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Memories of IYMC 2016: This is India, por Guilherme Winter

Já que estamos com boas recordações dos eventos de 2016, confira agora o relato de viagem de Guilherme Winter sobre o IYMC 2016, que aconteceu em Lucknow, Índia.

This is India

Uma mensagem. Um convite. Um ingresso para a Expedição Índia. Um sorriso. Um, será? Um aceite. Uma euforia intrínseca. Uma curiosidade mística. Uma chegada incomum. My name is Delhi. New Delhi.

O Aeroporto Internacional Indira Gandhi sintetiza a Índia em segundos de estada. Movimento. Tradicionalismo. Agito. Excesso. Conformismo. Perspectivas.  A aura transpassa qualquer sensação e faz flutuar na aveludada tapeçaria pelo hipnótico e característico aroma da mirra sob o mantra flegmático.

A cultura indiana mostra-se adaptada às circunstâncias em que o país se encontra: o escândalo populacional e as decorrentes segregações sociais, ultrajantes misérias e o caos salubre. Por outro lado, o reverente religiosismo, o prestígio cultural e a excelência da anfitrionagem revelam uma crença otimista na potencial possibilidade transitiva.

O chegar impressiona pela retumbante oscilação do murmúrio e percepção acurada de estar em foco. O exotismo considerável prepondera e atrai o anômalo anfêmero. É como acordar confinado e perceber as centenas de olhos em sua observância.

THIK, THIK. Após dias de planejamento, a equipe Rede POC recepcionou e orientou a delegação brasileira diante da atônita megalópole. Os participantes foram conduzidos a Lucknow, sede do International Young Mathematicians’ Convention – IYMC 2016. Ao todo 82 participantes brasileiros representando 11 escolas e 6 estados, foram desafiados a responder questões matemáticas em três níveis de raciocínio. Por trás dos cálculos, os jovens puderam interagir com equipes de mais de 20 países integrantes do evento, possibilitando trocas culturais imensuráveis, reflexões prodigiosas e formação de amizades para a vida toda, talvez pela hóspita política de segurança com restrita saída dos estudantes, mais provavelmente pelo sentimento de todos acreditarem numa causa em comum: a matemática da vida.

A convenção, em sua missão cosmopolita, ainda levou os experts a desfrutarem as especiarias típicas de sua distinta culinária, a conhecerem a alegria transmitida em suas coreografias precisas e infinitamente criativas, a meditarem no misticismo de suas atrações turísticas. SHUKRIYA.

Entre tantos ensaios excêntricos, recordo de marcos que parafraseio com nitidez: a primeira viagem de tuk tuk, e seus desalinhos pelas vias de acesso ao tráfego aéreo…ok, a décima viagem de tuk tuk com os trizes desvios pelas sagradas fêmeas bovinas… talvez, o congestionamento nas vielas pelo matrimônio mais exótico que já presenciei. O fato é que o trânsito não tem dono, não tem lei que impere, é de quem chegar primeiro e de quem quiser passar, aliás, de quem conseguir enxergar em meio ao nublado cróceo da pairada poluição aérea. Mas, mesmo assim, diante dos desencontros já sabidos por todos, não há mortalidade acidental.

Tudo na Índia é planejado, mas um replanejamento pode vir a qualquer hora e por qualquer pessoa, sem que o restante da equipe tenha consciência. Isso não a torna desorganizada perante seus olhos e sua cultura. Isso a faz atitudinal. A faz benfeitora em atos e em pensamentos. É difícil entender e vivenciar isso para quem foi educado de forma diferente. Mas deve imperar o sentimento de quem é o visitante e quem deve respeito ao local onde está pisando.

Eu realmente penso que as 22 medalhas trazidas pelos brasileiros simbolizam um espírito de mudança, de esperança por um mundo melhor e inteligente, que funcione, que respeite e que quer ser respeitado. À Rede POC que proporcionou mais um passo na vida de dezenas de jovens aspirantes, NAMASTÊ.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Quanta 2016 – Relato de viagem, por Jonas Medeiros

Já recordamos o LIYSF, com alguns depoimentos da edição 2016, agora vamos um pouco mais longe, para a Índia. Confira abaixo o relato de viagem de Jonas Medeiros, sobre o Quanta 2016:

Olá, eu sou o Jonas Medeiros. Aluno de graduação em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal Rural do Semiárido. Sou de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Norte, chamada Umarizal. Sempre fui aluno de escola pública e durante todo o meu ensino médio desenvolvi projetos científicos e participei de diversas feiras de ciências, no Brasil e no exterior (Equador em 2012 e Inglaterra em 2013, em parceria com a Rede POC).

