueles exercícios abordavam, como por exemplo cálculo e limite. Durante os meses de treino nos preparamos para exercícios visuais onde estava em jogo a velocidade de raciocínio dos participantes e não o seu conhecimento geral. Embora não tenhamos conseguido nos classificar adquirimos uma experiência muito grande com tudo isso, que com certeza carregaremos conosco por nossas vidas.

Além das provas propriamente ditas, estávamos em um constante desafio pessoal de buscar a compreensão de outras culturas que estavam na competição. Como por exemplo, temos a grande valorização de conceitos religiosos pelos indianos, sempre seguindo a ideologia de que todos os Deuses são um só, e, portanto, também somos um. Também merece destaque a receptividade de todos os times brasileiros, tanto com estrangeiros, como entre nós, deixando bem clara essa característica nacional.

Outra experiência muito enriquecedora foram as apresentações que cada time deveria fazer uma apresentação mostrando a sua cultura. Além de assistir, o nosso time era convidado a participar de algumas apresentações. E, na nossa apresentação, convidamos todos os times para se apresentar conosco no palco, concretizando uma apresentação bem divertida e dinâmica.

Além da experiência com a cultura indiana dentro da competição, tivemos dois dias passeando pela Índia. No primeiro dia fizemos um passeio mais rápido em um shopping perto da região. Mesmo andando por pouquíssimo tempo na rua, apenas atravessando uma avenida, podemos notar uma profunda desigualdade naquele país que é considerado emergente. Em um lado da avenida havia um grande shopping com lojas de marcas conhecidas. Já do outro lado, várias pessoas disputavam um pouco de água, mesmo que suja.

No outro dia, já em um ônibus a caminho do aeroporto, paramos em Agra para visitar dois pontos turísticos indianos: O Forte Vermelho e o Taj Mahal. Os monumentos eram inegavelmente enormes e bonitos, mas mesmo a grandeza deles não escondia a dificuldade pela qual aquele povo passa. Sempre em volta desses locais havia crianças pedindo dinheiro na rua, nas piores condições possíveis.

Esperamos que esse seja apenas o começo de um grande ciclo internacional, tanto para a nossa escola, como para o Brasil. Estamos honrados por ter participado do QUANTA e vamos trabalhar mais para que experiências como essas se repitam, com mais resultados positivos!

Experiência de estudantes de Rio Brilhante – Mato Grosso do Sul – no Quanta 2013 na Índia


No início parecia um sonho viajar até a Índia para representar o Brasil em uma competição desse nível. Mas com fé todo sonho se torna realidade. Os alunos no início também ficaram bastante abismados com a ideia de viajar 20 e poucas horas de avião para conhecer este país. Porém todos concordaram que a experiência seria muito boa e que seria uma chance única de aprendizado.

Depois de horas no avião e uma passagem muito tensa por Doha
no Qatar. Chegamos em Delhi, enfim Índia. Cansados e muito estressados chegamos em Lucknow. Parece que foi até mágico, estávamos tão esgotados, mas todo isso passou ao perceber que os alunos
indianos estavam nos esperando no aeroporto. Uma recepção incrível. Os indianos portadores de uma simpatia incrível, nos trataram muito
bem.

Chegamos na escola. E que escola! Lugar incrível, a energia que se passava naquele lugar era de uma positividade imensa. Os alunos de vários países se conhecendo e trocando experiências. “Amazing” foi o termo que usei para descrever os momentos em que via os alunos trocando experiências com pessoas de outros países, contando histórias e planos.
Sabíamos que a diferença cultural era imensa, mas não achamos que seria tanto. Contudo foi uma experiência única, incrível e animadora. Como educador muitas vezes nos prendemos em salas de aula e nos perdemos no tempo, momentos como esse são renovadores e inspiradores.

Agradeço à REDEPOC pela oportunidade e aos meus campeões. Tenho muito orgulho dessas quatro pessoas incríveis.

Depoimento do prof. Vagner Caceres Soares – Colégio Objetivo
Rio Brilhante – Mato Grosso do Sul

Insetos como alimentação alternativa: depoimento sobre a EUREKA 2013 – Peru

Foi com certeza,  uma das, se não a melhor, experiência em toda minha vida estudantil. O contato, o carinho e a ótima recepção que tivemos por parte dos peruanos, e os pessoais das outras delegações internacionais americanas-Argentina, Chile, Equador,México e Venezuela,todos muito acolhedores, conosco, principalmente quando percebiam que eramos brasileiros…queria saber sobre nosso país, nossa cultura: futebol, danças(samba).

