Protegido: Arquivos Matemática sem Fronteiras 2017

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Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras: uma competição que amplia os horizontes

Maria de Fátima Froeschlin e Ozimar Pereira

Em 1990, professores da Academia  de Strasburg, órgão do Ministério da Educação da França, na região da Alsácia, próximo à fronteira da Alemanha decidiram criar uma competição diferente não apenas para estimular o aprendizado da Matemática como para aproximar os jovens daqueles dois países que viveram em guerra por mais um de século.

Como a competição já envolvia jovens de dois países, nasceu internacional. E em pouco tempo seu formato atraente envolveu estudantes da Itália, Suíça e outros países. Atualmente mais de 250 mil estudantes de 15 países e 10 idiomas diferentes participam. Assim nasceu a Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras.

É uma competição diferente das outras, pois ela é realizada por todos os integrantes da sala de aula, e não individualmente como acontece normalmente nas outras competições. Nela os alunos se unem de maneira em que um auxilia o outro na sua lógica matemática para resolver os problemas propostos na prova em questão. Todos os alunos são importantes no processo, não apenas aqueles considerados “talentosos” ou interessados.

Nesse espírito de estímulo ao convívio internacional, um outro diferencial dessa prova é a inclusão de uma questão em língua estrangeira. Dependendo do país existem até mais que 4 opções para a escolha dos alunos. No Brasil, as opções são Inglês, Espanhol, Francês e Alemão. O idioma escolhido por eles deverá ser utilizado na apresentação da solução. A resposta será desconsiderada se for respondida em Português mesmo que correta! É exigido dos alunos não apenas a resposta, mas também os cálculos matemáticos que os levaram a resposta.

Para que tudo isso aconteça, a participação dos professores de Língua Estrangeira e de Matemática é primordial. Esses profissionais, além de ensinarem, estimulam os alunos para mais esse desafio. Os professores sabem a importância que é participar de uma competição internacional, não apenas para aquele momento dos seus alunos, mas para o desenvolvimento lógico-matemático e do idioma.

Desde as primeiras situações-problemas que os alunos tem que resolver em sala de aula o professor de Matemática com toda sua habilidade deve demonstrar aos alunos passos que devem ser utilizados para resolvê-los. Dessa maneira os alunos encaram a nova situação de maneira desafiadora, mas ao mesmo tempo colocando em prática as habilidades de selecionar dados relevantes para a sua resolução.

Adquirindo a habilidade de como elaborar os passos de análise do texto, o professor será um mediador entre os alunos, para a resolução dos próximos problemas mais complexos a serem resolvidos.

Os problemas são elaborados por uma comissão de professores que os preparam durante um ano, buscando temas e formas interessantes para despertar a atenção dos estudantes na competição.

Podem participar desde estudantes do Ensino Fundamental até do final do Ensino Técnico e cada escola tem total liberdade para se organizar para participar. Pode participar com as classes completas, pode participar nas séries que julgam mais conveniente, assim como pode formar classes mistas no contraturno. O importante é que a Olimpíada seja um momento de prazer e de desafio e não uma obrigação.

Através dessa parceria, entre professores e alunos, se adquire um ambiente em que todos ganham, os professores com a satisfação do seu ensinamento, e o aluno com a autoconfiança. Dessa maneira promovendo o gosto pelos desafios não apenas desse tipo de competição, mas os desafios que a sociedade impõe.  Atraindo cada vez mais os alunos a participarem, revelando talentos e estimulando os professores.

No final, não são os estudantes mais brilhantes e interessados os vitoriosos, mas toda a classe participante! Mais que certificados e medalhas de um evento internacional de prestígio, a principal premiação é a experiência e a satisfação de explorarem o conhecimento Matemático de uma maneira única, contribuindo para sua formação pessoal e profissional.

Outra característica que a Olimpíada tem no Brasil, é que as classes vencedoras podem participar de outras competições internacionais! As principais são: a Quanta – International Competition on Mathematics, Science, Electronics and Mental Ability e a IYMC – International Young Mathematicians’ Convention – ambas de formato colaborativo e realizadas na Índia todos os anos. Desde 2011 quando o Brasil começou a participar da OIMSF, inúmeros professores – de escolas públicas e privadas de diferentes regiões do país – têm tido a oportunidade de acompanhar seus estudantes, levando o nome de sua escola e o seu próprio  para o conhecimento mundial, compartilhando experiências profissionais e culturais com outros professores de todas as partes do mundo.

A Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras rompe as fronteiras expandindo a experiência de estudantes, professores e gestores através de uma nova maneira de se pensar as competições de conhecimento!

Maria de Fátima Froeschlin é licenciada em Matemática pela Universidade Metodista de São Paulo, pós-graduando em Educação Matemática pela Universidade Mackenzie, pesquisadora do papel das competições no Ensino da Matemática e colaboradora da Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras no Brasil

Ozimar Pereira é licenciado em Física e Mestre em Ensino de Ciëncias pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo, coordenador-geral da Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras no Brasil e diretor acadêmico da Rede POC – Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento

FONTE: ASSCOM – REDE POC

Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                     Graduando em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria   Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Dois projetos brasileiros participarão do Edinburgh International Science Festival na Escócia

Alunos de Lagoa Santa – MG e de Pelotas – RS, representarão o Brasil no prestigioso Edinburgh International Science Festival – o EISF 2017 – que ocorre na Escócia no mês de abril deste ano.

O EISF é um dos mais prestigiosos e tradicionais festivais científicos do mundo e o maior da Europa. Foi criado em 1989 com o objetivo de mostrar as belezas da Ciência e sua importância para nossa vida. O evento é uma iniciativa da Edinburgh International Science Festival Foundation com apoio da Prefeitura de Edinburgh, do Governo Escocês, da Universidade de Edinburgh, da Royal Academy of Engineering, da Scottish Environment Protection Agency e de várias empresas, fundações e instituições acadêmicas britânicas.

O tema do Festival para 2017 será: Get Conected. A programação é constituída de palestras, oficinas, shows, filmes, performances e exposições distribuídos em vários locais e pontos importantes da cidade.

Dentro da extensa programação do Festival, ocorre a Edinburgh Mini Maker Faire – uma feira de projetos, pesquisas e invenções vinculada à Maker Faire de Los Angeles, USA, que reunirá inventores, pesquisadores, cientistas e empreendedores da Escócia.

A Rede POC – Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento – agência privada brasileira de estímulo à pesquisa científica e tecnológica entre escolas da educação básica e superior firmou uma parceria com os organizadores do Festival em 2013 para a participação de brasileiros nesse importante evento.

Os projetos que participarão do Festival e representarão o Brasil na Edinburgh Mini Maker Faire serão o projeto: Software de Simulações Tridimensionais Físicas e Químicas, dos autores: Luiz Felipe Mascarenhas Dalle Nery e Rafael Silvério de Sá Lopes, Orientadora: Priscilla Araújo Alcici Jorge, Coorientação: Luciene Paiva e foi desenvolvido na Escola Palomar de Lagoa Santa em Lagoa Santa, MG. Segundo esses autores, a ideia do projeto foi criada devido à dificuldade dos colegas de sala dos alunos em compreenderem os modelos atômicos, matéria que a maioria dos alunos de Ensino Médio apresentam dificuldade. Tendo sido as primeiras simulações a serem desenvolvidas, com o seu remodelamento foi decidido que o programa envolveria todo tipo de simulações se tratando de matérias abstratas.

O outro projeto participante é o Trigonometria na prática: construção de teodolito caseiro com materiais alternativos e teodolito eletrônico de baixo custo dos autores: Nicolas Ledebuhr e Renata dos Santos, Orientadora: Joseane Angela Pasqualli do Amaral, desenvolvido na Escola de Ensino Médio SESI Eraldo Giacobbe em Pelotas, no RS e premiado na FEBRAT – Feira Brasileira de Colégios de Aplicação e Escolas Técnicas em outubro de 2016 em Belo Horizonte, MG. O trabalho trata sobre a construção de teodolitos com materiais alternativos para incentivar o estudo da trigonometria na prática. “Queremos demonstrar o passo a passo desta construção relacionando com conhecimentos matemáticos e eletrônicos. A possibilidade de construção de um Teodolito em sala de aula, como material didático, proporciona aos alunos um contato real com o conteúdo de trigonometria.” O trabalho tem como colaboração principal a construção de um Teodolito de baixo custo com materiais alternativos, que possibilite algumas aplicações práticas da trigonometria trabalhada no ensino escolar, tendo em vista o desenvolvimento significativo de conceitos matemáticos.

