6 de maio – Dia da matemática

Lembranças do Equador – Participação no Encuentro latinoamericano de proyectos productivos, ciencia, tecnología e innovación

 

DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE DE GESTÃO DE BIBLIOTECAS PARA A FUNEC

O projeto começou no Início do ano passado (2018), quando meu professor: Paulo Henrique Rodrigues, me convidou para participar de um projeto de iniciação científica (PIBIC-JR). Percebemos, juntamente com meu colega Pedro Henrique Lacerda Vasconcelos, que em nossa escola não tinha um sistema informatizado (software) para gerir o seu acervo bibliográfico. Discutimos com a gestora responsável sobre a nossa ideia. Com base nisso, definimos os recursos necessários e o banco de dados a ser utilizado.

Desde então, semanalmente, nos encontramos para desenvolver o software. Assim, a cada semana, eu desenvolvi uma parte do programa e aprofundei meus conhecimentos nas seguintes linguagens de programação: PHP, Javascript e Mysql.

Em síntese, meu projeto trata-se de um sistema informatizado, para fazer o controle de acervos das bibliotecas da Fundação de Ensino de Contagem (FUNEC). O principal objetivo é melhorar a gestão de materiais bibliográficos, facilitando o empréstimo, reserva e consulta de livros tanto para o bibliotecário quanto para leitor.

MINHAS EXPERIÊNCIAS E OPINIÕES

Minha Jornada começou em Belo Horizonte. Eu junto com os apóstolos (Pedro e Paulo) pegamos um ônibus. Saímos de BH às 14:00, chegando por volta das 22:00 em São Paulo. As 3:00, pegamos um voo em Guarulhos. Após algumas horas, estávamos no Panamá. Por fim, pegamos um voo até o Equador. As 15:30, já estávamos tomando um cafezinho em Quito.

Inicialmente não estava frio, cheguei a dizer que estava calor. Pois bem, ao final do dia, eu estaria bem enganado. Dei uma volta pelo centro histórico de Quito, lugar incrível, com monumentos grandiosos demonstrando um pouco da história e cultura do Equador. Tirei algumas fotos. Logo depois, fui comprar alguns relógios, Apóstolo Paulo comprou seis, santinho queria dar de presente para amigos e familiares. Não comprei o meu, fui educadamente expulso da loja, estava com os dólares em mão para comprar. Com a chegada da noite, o frio veio, eu me arrependi muito de dizer que estava calor.

No dia seguinte, fui as 4:00 para Ambato, foi bem tranquilo. Dormi praticamente a viagem toda. Chegando no Hotel, o coordenador da feira me recepcionou muito bem, do mesmo modo com os outros.

Todo mineiro, gosta de café e de uma boa conversa. A prosa foi ótima em todos os dias, não faltaram brincadeiras e batismos. Cada dia eu tinha um nome ou apelido diferente, fui de Salatiel, Sérgio, Santinho até Capriel. Felizmente, não era só eu, tínhamos o Minguado, Pedregrulho, entre outros. Já o café, não gostei muito, gosto mais do café tradicional, isto não foi um problema, visto que o suco e o chocolate eram deliciosos. À tarde, montei o estante e preparei a apresentação. Mas antes disso, tivemos um ensaio de quadrilha.

Todo mundo que ali estava, já tinha dançado ao menos uma vez quadrilha, inclusive eu. Não gosto muito de bailar e para fechar com chave de ouro, alguns não lembravam os passos. Enfim, já era um sinal que iria dar certo. Quando começou o ensaio, foi um passe errado atrás do outro, as risadas e piadas foram maiores que o próprio ensaio, já dizia Paulo: “Começamos bem!!”. Apesar da ironia, a frase fez sentido, pois a partir daquele momento as amizades começaram a se formar.