Nos pressionavam mais com suas curiosidades sobre o Brasil, do que por nosso objetivo no evento,de expor o projeto de pesquisa – Insetos como Alimentação Alternativa… nos viam e nos sentíamos como sendo celebridades.

Foi uma troca de experiências ímpar e inesquecível, Obrigado a todos idealizadores do evento: RedePOC, CONCYTEC, e especialmente ao Ozimar Pereira e ao meu orientador Márcio Ramatiz e meu amigo Matheus Fernando!”

Depoimento de Fernando Ferreira da Silva estudante do Instituto Federal Goiano – Campus Ceres – GO, selecionado para a Eureka 2013 pela Rede POC.

Como foi a Feira Nacional Escolar de Ciência e Tecnologia do Peru – a Eureka 2013

O maior desafio em um depoimento está em transmitir ao leitor “o todo”, a realidade, a descoberta, o significado dos momentos vividos em um determinado tempo, com a mesma emoção do momento do acontecimento. Porém, acredito que possamos descrever, em breves comentários, o intercâmbio de culturas proporcionado pela Rede POC e por uma feira como a EUREKA.

Comecemos com o que, de cara, nos chamou atenção sobre a cultura peruana em si: a disposição de receber e a hospitalidade.  Ao desembarcarmos no aeroporto de Lima, por um desencontro entre nós e a delegação brasileira, o que nos surpreendeu  foi a ajuda oferecida, espontaneamente, primeiro pelos funcionários do aeroporto e em seguida por senhores que trabalhavam nos estabelecimentos e companhias de táxi que circundavam o aeroporto, e que nos levaram a um hotel próximo, que evidentemente não era o nosso. Mas ao chegarmos, o gerente prontamente nos atendeu, com a maior das disposições, tentou contatar qualquer um que nos pudesse auxiliar, e finalmente conseguimos comunicar a nossa chegada à delegação brasileira.

Entretanto, estávamos confortáveis durante toda a situação, simplesmente porque reconhecemos solidariedade e fomos bem acolhidos pelos peruanos.

Durante todo o período de exposição tentamos manter o maior contato possível com todas as delegações presentes de outros países, inclusive, com cada província peruana participante. Foram TODOS extremamente carismáticos, simpáticos, receptivos conosco.

Tentamos dar a cada visitante no estande, o máximo da energia brasileira, da nossa cultura, da nossa atenção, pelo simples fato de estar recebendo toda essa energia, ou seja, a toda essa troca, era recíproca. Os melhores momentos de aprendizagem aconteceram, sem dúvida, durante essas conversas com expositores de outras delegações, que nos contaram sobre os hábitos e costumes de seus países, nos ensinaram sobre suas ideias, seus projetos, sobre como cada país trata a educação Nos ensinaram a melhorar a pronúncia do espanhol, e a sermos mais receptivas também. 

Durante os nossos dias na feira, conhecemos uma senhora, chamada Nelli, que prontamente nos tomou pela mão (isso literalmente) e nos carregou por Lima no último dia da feira, juntamente com seu esposo,  professor de física de uma universidade peruana. Nos explicaram  sobre a culinária, sobre a cultura Inca, histórias e lendas locais, sobre o comércio, sobre a história da cidade. Todos os momentos vivenciados foram extremamente produtivos. Estivemos em pontos turísticos de maior visitação turística e em pontos visitados geralmente por moradores, o que nos aproximou mais da realidade de Lima. 

Sobre a culinária, enfrentamos sem medo o Ají, pimenta típica da região, toda a variedade de temperos e principais pratos e bebidas, incluindo aqueles que resistem desde a época Inca, todos descritos pela querida Nelli.

Durante algumas visitas a alguns estandes pudemos notar que estudantes muito jovens ( 11 anos) já estavam realizando projetos, alguns, com um nível de dificuldade além do comum para a idade, trabalhados no Brasil. Cada projeto, fosse de exaltação à cultura e costumes, independente do país, ou relacionado à outras áreas se tornaram surpreendentes, principalmente pelas características únicas impressas em cada apresentação, e em cada conversa que tivemos.