Por onde começar a descrição de uma das maiores experiências da sua vida?

Bem… Muitos poderiam começar falando da experiência propriamente dita.

Pra começar este relato, precisarei voltar nove anos no relógio! Tudo começou em 2008 quando em uma aula de língua portuguesa, a professora da escola levou toda a turma à sala de multimídia para assistir um filme: “Quem quer ser um milionário?”. O filme conta a história de Jamal Malik, um rapaz de 18 anos que teve uma infância muito difícil, lidando com a violência e a miséria na Índia. Certo dia ele é chamado para participar da versão indiana do famoso programa de TV “Quem quer ser um milionário?” e sua experiência de vida o ajuda a responder as perguntas do show. Este filme me fez surgir várias curiosidades a respeito deste país tão conhecido e tão esquecido em alguns aspectos.

Estas curiosidades foram adormecidas durante oito anos, até que em um belo dia de domingo, 22 de Novembro de 2016, por volta das seis da manhã, acordo e vejo na tela do celular, meia dúzia de mensagens que me fariam reacender uma curiosidade de longa data.  A Rede POC me convidava a ser um membro representante na delegação brasileira durante a vigésima edição do QUANTA, uma competição internacional de matemática voltada para jovens do ensino médio de diversas nacionalidades. O evento aconteceria entre os dias 17 e 20 de Novembro de 2016. O QUANTA é um evento realizado na cidade de Lucknow, estado de Uttar Pradesh  na Índia desde 1994, organizado pela City Montessori School – CMS, a maior escola do mundo!

Após uma rápida entrevista, me veio a grande pergunta: “Would you like to know India?”. Não é todos os dias que recebemos um convite desses, concorda? E obviamente fiquei super ansioso! (Claro que a minha resposta foi SIMMM!!)

Nesta oportunidade, aprenderia com novas culturas, novas pessoas e desenvolveria habilidades de grande importância no que compete a minha formação pessoal e profissional. O mais emocionante: Faltavam apenas algumas semanas para a vivência de uma das maiores experiências da minha vida!!! O convite foi bem próximo da data e vários imprevistos aconteceram até a minha chegada na Índia. Afinal, sem emoção não tem graça e se num for pra ter graça, eu nem vou! Hahaha. Costumo dizer que as maiores experiências da minha vida foram seguidas de muitos imprevistos, estes me fizeram dar mais valor a cada uma delas e usufruir de cada parcela de aprendizado disponível.

O grande dia chegou. Iniciava uma viagem super emocionante a um dos lugares mais culturalmente ricos do planeta. A viagem foi longa: Saindo da cidade de Mossoró/RN, segui em um ônibus em direção à cidade de Fortaleza/CE, onde embarquei em um avião com destino a São Paulo/SP. O voo de Fortaleza a São Paulo atrasou mais de duas horas. A chegada a São Paulo foi uma das primeiras “emoções” dessa viagem! Rapidamente, embarquei em um outro voo em direção a cidade de Lomé no Togo, no continente Africano, aonde a aeronave foi reabastecida e seguiu em direção a cidade de Addis Abeba, Etiópia. Nesta parada, troquei de aeronave e segui em mais algumas horas de voo até a cidade de Nova Delhi, Índia, onde fui muito bem recepcionado pela equipe da Rede POC e conduzido até um hotel próximo ao aeroporto.

No dia seguinte, recebemos todos os alunos e seguimos até a cidade do evento, Lucknow.

A ficha ainda não havia caído e pra mim, tudo aquilo ainda era um sonho. Enquanto representante da Rede POC, cabia a mim, acompanhar os alunos em suas atividades, assim como contribuir no gerenciamento de atividades e tarefas ligadas à delegação brasileira, acomodação de participantes, organização de tarefas e etc.

O roteiro da viagem foi suuuper extenso e pude aproveitar cada momento para aprender um pouco mais com as novas pessoas que eu acabara de conhecer. Durante a viagem visitamos uma escola indiana chamada Delhi Public School. Sinceramente, foi a melhor recepção da vida!! Muito atenciosos, os indianos compartilharam conosco um pouco de sua cultura e vivência. Foi uma troca cultural de grande relevância para brasileiros e indianos.

A parada seguinte foi o Ambedkar Memorial Park, um parque público e memorial em Gomti Nagar, Lucknow, Uttar Pradesh, Índia. O Parque também conhecido como Dr. Bhimrao Ambedkar Samajik Parivartan Prateek Sthal é uma homenagem à vida e às memórias de todos aqueles que já se dedicaram à humanidade, igualdade e justiça social.