No dia seguinte, foi a feira. Palestras e apresentações, eu tive a oportunidade de apresentar meu trabalho para várias pessoas. Hablar espanhol, foi de imediato, o principal empecilho (recomendo que os próximos participantes vejam algumas aulas e estudem um pouco idioma). Como não tive tempo para estudar, tentei explicar de várias formas, até a mímica ajudou um pouco, mas agradeço em especial ao Dr. Google, por me ajudar nas traduções, sem ele as apresentações seriam hilárias, visto que sou péssimo na mímica. Infelizmente, meu projeto não foi premiado, mas estou muito satisfeito por participar do evento. Aprendi novas culturas, consegui conhecer um pouco de cada país que estava na feira, consegui novas opiniões e ideias para meu projeto, além de ver vários projetos inovadores.

Após a feira, fomos para o City Tour pela manhã. Passeio sensacional em Baños. Tirei várias fotos, tive a honra de ver um brasileiro botando ovo também, foram muitas risadas e memes. No ônibus, tive o privilégio de conhecer mais pessoas, todos que eu conheci foram simpáticos, em especial os brasileiros. Todos os projetos da delegação brasileira são excelentes e inovadores, são merecedores de elogios, visto o trabalho árduo que um cada fez em prol da ciência.

No dia seguinte, voltei para Quito. Participei de um city tour pela capital. Conheci o Mitad del Mundo. Lugar fantástico, ótimo para comprar lembranças da viagem, (comprei dois chaveiros, e mais tarde no centro de artesanato um chapéu). Além disso, contém um museu com experimentos relacionados a linha do equador, ou seja, a latitude em que eu me encontrava. À tarde, subi de bondinho, aproximadamente 4 600 m de altura. Como sou uma pessoa de sorte, esqueci a blusa de frio no ônibus, estava muito muito muito frio, cada passo que eu andava para tentar ver o vulcão, era uma penitencia por ter achado no início da viagem que não estava frio.(Recomendo não esquecer as blusas).

Já estava esquecendo, tivemos um karaokê também, logo após a visita da cachoeira em Baños. Foi um verdadeiro show, muito divertido, naquele momento, cada delegação mostrou um pouco de sua cultura através da música. Fiquei com vontade de visitar todos os países para conhecer mais suas tradições. Tivemos a participação ilustre de “Paulinho dos teclados”, foi um momento muito alegre, pretendo nunca esquecer este dia.

Concluindo, adorei conhecer o Equador, país fantástico, repleto de tradições e monumentos históricos, sem falar, da comida que achei bem saborosa, só perde para a de Minas Gerais (hehehehe), por ser minha primeira viagem internacional, terei ainda mais um motivo para nunca esquecer esse país. Quero agradecer a todos que me apoiaram no projeto. Em primeiro lugar, Deus, em segundo a família e aos amigos, e a rede POC por ter me dado essa oportunidade, meus agradecimentos especiais ao Rodrigo e o Vinicius.

Para finalizar, cito uma frase de Martin Luther King:” Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo”.

Gabriel Keven Domingues de Souza, Fundação de Ensino de Contagem (FUNEC) – Unidade: RIACHO, Contagem, Minas Gerais.


 

Jovens brasileiros vivem oportunidade de aprendizado cultural e científico em feira do Equador

Entre os dias 24 e 29 de abril de 2019, 16 brasileiros estiveram no Equador para participar da XV edição do Encontro Intercolegial e Latino-Americano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação. A delegação foi formada por estudantes e professores de quatro escolas e chefiada por Vinicius Ramos e Rodrigo Cortines, integrantes da Rede POC responsável pela seleção dos projetos brasileiros. As escolas são CEFET-MG, Belo Horizonte-MG; Escola de Referência em Ensino Médio João Bezerra, Recife-PE; Escola Estadual Domingos Justino Ribeiro, Mateus Leme-MG; e Fundação de Ensino de Contagem (FUNEC), Contagem-MG.

A chegada das equipes se deu com tranquilidade. Ainda adaptando-se à altitude do Equador, alguns participantes optaram por descansar enquanto outros aproveitaram o tempo livre para visitar a Plaza de la Independencia. Localizada no centro de Quito, onde está o Palácio de Carondelet e a Catedral Metropolitana de Quito, dentre outros locais belos de se ver e interessantes de se visitar.