Sem dúvida, a oportunidade de conhecer parte da cultura latino-americana dessa maneira foi inesquecível. Toda a feira foi uma união de crianças e jovens tirando seus projetos do papel e transformando-os em ações, trocando informações, criando laços, que mantivemos atualmente, já que ainda mantemos contato com parte de todos os que conhecemos, crescendo e solidificando conceitos, valores, através de características únicas que agora temos e que compartilhamos.

Enfim, esse é o nosso depoimento. Agradecemos ao Instituto Federal Catarinense – Campus Camboriú, a toda delegação e organização do Brasil, da Rede POC e às outras delegações participantes por essa experiência. Desejamos muito sucesso a todos, boa sorte com futuros projetos.

Abraços, Gabriélle Bernardino, Lays Nogueira e Jéssica Motta, expositoras durante a feira.”

 

Quanta – uma experiência acadêmica e cultural únicas!

Após passar por diversas seletivas, quando recebi a notícia que iria participar do Quanta fiquei muito entusiasmado e ansioso: seria a primeira viagem para um torneio mundial de ciências!

Quando chegamos no aeroporto de Lucknow, nos sentimos muito bem acolhidos, logo ao chegar identificamos os representantes da Rede POC e da organização do torneio que nos recepcionaram muito bem e nos aconselharam, o que igualmente aconteceu ao chegarmos à sede da City Montessori School, sede do QUANTA. 

A entrada da escola foi o que mais me surpreendeu. Logo percebi que aquela semana ia aprender com várias outras culturas, costumes, línguas e principalmente sobre união me prendendo a uma frase “The mankind is one”.

No decorrer da semana fiz diversas amizades, conheci pessoas do mundo inteiro, como da Alemanha, Rússia, Finlândia, Nepal, Jordânia, da própria Índia e do Brasil! Foi um grande aprendizado. Compartilhamos experiências novas experiências com todos, nos conhecemos, nos divertimos, trocamos conhecimento. Foi uma ótima experiência e na minha opinião a mais importante, e com algumas pessoas ainda tento manter contato.

O torneio em si é muito interessante. Vemos o grau de conteúdo de cada país e a criatividade de cada equipe para resolverem seus desafios e problemas. Fiquei responsável por dois desafios o Acqua Challenge e o Insight juntos com minhas duplas. É muita emoção e confiança no trabalho realizado.

Na prova do Acqua Challenge a dupla responsável deve construir um barco antes do torneio para que cruze uma piscina semi-olímpica (25m) no menor tempo possível sem o uso de controle-remoto. Essa prova é composta por duas etapas, a etapa eliminatória, que consiste em o barco cruzar a piscina, classificando os times para irem para segunda etapa. A segunda etapa consiste do barco cruzar os 25 metros e voltar para o local de partida. Eu e o Gustavo Luz vimos muitos barcos, construídos de diversas maneiras, utilizando vários cálculos e estruturas.

Na prova do Insight a comissão organizadora dá a cada dupla um computador completo para que a equipe desmonte seus componentes e monte um escultura com os materiais. A prova tem duração de 5 horas. Foi um grande aprendizado para mim e o Gabriel Gerizani observar a criatividade de todos. Foram esculturas muito bem elaboradas!

Ficamos muito contentes pelo primeiro ano nossa equipe ter conseguido o prêmio do Mental Ability e a menção honrosa do Debate, mas realmente o grande prêmio foi participar, uma oportunidade incrível, inesquecível, nunca vou me esquecer daqueles dias.

Agradeço à Rede POC, ao Colégio Eduardo Gomes, aos meus professores e à minha equipe muito parceira pela participação no torneio.

Espero que seja o primeiro de muitos!