Os brasileiros chegam a Edinburgh na próxima terça-feira, dia 11 de abril.

Mais informações:

 Projeto: Software de Simulações Tridimensionais Físicas e Químicas – https://www.facebook.com/cientificosimulacoes/

 Projeto: Trigonometria na prática: construção de teodolito caseiro com materiais alternativos e teodolito eletrônico de baixo custo – https://www.facebook.com/Applied-trigonometry-Homemade-theodolite-1912087495676939/

 Edinburgh International Science Festival – www.sciencefestival.co.uk

 Rede POC – www.redepoc.com

Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                     Graduando em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria   Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Guia do Professor! OIMSF

ExpoIngenieria 2016 – Depoimento do Prof. Matheus Fernando da Silva

Participar da ExpoIngeneria na Costa Rica, minha primeira feira internacional como professor de uma instituição pública, com apenas 20 anos, depois de ter participado 2 vezes de outros eventos internacionais (EUREKA, no Peru e o LIYSF, em Londres)  como aluno, foi uma reviravolta muito grande, uma transformação explêndida.

Digamos que uma responsabilidade tremenda, em acompanhar 2 alunos e representar não somente nosso colégio ou município, mas nosso estado, o meu estado e meu país para demonstrar um grande trabalho social que é feito por crianças de 6 a 17 anos voltado para nós, adultos, que já entendem que o mundo não é infinito, e que uma hora seus recursos esgotarão.

Para mim, realizar uma viagem deste porte não foi uma grande novidade, mas nem por isso a emoção deixou de ter algum valor, pois agora o que estava em jogo era não somente meu trabalho, mas também meus alunos que seriam avaliados a cada momento, desde nossa saída do Brasil até nosso regresso.

Nossa chegada foi de 1 dia antes do programado, tivemos oportunidade de conhecer outro canto da cidade que não poderíamos caso ficássemos somente no período de apresentações, conseguimos realizar um bom descanso depois de uma viagem de quase 30h, recarregando nossas energias para utilizarmos o nosso potencial em 110%.

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A montagem do estande foi seguida de várias surpresas, primeira pelo fato do tamanho disponibilizado, bem maior que FEBRACE, EUREKA, LIYSF e outras feiras regionais que já tive o prazer de participar, seguindo de uma novidade, teríamos tradutores, pessoas maravilhosas que nos ajudaram em cada detalhe do primeiro dia de feira até nosso último dia de Costa rica.

Com minha experiência em feiras, ainda mais contando com 2 alunos 15 e 14 anos, fiz questão de fazer um estande que chamasse atenção e ficasse marcado na memória de quem o visitasse, detalhe que funcionou, pois até no nosso horário de almoço tínhamos visitas.

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Foi muito gratificante poder expandir os horizontes destes dois alunos, e deixar muitos outros motivados a serem pesquisadores, a investigarem e produzir conhecimento, mas não como uma obrigação, mas porque é algo gostoso de se fazer, que dão bons frutos e nos fazem pessoas melhores.

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A experiência de participar da ExpoIngeneria foi e será algo único na minha história, e de toda escola na qual trabalho.

Prof. Matheus Fernando da Silva/Colégio Estadual de Tempo Integral Levindo Borba.

Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                     Graduando em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria   Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Estudantes brasileiros participam da EXPOINGENIERIA na Costa Rica

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Ocorreu de 7 a 11 de novembro na Costa Rica a Expo-INGENIERIA – Feira Nacional de Tecnologia da Costa Rica. O evento é a mais tradicional feira de tecnologia para estudantes do ensino médio da América Latina. É uma iniciativa dos Ministério de Ciência e Tecnologia e da Educação da Costa Rica, com patrocínio da INTEL, e é destinada para a seleção dos projetos dos estudantes costarriquenhos para o ISEF – International Science and Engineering Fair do ano seguinte. Desde 2012, através de um acordo entre a Rede POC e a organização do evento, estudantes brasileiros têm sido convidados a participar.

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Este ano representaram o Brasil quatro projetos selecionados pela Rede POC – todos de escolas públicas. Um deles foi selecionado pela UFMG Jovem (BH), outro pela FECITEC – feira da UFPR Campus Palotina, estado do Paraná, e outros dois (das cidades de Rubiataba (GO) e Coxim (MS)) pela seleção nacional do Programa Jovens Inovadores.