Já às 04h da manhã, pegamos nosso ônibus para Ambato, cidade sede do evento, e fomos muito bem recebidos pelo Dr. Vargas, coordenador principal do evento. Em meio a ensaios para apresentação cultural e um café da manhã com o estimado chocolate equatoriano, a delegação brasileira aprofundou sua integração e começou a se sentir mais “em casa” para que no dia seguinte pudesse apresentar seus projetos da melhor forma possível.

Como alguns poderiam pensar, a língua espanhola não era dominada pela maioria dos participantes. Porém, como quem chegou até aqui, não era isso que derrotaria a delegação brasileira. Ao longo dos dias foi possível perceber a evolução da equipe na comunicação com os nativos e com as outras delegações aproveitando das similaridades entre as línguas portuguesa e espanhola e utilizando-se de línguas suporte, como o inglês, gestos e muita boa vontade.

A montagem dos estandes começou às 15h. Sem muitas complicações, as quatro equipes brasileiras montaram seus estandes para apresentar às delegações de nove países da América Latina – a saber: Brasil, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru e Porto Rico – e muitos estudantes locais o resultado de suas pesquisas científicas e projetos.

A alimentação, como de praxe no evento, foi em um restaurante próximo à universidade sede da feira e contou com comidas e sucos típicos que agradaram muito os paladares dos participantes, apesar de não ser tão semelhante à gastronomia brasileira.

O dia 26 começou cedo para as quatro escolas brasileiras representadas na feira, muitos levantando-se antes das 6h da manhã para iniciar a preparação para o grande dia. A abertura oficial do evento ocorreu às 8:30 da manhã com pronunciamentos do reitor da universidade, dentre outras figuras importantes. Em seguida, uma palestra – ou “ponencia” como ouvimos muito no idioma local – sobre Inteligência Artificial ensinou aos ouvintes sobre esse tópico cada vez mais relevante no século XXI. Então, começaram as apresentações dos projetos nos mais de 30 estandes localizados na Universidade Técnica de Ambato (UTA).

Os projetos brasileiros foram: “Edulcorante natural”, “O reuso da casca de Sururu de forma sustentável na Brasília Teimosa”, “Desenvolvimento de um software de gestão de bibliotecas para FUNEC” e “avaliação do crescimento microbiano e de raízes de cebola em contato com Petivea Alliacea”. Todos produzidos pelas equipes compostas por Lavínia Moreira e Marcelle Santana, orientadas pela professora Maria Aparecida Miranda de Paula; Lucas Vinícius, Sérgio Leandro, Paulo César, Fábio Arruda, Gabriela Beatriz, orientados pela professora Risoneide Nunes e pelo professor Jerônimo Costa, dos quais nem todos puderam estar presentes por falta de verba; Pedro Henrique Vasconcelos e Gabriel Keven de Souza, orientados pelo professor Paulo Henrique Rodrigues; e Maria Luna Senra Silvera, Laura Cristina Simões e Fernanda Luisa Gomes, orientadas pela professora Rosiane Leite; respectivamente. Eles foram bem recebidos pelo público equatoriano e internacional.

“Foram incríveis todos esses dias. Conheci pessoas novas, conheci novas culturas e, além disso, compartilhei conhecimento. Foi uma oportunidade incrível.”

– Lucas Vinícius

“Estar aqui é a retribuição de todo nosso esforço”

– Pedro Henrique Vasconcelos

“Transformem seus sonhos em objetivos e lutem por eles”

– Maria Luna Senra

Sempre muito requisitados, os estandes brasileiros passaram todo o tempo da feira sendo visitados, o que exigiu dos expositores todo seu conhecimento acerca do seu trabalho. Desde sugestões sobre patentear o projeto, informações sobre trabalhos semelhantes ou contextos locais relacionados, o público contribuiu com as equipes e instigou os expositores a adaptarem as apresentações selecionadas nas feiras brasileiras – FEBRAT, Ciência Jovem e UFMG Jovem- ao público internacional falante de espanhol e com bagagem cultural distinta.