Ao sair do Ambedkar Memorial Park, fomos todos até o Bara Imambara, outro ponto turístico da cidade de Lucknow. A visita foi repleta de curiosidades, começando pela arquitetura local até o artesanato feito de ossos de camelo indiano, especiaria encontrada na índia. Entre colares, pulseiras e anéis, os brasileiros faziam suas primeiras compras de “lembrancinhas” indianas. Como boa parte do comercio da Índia, o preço é negociado no ato da compra e não perdi a chance de fazer aquele tradicional pedido de desconto brasileiro. Eles sabiam vender, mas eu também sabia comprar… Haha. Anos de prática pedindo descontos no Brasil foram muito úteis.

A estadia na City Montessory School foi uma experiência, incrível! A maior escola do mundo em número de alunos. Uma estrutura fantástica e uma filosofia transformadora.

A abertura do evento contou com apresentações artísticas de tirar o fôlego. Uma explosão de cultura e religiosidade tomou conta desta cerimônia, marcando não somente a minha vida mas também  a de todos os participantes presentes.

Foi a oportunidade de fazer novos amigos e compartilhar aprendizados, não é todo dia que conhecemos um indiano interessado em aprender a falar português! Foi o caso do Danish Reza, um garoto muito legal que sempre me ajudou a resolver os pequenos problemas que surgiam na delegação brasileira.

Com comidas sempre muito apimentadas (muito mesmo, juro!), os indianos prepararam cardápios especiais durante o evento, o que tornou minha experiência ainda mais rica do ponto de vista cultural.

Ao longo da semana, as provas da competição classificavam nossos times brasileiros e eu registrava tudo. Durante a viagem levei um caderninho para anotar cada detalhe dela, todos os dias fazia um breve relato, na forma de diário de bordo para escrita de um relatório ao término do evento.

A delegação brasileira foi uma das mais bem classificadas ao término do evento e trouxemos nas bagagens, muitas medalhas e acima de tudo, muito conhecimento.

Cada participante ganhou nesta oportunidade a experiência incalculável, medalha do conhecimento! Representavam alí não somente suas equipes, mas sim, suas escolas, cidades, estados e países.

O QUANTA acabou, mas a viagem não! Conhecemos o Qutab Minar e pude lá conhecer um pouco mais da história da Índia, assim como registrar cada momento deste passeio.

Ao final da tarde deste dia, partirmos em dois ônibus com destino ao principal ponto turístico da Índia, o Taj Mahal! Localizado na cidade de Agra, fizemos uma viagem de pouco mais de 6 horas de duração até o nosso destino final. Após uma tranquila noite de sono, fomos até o fabuloso Taj Mahal. Um imenso mausoléu de mármore branco, construído em Agra entre 1631 e 1648 por ordem do imperador Mughal Shah Jahan em memória de sua esposa favorita, o Taj Mahal é a jóia da arte muçulmana na Índia e uma das mais importantes obras-primas universalmente admiradas do mundo. Na ocasião, cada participante teve a oportunidade de conhecer um pouco mais das mais diversas histórias contadas a respeito deste monumento. Entre selfies e mais selfies, os brasileiros registraram esse momento com muita emoção podendo conhecer também o grande contraste associado às desigualdades sociais na Índia.

A parada seguinte foi o Red Fort, ou Forte Vermelho. Construído nas proximidades do Taj Mahal no século XVI, o forte é feito inteiramente de arenito vermelho, dando-lhe uma coloração avermelhada que lhe atribui o nome de Forte Vermelho. Foi construído ainda durante o poder do império mongol e guarda intrigantes histórias a respeito da luta pelo poder entre o Imperador Shah Jahan e seu filho, que aprisionou seu pai em uma das muitas celas carcerárias do forte com o objetivo de sucedê-lo.

Durante as visitas, pudemos encher as sacolas com as mais variadas lembranças indianas. Entre chaveiros, colares, pulseiras, incensos, miniaturas turísticas, artesanato em geral.

Agra foi nosso último destino turístico da viagem, até que o dia foi acabando e o ônibus retornou com todos até a capital, Delhi, para a viagem de volta pra casa.

A Rede POC, como sempre, fazendo parte das maiores aventuras da minha vida. Com malas cheias de conhecimento, retornei para casa com um desejo realizado, tarefa cumprida com sucesso e a certeza de que esta foi uma das maiores experiências da minha vida. Contemplei em aproximadamente duas semanas uma das culturas mais ricas do planeta, pessoas que levarei na memória por longas datas e aprendizados que florescerei por toda a vida.

Por Jonas Medeiros – Quanta, Índia 2016.