Depoimento de Gilmar Correia Jeronimo estudante do Colégio Eduardo Gomes, São Caetano do Sul, SP

Mais um pouco sobre a Índia e o Quanta 2013

Em primeiro lugar gostaria de agradecer meu colégio, meus amigos e minha família. Sem eles o que eu passei não teria sido possível. Até hoje é um pouco difícil de acreditar que eu fui para a Índia. Lembro quando foi explicado na escola o que seria. No início fiquei preocupado, será que deveria ir? Meu receio era meu nível de Inglês e os custos, mas sabia que oportunidades como essa não acontecem sempre, era pegar ou largar. Então, quando soube que eu tinha sido classificado para a viagem fiquei bastante contente. Lembro-me das semanas de estudos, tínhamos que ir à escola para relembrar matérias de anos passados e aprender novos conteúdos. Foi uma loucura!

Chegando ao City Montessori School, sede do QUANTA, vi que tudo aquilo valeu a pena. O colégio recebeu-nos muitíssimo bem. Os indianos eram atenciosos e sempre que podiam nos ajudavam. Entrar em contato com uma cultura tão diferente e rica foi incrível. Mas não posso falar só deles, na escola estavam presentes países como Alemanha, Rússia, Nigéria e outros. Eu sempre tive um grande interesse pela cultura alemã e ter um contato direto foi algo muito especial. Tudo isso foi muito bom, foi um grande enriquecimento pessoal.

Sobre as provas, eu fui designado junto com uma colega para fazer a de Ciências que envolvia Física, Química e Biologia. Infelizmente não consegui passar da primeira fase, mas pude notar o alto nível do conteúdo. A primeira fase era uma prova feita para eliminar os alunos, você tinha uma hora para responder 60 questões, ou seja, não havia tempo para refletir ou raciocinar. A segunda fase era bem mais simples, não só em comparação com a primeira, tinha basicamente perguntas feitas a partir de certas imagens, em minha opinião essa fase foi feita para separar os mais rápidos. Os que passassem iriam para o teste final com perguntas baseadas em vídeos e imagens, o nível das perguntas era difícil, mas com certo raciocínio era possível responder.

O que mais sinto falta dessa viagem são os amigos que fiz nela, então agradeço a Rede POC pela oportunidade.

Depoimento de André Hergersheimer Ruzsiscka estudante do Colégio Eduardo Gomes de São Caetano do Sul, SP

Como foi a Eureka 2013 – a Feira Escolar Nacional de Ciências e Tecnologia do Peru – segundo o depoimento de Vinicius Cauneto do Paraná

 

 

Fascinante. Assim que se pode descrever a minha aventura nas terras peruanas em Novembro de 2103, lar de um povo hospitaleiro e – muito – acolhedor. No primeiro contato que tive com Lima, a capital do país, achei ser somente uma cidade monótona sem qualquer outro atributo que se possa chamar a atenção a não ser pelo céu fechado e a grande quantidade de carros com seus impacientes motoristas. Mas, aos poucos, o ditado de que a primeira impressão é a que fica caiu por terra quando conheci a atração mais fascinante naquele país: as pessoas que nele residem.

O primeiro contato com a tal simplicidade, se revelou na noite que precedia o início da feira, na troca de broches. Foi algo que somente através de palavras não é possível descrever a forma com que todos olhavam para o nosso país e viam nele uma grande potência. Esse mesmo carinho se estendeu nos três dias de apresentação na feira, todos sempre atenciosos e curiosos. Confesso que com todo esse patriotismo pela parte deles me deixou com inveja diante de nossos próprios costumes, uma vez que eles valorizam mais o nosso país do que a grande maioria dos brasileiros.

Focando no motivo de nossa viagem, posso dizer que a Feira em si é uma grande atração: grandes e chamativos estandes, o local muito bem montado e de porte proporcional ao evento, além de vários projetos interessantíssimos. Quanto ao espanhol, sobre o qual não tinha nenhum conhecimento prévio, fui forçado a me acostumar e enrolar um pouquinho no saudoso “portunhol”, uma vez que ninguém por lá entendia o nosso português. E, bem, acho que no final tudo deu certo pois após encerrar os trabalhos no evento nos dirigimos para a premiação e lá tivemos a grande surpresa de sermos contemplados com o 1º lugar dos Projetos Internacionais na categoria Saúde!