Em meio a isso, foi apresentada uma palestra sobre revolução industrial 4.0, que ensinou os ouvintes sobre as novas dinâmicas empresariais e perspectivas da indústria tecnológica e fez todos pararem para assistir. Depois de mais um tempo de exposição de projetos, os presentes foram agraciados com apresentações de nove professores, esses orientadores de projetos ali expostos, acerca de um dos dois temas previamente abordados: Inteligência artificial ou Revolução Industrial 4.0.

Quase sem tempo, os brasileiros se revezaram para visitar os demais estandes visando prestigiar os outros trabalhos apresentados e aprender sobre as pesquisas e projetos selecionados em feiras de outros oito países latino-americanos. Dessa forma, enriquecendo ainda mais os aprendizados deles com a participação nessa feira equatoriana.

Recompensados pelos esforços na feira, assistimos ao encerramento oficial do evento com falas de representantes da Cooperativa de Ahorro y Crédito Câmara de Comercio de Ambato, dentre outros, e o anúncio dos projetos vencedores na categoria nacional e internacional. Foram eles as unidades educativas Salgado Ruíz, Los Andes e Santo Domingo de Guzmán, na categoria nacional; e na categoria internacional foram a república do México, a Costa Rica e a Colombia, com os projetos “intervención de Huertos Biointensivos Familiares”, “Eco- UOK” e “Diseño y Contrucción de un carro para personas paraplégicas”, respectivamente. Uma grande notícia foi essa cooperativa ter se comprometido a doar 10.000 dólares ao projeto primeiro colocado para que participem de outras feiras científicas.

Encerrando com chave de ouro o evento, foram realizadas apresentações culturais por parte das delegações e a brasileira não podia deixar de compartilhar sua animação e alegria dançando Frevo e quadrilha junina, com uma breve explicação em espanhol sobre ambas as manifestações culturais.

Muito satisfeitos com a viagem, os membros da delegação brasileira deram seus depoimentos que estarão disponíveis no canal do Youtube da rede POC em breve. A viagem também contou com City Tours por Ambato e por Quito. Visitamos a vila de Baños e a famosa cachoeira conhecida como Pailon del diablo em Ambato e visitamos o vulcão pechincha – a mais de 4.000 metros de altitude – e a “Mitad Del Mundo”- por onde passa a linha imaginária do Equador e é possível receber um carimbo especial no passaporte – em Quito, passando por centros comerciais para garantir algumas lembrancinhas pros amigos e familiares. Não podemos deixar de destacar o karaokê improvisado do ônibus e suas apresentações musicais que foram, nas palavras do Dr. Vargas, “muito felizes”. Por não poder dizer muito profissionais…

“Lembre-se de todos os momentos vividos, eles compõem quem você é”

– Fernanda Luisa Gomes

“Apenas dê o primeiro passo”

– Gabriel Keven de Souza

“ Gratidão, pois meu esforço foi recompensado”

– Lavínia Moreira


Texto: Rodrigo Cortines – Assistente de coordenação da Rede POC

Inscrições abertas para a IMWiC 2019

1° de maio – Dia do trabalhador

Reabertura das inscrições para a Iniciação Científica Jr. (PIBIC-EM)

Estão abertas as inscrições de alunos de escolas públicas e particulares da Grande São Paulo no Programa de Iniciação Científica Júnior (PIBIC-EM) da UFABC. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento do pensamento científico e iniciação à pesquisa de estudantes do Ensino Médio. As inscrições para o Edital 02/2019 estão abertas e as submissões dos projetos serão recebidas até o dia 10/05/2019, somente através do sistema disponível em http://ic.ufabc.edu.br/Submissoes/index.php/022019PROJ

Cada orientador poderá submeter um projeto de aluno concorrendo à bolsa e três projetos de alunos voluntários. A modalidade de participação de cada aluno deverá ser informada pelo orientador no sistema de submissões.