Continue acompanhando a Rede POC, pelo blog, facebook e instagram e fique por dentro da participação brasileira em eventos científicos ao redor do mundo.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Memories of LIYSF 2016 – Parte 4: A grande trajetória, por Lucas von Mühlen

Minha experiência no LIYSF começa no ano de 2013, o qual iniciamos nosso projeto de pesquisa, a partir dali começamos a participar de feiras e mostras cientificas em no rio grande do sul e no brasil, assim começamos a sonhar com o LIYSF, parecia algo tão grande e longe, mas nosso professor orientador André Botton esteve sempre nos motivando e mostrando que poderíamos ir longe e realizar nossos sonhos.

Finalmente no dia 12/maio recebi uma mensagem no celular que havíamos sido selecionados para participar do London International Youth Science Forum, um sonho que parecia tão distante mas que estava se realizando. Começou então uma corrida contra o tempo para preencher a papelada e juntar verba, esta que o Governo do Estado do Rio Grande do Sul cobriu espetacularmente 100% das despesas.

No dia 25/ ago embarcamos com destino ao Aeroporto Internacional de Gatwich em Londres, o sonho havia se realizado. Pode ter participado e ser participante do LIYSF foi algo simplesmente incrível, além do grande choque cultural ao chegar na Inglaterra consistiu também uma troca com todos os outros mais de 70 países representados.

A grandeza do fórum é indescritível uma vez que tivemos palestras com as maiores autoridades científicas do mundo sobre os mais diversos assuntos; visitas a alguns das dezenas de museus que há em Londres; ver a fabricação de um luxuoso carro (Rolls Royce) ou um avião (Airbus); aprender um pouco mais sobre química, física, matemática, engenharia, biologia nas maiores instituições de ensino superior do mundo (Oxford e Cambridge); além de conhecer as maiores jovens mentes brilhantes.

Ao sair de um evento de tais proporções é possível notar a necessidade de um investimento em ciência, tecnologia e educação, mas não podemos esperar que os grandes façam a mudança, porque ela começa com os pequenos, com os mais simplistas projetos de pesquisa; quem diria que um dia 3 jovens de uma escola pública do interior do rio grande do sul estariam representando-a na Inglaterra? Poder ter sido selecionado dentre muitos para representar nossa cidade, nosso estado, nosso país no maior fórum cientifico do mundo, foi mais que uma realização ou uma meta: um sonho alcançado. Após todos os desafios enfrentados, derrotas e vitórias, olhar pra trás e dizer que tudo valeu a pena.

Lucas von Mühlen, participante do LIYSF 2016.

Confira também:

– Memories of LIYSF 2016 – Parte 1: O matiz da ciência, por Guilherme Winter

– Memories of LIYSF 2016 – Parte 2: Uma experiência enriquecedora, por Maicon Rodrigues

– Memories of LIYSF 2016 – Parte 3: O ápice do reconhecimento, por Lucas Cosmam


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Memories of LIYSF 2016 – Parte 3: O ápice do reconhecimento, por Lucas Cosmam

Obviamente foi uma experiência incrível participar de um fórum com tamanha grandeza como o LIYSF, e com isso estar dentre os 4 jovens cientistas que lá representaram o país, com está participação me sinto mais motivado para dar continuidade ao estilo de vida que a pesquisa científica proporciona, toda essa experiência só foi possível por motivos específicos como primeiramente estudar na Escola Estadual Técnica em Agropecuária Celeste Gobbato, tal instituição que permitiu uma grande evolução pessoal. Outro ponto fundamental para que alcançássemos o ápice foi a presença de meus dois colegas os quais considero como irmãos, Maicon Rodrigues e Lucas von Mühlen, e por trás de tudo nosso grande mentor, orientador, amigo, conselheiro, incentivador André Luis Saldanha Botton, sem ele nada teria sido possível pois trabalhou arduamente para que tudo se realizasse.

Tivemos uma longa história de participações e aprendizado em feiras pelo Brasil, todas foram fundamentais para que pudéssemos melhorar cada vez mais, porém a participação no LIYSF foi incomparável tratando-se de aprendizado de diferentes culturas e diversas formas de se pensar e ver o mundo.

Esse fórum foi fundamental para nosso crescimento pessoal, o sentimento de satisfação por termos juntos conquistado o maior sonho que possuíamos é maravilhoso, sou eternamente grato por meus colegas Lucas e Maicon e nosso professor André estarem ao meu lado em algumas das melhores experiências da minha vida, agora que essa edição do fórum terminou nós continuaremos com nosso projeto pois com ele conseguiremos ajudar muitos jovens, e quando isso acontece podemos dizer que todo o esforço valeu a pena.

Lucas Alberti Cosmam, participante do LIYSF 2016.