Posso dizer que este foi o ápice da viagem, nunca ia me imaginar lá, em cima do palco, perto das autoridades federais peruanas, recebendo um prêmio internacional por um projeto iniciado em nosso pequeno município. Isso traz uma satisfação enorme e junto com ela a vontade de continuar a estudar e tentar descobrir novos fatos interessantes, provando que tudo o que é feito corretamente traz bons resultados

Mas nem tudo se resumiu à feira, também aproveitamos para explorar Lima e descobrir o seu lado histórico. Visitamos o circuito das águas, algumas das maravilhosas praças que se integravam com antigas catedrais, sem deixar de lado as lojinhas que vendiam produtos regionais e, para fechar o pacote, banhamos os pés – e só os pés – no Oceano Pacífico.

E foi por tudo isso que agora, olhando o que foi feito, posso afirmar que valeu a pena. E quanto a isso só tenho a agradecer: às colegas de trabalho, à professora, aos pais, à equipe da escola, à Rede POC – representado pelo Gabriel – e ao governo e ao povo do Peru por proporcionarem a mim e a muitos outros adolescentes esta história que marca vidas e vai gerar um grande assunto para preservar para a posteridade.

Se quiser entrar em contato pode me encontrar lá no https://www.facebook.com/vinicauneto

*Vinicius Cauneto é estudante de Palotina – PR e foi selecionado pela Rede POC para apresentar com sua orientadora e colegas o projeto Uma Nova Arma contra a Dengue desenvolvido no Colégio Cecília Meireles

Rede POC inicia seleção de projetos para o Edinburgh International Science Festival 2014

A Rede POC – Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento está selecionando projetos para integrar a delegação brasileira para o Edinburgh International Science Festival – EISF 2014,  no período de 15 a 21 de abril na cidade de Edinburgh, Escócia.

http://www.sciencefestival.co.uk/

Os organizadores do Festival convidaram a Rede POC para formarem uma delegação de estudantes, professores, diretores e autoridades que, além do acesso à programação e a visitas especiais programadas, poderão apresentar seus projetos de pesquisa na MINI MAKER FAIRE – feira de projetos inovadores que recebe somente nesse dia mais de 3 mil visitantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil é o único país a ser convidado para o Festival e apenas projetos selecionados pela Rede POC podem participar do evento.

Podem participar equipes formada por (pelo menos) 2 adultos acompanhantes (diretor/ coordenador/ professor) e 3 estudantes matriculados no 9º. Ensino Fundamental, Ensino Médio (regular ou técnico) ou no 1º. Ano do Ensino Superior com um projeto de pesquisa que atenda os requisitos do evento detalhados nas orientações.

O projeto brasileiro que se destacar no evento receberá certificado e medalha de distinção. 

O EISF é um dos mais prestigiosos e tradicionais festivais científicos do mundo e o maior da Europa. Foi criado em 1989 com o objetivo de mostrar as belezas da Ciência e sua importância para nossa vida. O evento é uma iniciativa da Edinburgh International Science Festival Foundation com apoio da Prefeitura de Edinburgh, do Governo Escocês, da Universidade de Edinburgh, da Royal Academy of Engineering, da Scottish Environment Protection Agency e de várias empresas, fundações e  instituições acadêmicas britânicas.

A Escócia além de ser famosa pela suas tradições, pelo monstro do Lago Ness e pelo seu whisky, também é reconhecida mundialmente pela sua tradição em Ciência e Tecnologia. Entre inúmeros fatos, podemos lembrar que toda a tecnologia moderna é baseada na Teoria Eletromagnética desenvolvida por James Maxwell, o pioneirismo na biotecnologia com a clonagem da ovelha Dolly e o Prêmio Nobel de Física de 2013 para Peter Higgs por sua teoria que levou à descoberta de uma nova partícula elementar, concluindo uma das maiores buscas recentes da Ciência mundial.

Além disso, a Escócia é o país dos festivais, com mais de 300 eventos programados para o ano de 2014 – de Música a Ciência! E Edinburgh concentra os mais importantes, entre eles, o Edinburgh International Science Festival.

O tema do Festival para 2014 será: Science at heart of things. A programação é constituída de palestras, oficinas, shows, filmes, performances e exposições que ocorrem das 8h às 22h distribuídas em vários locais: City Art Centre, St Andrew Square, the Royal Botanical Gardens, National Museum of Scotland, Edinburgh Zoo, George Square Theatre e em vários museus e pontos importantes da cidade. 

Mais informações: www.facebook.com/redepoc