OS PROJETOS NÃO DEVERÃO CONTER IDENTIFICAÇÃO ALGUMA DO ORIENTADOR OU DO ALUNO, porém continua sendo necessário incluir as informações sobre os autores no sistema durante a submissão dos projetos (as quais não serão disponibilizadas aos avaliadores).

Acesse o edital completo no site da Pró-Reitoria de Pesquisa e fique por dentro de todos os requisitos.

Informações: Pró-Reitoria de Pesquisa – Universidade Federal do ABC – UFABC


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Delegação brasileira chega ao Equador para participar de Feira Internacional

Chegaram ao Equador na quarta feira passada, dia 24 de abril, quatro equipes brasileiras selecionadas pela Rede POC para apresentação de projetos no XV Encuentro Latinoamericano de Proyectos Productivos, Ciencia, Tecnologia e Innovación, evento que ocorrerá do dia 25 ao 28 de abril na cidade de Ambato, capital da província de Tungurahua, localizada a 2h de Quito, capital federal.

Hoje, 26 de abril, acontece a maior parte das atividades incluindo a apresentação dos projetos e apresentações culturais por parte das delegações. A delegação brasileira preparou alguns passos de Frevo e uma quadrilha junina para levantar o público durante a apresentação cultural e está ansiosa para assistir às danças típicas das demais delegações.

 Esse evento é uma iniciativa da Cooperativa de Ahorro y Crédito “Cámara de Comercio de Ambato” – Banco Regional Equatoriano – e de seu Programa Aprender a Empreender de estímulo ao empreendedorismo entre a juventude equatoriana. Tem como objetivo impulsionar a integração educativo-cultural dos jovens latinoamericanos através do compartilhamento de experiências próprias desenvolvidas em suas escolas com foco no empreendedorismo e na inovação. Atualmente esta feira é o principal evento internacional latino-americano para empreendedores pré-universitários e contará, além do Brasil, com a participação de projetos de estudantes da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.

 A participação no evento inclui apresentação dos projetos, palestras sobre inteligência artificial, mostras culturais e passeios turísticos. Incentivando a integração entre os estudantes dos 13 países participantes e o gosto pela ciência e inovação.

Os projetos são:

1) “Avaliação do Crescimento microbiano e de raízes de cebola em contato com Petiveia Alliacea.” desenvolvido no CEFET- MG, Belo Horizonte/MG pelas estudantes Maria Luna Senra

Laura Cristina Simões, Fernanda Luisa Gomes, orientadas pela professora Rosiane Leite.

O projeto consiste em realizar estudos com a planta conhecida como Guiné – Petiveia Alliacea- que possui diversas propriedades medicinais. Foi observado que o extrato de Guiné influência no ciclo de vida de fungos e provoca o retardo da reprodução celular de raízes de cebola, quando em contato com o extrato. Desta forma, a equipe espera que a planta Guiné possa ser utilizada em medicamentos que atrasam a reproduçao celular, dependendo de estudos mais aprofundados.

2) “Reuso da casca do Sururu de forma sustentável na Brasília Teimosa” desenvolvido na EREM João Bezerra, Recife – PE pelos estudantes Lucas Vinícius, Sérgio Leandro, Paulo César, Fábio Arruda, Gabriela Beatriz, orientado pela professora Risoneide Nunes e Jerônimo Costa 

O projeto visa, apartir de uma análise socioambiental, reutilizar o resíduo do Sururu, um molusco utilizado como comida típica do Nordeste. De modo a promover a redução de poluentes em um dos “Cartões Postais” da cidade a Bacia do Pina, e gerar uma fonte de renda complementar para as marisqueiras.  Os estudantes observaram que jogos pedagógicos que auxiliem no processo de ensino e aprendizagem, como também blocos e objetos decorativos podem ser feitos a partir desses resíduos, cuja venda pode auxiliar na renda das marisqueiras.