Confira também:

– Memories of LIYSF 2016 – Parte 1: O matiz da ciência, por Guilherme Winter

– Memories of LIYSF 2016 – Parte 2: Uma experiência enriquecedora, por Maicon Rodrigues 


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Memories of LIYSF 2016 – Parte 2: Uma experiência enriquecedora, por Maicon Rodrigues

Poder participar do LIYSF foi uma das experiências mais espetaculares da minha vida pois lá pude ver o quão diferente são as pessoas de outros países, pude também ter a oportunidade de conviver por 17 dias com estudantes de mais de 75 países.

Participar de palestras ministradas pelos mais renomados doutores e doutoras do mundo foi uma experiência única pois tive a chance de aumentar meu conhecimento e também a minha forma de ver o mundo, uma vez que consegui perceber o quanto é importante um país investir na educação de sua nação e que se procurarmos fazer a diferença podemos construir um mundo muito melhor.

Além das palestras também gostei muito das visitas que fizemos as mais renomadas instituições de ensino e pesquisa, pois foi uma forma de conhecermos mais lugares incríveis, algo que ainda chama muito a atenção é a organização dos eventos e também a educação das pessoas.

 

A cidade de Londres é um espetáculo à parte, pois possui lugares fantásticos para se visitar, já que se concentra uma vasta diversidade de museus e parques, sem mencionar seus famosos pontos turísticos, como Big Ben, London Eye, Parlamento…

Londres para mim não chamou a atenção só por sua beleza mas também pela sua segurança e claro, limpeza, já que aonde íamos rsempre encontrávamos ruas e parques muito limpos e conservados, sem contar a eficiência e dos meios de transporte e alta acessibilidade da cidade.

Ao fim dessa viagem chego à conclusão que além de uma experiência única pude reafirmar meus valores e objetivar novas metas.

Maicon Augusto Rodrigues, participante do LIYSF 2016.

Confira aqui Memories of LIYSF 2016 – Parte 1: O matiz da ciência, por Guilherme Winter e não deixe de acompanhar as próximas publicações.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Memories of LIYSF 2016 – Parte 1: O matiz da ciência, por Guilherme Winter

Memories of LIYSF 2016? Sim, 2016. Enquanto nossos jovens, recém chegados de viagem, descansam e buscam inspiração para escrever seus depoimentos sobre a experiência vivida nos 15 intensos dias que estiveram em Londres, vamos relembrar a edição de 2016 com uma série de 4 posts, dos 4 gaúchos que representaram o Brasil na edição 2016, do London International Youth Science Forum – LIYSF.


O matiz da ciência

Vagar pelas escadarias do Heathrow já é tão familiar quanto os entrelaces cromáticos do tube. A estação South Kensington de Londres, tremeluzente pelo reflexo das lamparinas nos azulejos ociosos do tardio verão, continua a mostrar o caminho dos túneis em direção ao fremente Hyde Park.  Em contraste, a arquitetura vitoriana das alamedas destaca o Imperial College que se revela pela majestosa integração do espaço urbano com o ambiente universitário. Realmente é irreal transformar em uma rotina o encontro com ases ilustres no meio científico. É como habituar o caminhar em um transparente ritual lamarckista.

A quinquagésima oitava edição do LIYSF, segunda com participação no corpo organizacional, esta agora como Senior Counsellor, foi novamente rodeada de surpresas para os Staff. O fórum contou este ano com a distribuição dos estudantes em 3 casas: Beit, Metrogate e M&M. A casa Millenium and Meininger (M&M) surgiu pelo aumento significativo do número de participantes em 2016, pela inédita inscrição de algumas delegações como, Camarões e Emirados Árabes Unidos e pelo crescimento e repercussão do evento em Londres. Sim, o LIYSF esteve no The Times.

Sublime. Como o orvalho escorrido nas folhas aquecidas do término invernal, o LIYSF irradiou conhecimento, cultura e provocou novamente os estudantes de 75 países a pensarem e discutirem questões de impacto mundial. Em mais um ano de sua essência, os jovens puderam entender assuntos das mais diversas áreas e se aproximar da ciência conforme suas zonas de interesse profissional, ou meramente, por fonte de curiosidade.

O evento sediado no Imperial College, palco de ensino de grandes nomes como Stephen Hawking, pôde contar com a participação brasileira, esta que presenciou momentos ímpares, como as palestras da Diretora e Engenheira Civil da ARUP, Dervilla Mitchell Cbe, responsável pelo projeto do novo terminal do Heathrow, da palestrante brasileira Laura Rodrigues sobre o Zika Vírus, ou do Golden Moment, ápice do evento com o fechamento da laureada no Nobel de Química de 2009, Ada Yonath.