3) “Edulcorante Natural” desenvolvido na Escola Estadual Domingos Justino Ribeiro, Mateus Leme – MG pelas estudantes Lavínia Moreira e Marcelle Santana, orientadas pela professora Maria Aparecida Miranda de Paula

O projeto tem por objetivo dissimular os diversos usos da Stévia rebaudiana a fim de popularizar tais conhecimentos. Também, produzir um edulcorante caseiro como opção viável e mais saudável que os açucares e edulcorantes industrializados. A pesquisa feita pelo grupo constatou a necessidade de meios mais eficazes de popularizar os conhecimentos sobre a planta e o grupo produziu um edulcorante 100% natural à base de Stévia que foi provado por voluntários.

4) “Desenvolvimento de um software de gerenciamento de bibliotecas para FUNEC” desenvolvido na Fundação de Ensino de Contagem ( FUNEC ), Contagem – MG pelos estudantes Pedro Henrique Vasconcelos e Gabriel Keven de Souza, orientados pelo professor Paulo Henrique Rodrigues.

O objetivo do projeto é o desenvolvimento de um software inteligente para o controle de bibliotecas em plataforma online que proporcione um gerenciamento eficaz e eficiente. De forma a colocar em prática os conhecimentos adquiridos pelos estudantes ao longo do curso técnico em informática e visando que o software possa, dependendo de sua acertividade, ser implantado em mais escolas e servir de base para outros projetos futuros.


Texto: Rodrigo Cortines – Assistente de coordenação da Rede POC

Projeto premiado pela Rede POC na Ciência Jovem participa de feira latinoamericana no Equador

O trabalho “reuso da casca do sururu de forma sustentável na Brasília Teimosa” foi elaborado na EREM João Bezerra, Recife – PE pelos alunos Viviane da Silva Gomes e Lucas de Souza Barbosa , orientados pela professora Risoneide Nunes.

A feira Ciência Jovem, organizada pelo Espaço Ciência e cuja 24ª edição ocorreu entre os dias 7 e 9 de novembro, reúne jovens pesquisadores de todo Brasil e de outros países, a saber: Colômbia, México e Paraguai, tornando-se um evento de nível e relevância internacional. É uma feira que busca incentivar a socialização de estudos dos diversos campos dos saberes, valorizando a pesquisa científica. Em parceria com a Rede POC, o projeto foi avaliado e selecionado pela comissão organizadora do evento e irá compor a delegação brasileira na XV edição do Encontro Intercolegial e Latino-Americano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação.

O Encontro Intercolegial e Latino-Americano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação é uma iniciativa da Cooperativa de Ahorro y Crédito “Cámara de Comercio de Ambato” – Banco Regional Equatoriano – e de seu Programa Aprender a Empreender de estímulo ao empreendedorismo entre a juventude equatoriana. Tem como objetivo impulsionar a integração educativo-cultural dos jovens latino-americanos através do compartilhamento de experiências próprias desenvolvidas em suas escolas com foco no empreendedorismo e na inovação. Atualmente este é o principal evento internacional latinoamericano para empreendedores pré-universitários e contará, além do Brasil, com a participação de projetos de estudantes da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.

Resumo do projeto:

“A Bacia do Pina, formada pela confluência dos rios Capibaribe, Tejipió, Jordão e Pina, é utilizada por moradores da comunidade da Brasília Teimosa para prática de atividades de pesca e de coleta de mariscos. Porém, com o crescimento da atividade da mariscagem, também cresce a produção do lixo proveniente das atividades diárias de coleta e descarte das cascas de Sururu. Sendo assim, buscamos reutilizar este resíduo para promover a redução de poluentes na Bacia do Pina e gerar uma fonte complementar de renda para as marisqueiras. Desta forma este trabalho tem como objetivo analisar questões socioambientais, a fim de buscar soluções para problemas locais, através do reconhecimento de como é realizado o descarte das cascas de sururu na bacia do Pina, identificando os impactos ambientais e buscando estabelecer soluções sustentáveis para reutilizá-las. Como parámetro metodológico dessa pesquisa, foi realizado um diagnóstico na comunidade para observar onde as marisqueiras descartavam os resíduos proveniente da debulhagem do sururu, após esse diagnóstico fizemos um levantamento bibliográfico para acharmos soluções sustentáveis para a problemática observada. A partir de debate sobre o descarte da casca de sururu, realizamos a coleta do material e desenvolvemos em laboratório blocos, objetos decorativos e jogos educativos, utilizando a casca de sururu triturada em água de reuso e gesso. Como resultado observamos que, o resíduo gerado pela mariscagem, pode ser utilizado para produçao de jogos pedagógicos que auxiliem no processo de ensino e aprendizagem, como também a produção de blocos e objetos decorativos. Como também, esperamos, ao darmos continuidade ao projeto que as marisqueiras venham à ter uma fonte de renda complementar com a venda do resíduo.”


Por Rodrigo Cortines.

Rede POC seleciona projeto do CEFET – MG para Feira Latinoamericana no Equador

O projeto “Avaliação do Crescimento microbiano e de raízes de cebola em contato com Petiveia Alliacea” foi realizado no CEFET- MG, Belo Horizonte – MG pelas estudantes Maria Luna Senra Silvera , Laura Cristina Silva Simões, Fernanda Luisa Silva Gonçalves, orientadas pela professora Rosiane Resende Leite.

O trabalho foi selecionado na FEBRAT, Feira Brasileira de Colégios de Aplicação e Técnicos, realizada pelo Centro Pedagógico da Escola de Educação Básica e Profissional da UFMG, visando a integração entre o conhecimento gerado nas instituições educacionais de todo o país e a socialização da produção deste conhecimento. Ela promove a divulgação dos trabalhos desenvolvidos por alunos da Educação Básica e Educação Profissional e Tecnológica e ocorreu entre os dias 15 e 17 de outubro de 2018. O evento que tem parceria com a Rede POC, avalia e seleciona os projetos. O que foi apresentado pelo CEFET- MG irá compor a delegação brasileira na XV edição do Encontro Intercolegial e Latino-Americano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação.

O Encontro Intercolegial e Latino-Americano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação é uma iniciativa da Cooperativa de Ahorro y Crédito “Cámara de Comercio de Ambato” – Banco Regional Equatoriano – e de seu Programa Aprender a Empreender de estímulo ao empreendedorismo entre a juventude equatoriana. Tem como objetivo impulsionar a integração educativo-cultural dos jovens latino-americanos através do compartilhamento de experiências próprias desenvolvidas em suas escolas com foco no empreendedorismo e na inovação. Atualmente este é o principal evento internacional latino-americano para empreendedores pré-universitários e contará, além do Brasil, com a participação de projetos de estudantes da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.

Resumo do projeto:

“Os cogumelos são organismos eucariontes que apresentam nuitrição heterotrófica, e algumas espécies trazem grandes danos aoos seres humanos. No entanto, outras são extremamente importantes. Desta forma, o presente projeto consiste em realizar estudos e experimentos com  a planta conhecida como Guiné(petiveia alliacea) que possui diversas propriedades medicinais tais como atividade anti-inflamatória, depurativa de sangue, analgésica, diurética, entre outras. Se analisou a ação dessa erva em relação ao crescimento de cogumelos ambientais em ágar sabouraud mais seu extrato e como controle somente o ágar. Também se estudou a ação do extrato dessa planta em relação ao crescimento das células de cebola. Ademais, também se analisou o crescimento de protozoarios frente ao mesmo extrato. As provas se realizaram no laboratorio de Ecologia do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais em 2017 e 2018 na disciplina de biologia por estudantes do ensino médio. Se observou que o extrato de guiné teve um efeito positivo em relação ao crescimento de cogumelos e protozoarios. Quanto ao crescimento das raízes de cebola, o extrato se mostrou influente na reprodução celular provocando a diminuição de mitoses nessas raízes. Estes resultados indicam que a planta Guiné pode ser utilizada na reprodução de medicamentos que atrasam a reproduçao celular, dependendo de estudos com maior profundidade para a elaboração desse medicamento.”