A experiência como Senior Counsellor foi extremamente gratificante. O estado de domínio do assunto referenciado ao ano anterior proclamou a sensação de calmaria, possibilitando maior integração, espontaneidade e organização. Os deveres britânicos, justapuseram-se às obrigações de pontualidade, compromisso, respeito e posição requeridos ao corpo Staff. As atribuições mantiveram-se como o esperado: estar presente de corpo e alma com tudo resolvido para o dia começar. Detalhe: tudo resolvido para o dia seguinte. O dia de hoje já teria sido resolvido no dia anterior. Tudo é pensado com antecedência e calculado milimetricamente e em cada segundo para sair com perfeição. Sem atrasos. Sem justificativas. Sem erros.

O ano de 2016, foi um marco na minha história. Não apenas por ganhar e cumprir com êxito o desafio de guiar mais de 100 participantes pelo tube até o local mais visitado de Londres, sem perder ninguém. Tampouco por liderar as visitas para a montadora de Airbus do Reino Unido ou para o local onde a penicilina foi descoberta por Fleming, diante da circunstância de decifrar mapas e mais mapas para orientar a melhor rota para o coach do ônibus fretado chegar no horário marcado sob minha responsabilidade. Talvez pela simples tarefa de guiar alunos pela Universidade de Cambrigde, e receber uma lição de vida de notórios do Departamento de Estudos da Terra. Afinal, agora sei onde encontrar minérios de grande valia na Europa, caso alguém tenha interesse. Talvez por fim pelo Great Crossword Treasure Hunt, quando passei a noite chuvosa de segunda-feira, ante a entrada frenética no Cinema, sob a black English umbruella, com a camuflada responsabilidade de, por detrás do Newspaper Diaries, informar o password da competição.

Um fator prepondera: o LIYSF 2016 me emocionou em seu último dia de existência. Lembro aqui, retornando a marejar o cristalino, e compartilho um acontecimento que nunca se dissipará da minha mente. No dia 06 de agosto de 2016 às 15h aconteceu o LIYSF Sports Day Session no Ethos Sports Hall. Este dia, anualmente é conhecido como as Olimpíadas de Verão do LIYSF. Acontecem em cada edição competições entre as casas participantes, incluindo os Staff. Este ano com a presença inédita da Casa Branca, não-estadunidense, mas atribuição da M&M. Sob a nomeação de Senior da M&M, fui o responsável pela criação do “grito de guerra” e sinalizações de caracterização do grupo. A M&M foi a casa vencedora do ano e eu sinto até hoje a gratidão nos olhos dos participantes que continuam a falar comigo e relembram este como o melhor dia que presenciaram. E será que realmente não foi?! Não posso dizer ao certo, pois algo estava me aguardando. No encerramento do Forum, quando o diretor Richard Myhill agradeceu cada Staff, cada casa foi aplaudida separadamente, e no último momento, quando a M&M foi chamada, a casa inteira aplaudiu e ao fundo do Great Hall pude enxergar meus pupilos levantando e fazendo as sinalizações e o grito de guerra que os ensinei, pela última vez. Não houve como não relacionar ao, final do Sociedade dos Poetas Mortos, e o reconhecimento dos alunos.

Ser Staff não é tarefa fácil. O trabalho é árduo e exige muita dedicação. Um bom staff precisa estar pronto sempre 15 minutos antes, descansado, alimentado, com a roupa adequada, e requisitos de visitas cumpridos, provido de guarnições para si e para os participantes, com o crachá, ciente de toda a programação do dia, com os boards checados, pronto para resolver quaisquer novos problemas, preparado para aplicar o modo de situações de emergência, com os celulares carregados, as câmeras de prontidão, com o mapa de Londres memorizado, com os rostos e nomes de todos os Buddy’s students decorados, com um programa personalizado sempre em mãos, com o coração e mente fortes para aguentar a quaisquer situações, e sempre preparando o próximo dia com um sorriso no rosto. Um staff nunca está parado se outro está trabalhando. Todos são um só dentro do LIYSF.

Deixo aqui novamente meu agradecimento a Rede POC, que não apenas proporcionou que eu vivesse todos esses momentos, mas que se importa com a ciência, com as pessoas, com o mundo que queremos daqui para a frente.

Acompanhe aqui, as memories da edição 2016 do maior e mais prestigioso fórum científico juvenil internacional que foi idealizado em 1959 pelo Imperial College – uma das cinco melhores universidades do mundo – para promover o interesse dos jovens pela Ciência.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Brasileiros são premiados em competição internacional de matemática, na Malásia

Asia International Mathematical Olympiad (AIMO) é uma olimpíada de competição internacional que acontece anualmente e tem como missão fornecer aos adolescentes uma plataforma internacional para fins de aprendizagem matemática, intercâmbio cultural, intrigando seus conhecimentos matemáticos, melhorando suas habilidades mentais e pensamento científico e, portanto, propiciando a amizade e a cooperação de adolescentes asiáticos e de diferentes países.

Desde 2012, a AIMO contou com a participação das principais instituições matemáticas mundiais. Nos últimos cinco anos, a AIMO foi concluída com sucesso – 2012 Hong Kong, 2013 Taiwan, 2014 Chengdu, China, 2015 Tailândia, 2016 Hong Kong – e em 2017 o evento aconteceu em Kuala Lumpur, na Malásia. Desde o primeiro evento em Hong Kong, o número de alunos que participam do AIMO vem aumentando.

Eles são as elites em matemática de 13 países: Brasil, Bulgária, Myammar, Hong Kong, Taiwan, Macau, Indonésia, Tailândia, China, Singapura, Cazaquistão e Uzbequistão. Em 2017, com a participação inédita do Brasil, somaram 1300 alunos que participaram das provas e disputaram 260 medalhas de bronze, 130 de prata, 60 de ouro e 12 destaques internacional.

O Brasil teve sua primeira participação neste ano e a equipe brasileira foi selecionada pela Rede POC, que é a National Organizer da AIMO para o Brasil. Participaram 3 grupos (conheça-os em detalhes aqui), dos estados de MA, MG e RS, do Instituto Federal do Maranhão, Escola Estadual Maurício Murgel e Colégio Farroupilha, respectivamente.

Foram 15 estudantes e 3 professores que brilhantemente representaram nosso país, e que pelo excelente desempenho obtido nas provas da competição, foram premiados com 7 medalhas de bronze, 2 de prata e 1 destaque internacional, a cerimônia de premiação e jantar de gala ocorreu no último sábado, 05/08.

Os participantes, que desembarcaram em 01/08/17 em Kuala Lumpur, foram recepcionados e acompanhados durante o evento pelo Prof. Vinícius Ramos, diretor da Rede POC, e puderam, além de participar da competição matemática, desfrutar da cultura asiática com passeios e refeições típicas.

A primeira participação brasileira na AIMO foi mais uma oportunidade da Rede POC para os estudantes brasileiros, que tiveram a rica experiência de compartilhar informações, ao mesmo tempo em que testaram seus conhecimentos e (re)descobriram suas habilidades mentais, científicas e de matemática, através de um interativo intercâmbio cultural possibilitado pela participação de diferentes nacionalidades, inserindo o Brasil nesse contexto de educação globalizada. O contato com a ciência mundial é, com certeza, um grande passo na vida pessoal e profissional desses jovens.

A Rede POC parabeniza os brasileiros pelo excelente desempenho e deseja sucesso à todos!

Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Zootecnista pela Universidade Federal de Santa Maria                               Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Visitação à Tower of London leva brasileiros ao conhecimento histórico da Grã-Bretanha

A Torre de Londres foi fundada por volta do final do ano de 1066 depois da conquista normanda da Inglaterra. O Castelo foi então utilizado como prisão até 1952. Hoje é o cofre forte da coroa britânica, um castelo em meio ao centro urbano e tecnológico de Londres. Misturando o medieval e o contemporâneo, a inserção ocupa posição de destaque por sua extensão territorial e imponência material.

Plano de fundo dos mais macabros acontecimentos de Londres, diante de seu utilitarismo militar de tortura, a Tower of London, levou participantes do LIYSF ao “frio na espinha”. Cada cenário visitado foi palco de milhares de execuções, penitências e julgamentos. Não à toa, seus setores possuem nomenclaturas sugestivas, como A Torre Sangrenta e Catacumbas da Tortura.

Em antítese, o centro da grande fortaleza abriga as maiores preciosidades da coroa britânica. O Tesouro Real. O acervo conta com as coroas de todas as rainhas da Grã-Bretanha, seus cetros e espadas de cerimoniais, todos cravejados com as maiores e mais caras pedras, protegidos por cofres gigantescos.

A atividade proposta pelo LIYSF nos faz pensar, principalmente, nos contrastes, não apenas do medieval com o moderno, situação urbana atual de Londres, mas também na disparidade social, onde nas periferias estão mantidas as alas de armaria e tortura, e ao centro, em esplendor, as preciosidades da coroa. A história é mantida viva neste ponto de vista também. Não deixe de ler a próxima matéria, que trará todos os detalhes da Noite Cultural do LIYSF 2017.