Por Rodrigo Cortines.

Projeto de escola pública de Minas Gerais é premiado pela Rede POC para participar da feira latino-americana no Equador

O projeto “Edulcorante Natural”, foi desenvolvido na Escola Estadual Domingos Justino Ribeiro, Mateus Leme – MG pelas estudantes Lavínia Stefane Ferreira Moreira, Lavínia Cristine e Marcelle Nunes de Oliveira Santana, orientadas pela professora Jaqueline Borges.

A classificação veio pelo destaque da equipe na UFMG Jovem, Feira que ocorreu entre os dias 25 e 27 de outubro na UFMG campus Pampulha, organizada pela pró reitoria de extensão da UFMG, por meio da diretoria de divulgação científica. Esta é uma feira que ocorre anualmente e recebe trabalhos das cidades de Minas Gerais. Com isso, as estudantes irão compor a delegação brasileira na XV edição do Encontro Intercolegial e Latino-Americano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação.

O Encontro Intercolegial e Latino-Americano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação é uma iniciativa da Cooperativa de Ahorro y Crédito “Cámara de Comercio de Ambato” – Banco Regional Equatoriano – e de seu Programa Aprender a Empreender de estímulo ao empreendedorismo entre a juventude equatoriana. Tem como objetivo impulsionar a integração educativo-cultural dos jovens latino-americanos através do compartilhamento de experiências próprias desenvolvidas em suas escolas com foco no empreendedorismo e na inovação. Atualmente este é o principal evento internacional latino-americano para empreendedores pré-universitários e contará, além do Brasil, com a participação de projetos de estudantes da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.

Resumo do projeto:

“Stévia rebaudiana Bertoni es una planta de origen en América del Sur, encontrada en Brasil, Argentina y Paraguay. Siendo comercializada alrededor del mundo como producto y subproducto con finalidad edulcorante. Sin calorías, se adelgaza trescientos veces más que el azúcar común y de fácil acceso (hipermercados, tiendas y farmacias) lo que favorece su uso por niños, embarazadas y diabéticos, siendo incluso indicación en la cocción, siempre que bajo la orientación de especialistas. Sus ventajas no paran por ahí, pudiendo contribuir a la regulación del apetito; ayuda en la pérdida de peso; ayuda en el control de enfermedades (diabetes, hipertensión y obesidad); ayuda en el combate de vicios (alcoholismo y tabaquismo) y protección de la dentina, evitando caries. Pero a pesar de ampliamente comercializado, pocos tienen conocimiento sobre el origen del edulcorante Stévia, sus propiedades medicinales y culinarias. Caracterizándose como una opción saludable en relación a los azucares y edulcorantes industrializados. En esta percepción se hace necesario la búsqueda sistematizada de informaciones relevantes sobre la misma y la producción de subproductos de fácil acceso económico, a fin de difundir las informaciones a la población en general. Siendo el objetivo del presente trabajo diseminar los diversos usos de la Stévia rebaudiana, a fin de popularizar tales conocimientos. Y producir un edulcorante casero como contribución en la búsqueda de opciones más saludables y viables de reeducación alimentaria. Para ello la metodología utilizada fue a través de investigaciones en sitios renombrados sobre el tema, además de enciclopedias y revistas. Después del levantamiento bibliográfico, la información relevante fue separada y analizada. También se produjo un edulcorante 100% natural a base de Stévia que fue probado por voluntarios a través de la prueba hedónica. Estos también participaron en entrevistas que contribuyeron al levantamiento de datos sobre el conocimiento y uso popular de la planta. De esta forma podemos concluir que incluso los que utilizan los productos con Stévia, poco realmente sabían de su origen vegetal y tan poco de los beneficios más allá del edulcorante, a pesar de haber quedado claro una relación de uso con enfermedades preexistentes. Siendo los medios, comercios y consultas de expertos, el medio por el cual el producto llega a manos de la población. Demostrando la necesidad de medios más eficaces de popularizar los conocimientos relatados de la planta.”


Por Rodrigo Cortines.