Guilherme Winter                                                                                     

Graduado em Arquitetura e Urbanismo (2017) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
Graduando em Engenharia de Produção pela Faculdades Integradas de Taquara
Representante internacional da Rede POC
Coordenador da Delegação Brasileira no LIYSF 2017

 

E está aberta a temporada de Caça aos Talentos dos participantes do LIYSF 2017

O International Cabaret brilhou sobre os participantes e levou à euforia os expectadores. Ao todo foram 20 apresentações de 14 países diferentes que incluíram performances de música, dança, mágica, teatro e muito mais.

Desfrutar uma apresentação artística já é um ponto interessante. Mas, e se a apresentação artística vier de todos os cantos do mundo, ou melhor, da mistura do talento de participantes de diferentes lugares? como é o caso da dupla de cantores representando a Austrália e o Canadá que interpretaram uma obra inglesa. Esta é a proposta do International Cabaret. Muito além de uma oportunização aos talentos, uma possibilidade de autoconhecimento, de intercâmbio de cultural do saber.

Os participantes do London International Youth Science Forum puderam se misturar, interagir com as apresentações. O momento em que a ciência, a cultura e a socialização se comunicam no mais alto grau.

É fantástico ver a dedicação dos participantes, mostrando sua coragem e determinação para mostrar um “talento” talvez adormecido ou até mesmo retraído. O LIYSF expande essa liberdade de expressão e valoriza, acima de tudo, a vontade do participante em tentar. Não deixe de acompanhar a cobertura midiática do LISYF. A Rede POC é o seu canal de comunicação direta com o LIYSF. É a ciência conectando o mundo.

Guilherme Winter                                                                                      

Graduado em Arquitetura e Urbanismo (2017) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
Graduando em Engenharia de Produção pela Faculdades Integradas de Taquara
Representante internacional da Rede POC
Coordenador da Delegação Brasileira no LIYSF 2017

 

E a Taça das Casas vai para…Veja o resultado das Olimpíadas do LIYSF 2017

Divididos pelos Halls de Residência no LIYSF: Beitside, Metrothorne e MGM, os participantes das casas azul, vermelha e branca, respectivamente, participaram da edição 2017 do LIYSF Sports Day Session, as olimpíadas do fórum. Os estudantes tiveram que trajar as cores de suas casas e representa-las em equipes de 20 pessoas.

As provas ocorreram no Ethos Sports Hall, e os brasileiros estiveram presentes participando intensivamente dos jogos. Em destaque, as tarefas consistiram em:

1)Passar a laranja: formando um círculo de participantes por Casa, a laranja deve ser passada de um a um sem que ela saia das regiões abaixo aos queixos. Ganha quem completar o círculo primeiro.

2)Explodir o balão em um abraço: formando uma fila e duplas, os participantes devem explodir os balões em um abraço. Ganha a Casa que explodir todos os balões primeiro.

3)Corrida em ziguezague: uma equipe representando cada Casa devem cruzar ziguezagueando o ginásio, rodear 10 vezes e retornar em ziguezague;

4)Corrida de carrinho de mão humano: uma equipe de cada Casa deve formar duplas que devem cruzar o ginásio fazendo um carrinho de mão humano;

5)Corrida do pé junto: uma equipe de cada Casa devem cruzar, em duplas, o ginásio com os pés amarrados;

6)Corrida vendada: um participante de cada Casa é vendado e girado e deve encontrar primeiro a sua equipe se guiando apenas pelo som;

7)Círculo sentado: os participantes devem formar um círculo de pessoas sentadas sobrepostas umas às outras. Ganha a Casa que permanecer por mais tempo;

8)Resistência prancha abdominal: com dois representantes de cada Casa, ganha aquela que permanecer por mais tempo realizando a prancha abdominal;

9)Corrida do balão: os participantes devem fazer com que uma sacola de Packed Lunch levante voo ao amarrar um balão de gás por vez, que deve ser levado por cada Casa em um circuito de corrida.

E esse ano a hegemonia foi azul. A casa Beitside leva a Taça das Casas, vencendo a maioria das provas, incluindo a última que valia dois pontos. O London International Youth Science Forum não possui caráter competitivo e por essa razão nenhuma das atividades recebe premiação.

A atividade fez suar, acelerou a pulsação e uniu até mesmo quem ainda não se conhecia, em busca de um único ideal. Todos saíram vitoriosos da tarefa objetivo de integrar e reconhecer as suas limitações. Acompanhe aqui as próximas atividades dos participantes. A Rede POC deixa você pertinho do que está acontecendo. Você pode estar no próximo ato.

Guilherme Winter                                                                                      

Graduado em Arquitetura e Urbanismo (2017) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
Graduando em Engenharia de Produção pela Faculdades Integradas de Taquara
Representante internacional da Rede POC
Coordenador da Delegação Brasileira no LIYSF 2017