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Os estudantes expuseram seus trabalhos durante o evento, que foi aberto ao público e recebeu várias visitas de escolas e da comunidade em geral.

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Durante a semana houve vários momentos de integração cultural, com apresentações artísticas e interação entre os participantes brasileiros e costa-ricenses.

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A viagem proporcionou um “mergulho” na cultura da Costa Rica, além das tradicionais danças folclóricas, os alunos puderam experimentar pratos típicos da região e aprender dizeres comuns no país.

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Ao final da semana, um passeio ao vulcão Poás e às lindas praias da Costa Rica, onde também aproveitaram para fazer a tradicional compra de lembranças.

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Os projetos brasileiros, apesar de não estarem competindo, foram agraciados com um memorável reconhecimento na cerimônia de encerramento, que aconteceu na noite do dia dez de novembro no Estádio Nacional da Costa Rica.

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Os grupos retornaram ao Brasil, a partir da sexta feira, 11.

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Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                     Graduando em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria   Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Estudantes brasileiros levam seus projetos para a EXPOINGENIERIA na Costa Rica

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Ocorreu de 7 a 11 de novembro na Costa Rica a Expo-INGENIERIA – Feira Nacional de Tecnologia da Costa Rica. O evento é a mais tradicional feira de tecnologia para estudantes do ensino médio da América Latina. É uma iniciativa dos Ministério de Ciência e Tecnologia e da Educação da Costa Rica, com patrocínio da INTEL, e é destinada para a seleção dos projetos dos estudantes costarriquenhos para o ISEF – International Science and Engineering Fair do ano seguinte. Desde 2012, através de um acordo entre a Rede POC e a organização do evento, estudantes brasileiros têm sido convidados a participar.

Este ano representaram o Brasil quatro projetos selecionados pela Rede POC – todos de escolas públicas. Um deles foi selecionado pela UFMG Jovem (BH), outro pela FECITEC – feira da UFPR Campus Palotina, estado do Paraná, e outros dois (das  cidades de Rubiataba (GO) e Coxim (MS) pela seleção nacional do Programa Jovens Inovadores.

Conheça os projetos:

“Extração de compostos fenólicos de estigma de milho (Zea mays L.) com alta atividade antioxidante e avaliação do seu potencial bactericida e bacteriostático em Escherichia coli e Staphylococcus aureusdesenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul, Campus Coxim, pelos estudantes Alércio da Silva Soutilha e Igor dos Santos Moraes sob orientação e coorientação, respectivamente, da Profa. Dra. Angela Kwiatkowski e Prof. Esp. José Wilton Fonseca da Silva.2

O objetivo do trabalho foi realizar a caracterização físico-química do estigma de milho e analisar o potencial de extratos de compostos extraídos com atividade antioxidante de estigmas de milho frente à ação antimicrobiana de Escherichia coli e Staphylococcus aureus e os resultados mostraram que os extratos apresentaram atividade antioxidante e antimicrobiana, auxiliando no combate ao desenvolvimento de E. coli e S. aureus.

“Plástico biodegradável da fibra de bananeira para substituição de copo descartável” desenvolvido pelos estudantes Gabriel Eduardo da Silva, Maria Fernanda Baumann e Matheus Thim sob orientação da Profª Adriana Cristina Marquioro Baumann e selecionados através da parceria entre a Rede POC e a FECITEC. A FECITEC é um evento que busca incentivar a produção científica nas escolas através da apresentação de projetos e experimentos. É um projeto proposto pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Campus Palotina – com abrangência municipal e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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O trabalho visou a produção de copos biodegradáveis que não agridem a natureza e são renováveis, sendo usado para sua confecção a fibra da bananeira, pois, na colheita dos frutos da bananeira há uma grande dificuldade em armazenar e descartar o resíduo, o qual, ao ser analisado mostrou-se com boa resistência, maleável e com boa impermeabilidade. O projeto é uma saída viável para a problemática do descarte de copos descartáveis e possivelmente uma futura comercialização do produto.

Faraday ao Dínamo: Dispositivo de segurança nas bicicletas” foi desenvolvido na Escola Estadual João Rodrigues da Silva pelos estudantes Gabriela Santana, Laressa Oliveira e Pedro Goulart orientados pelo Prof. Giezi Américo Reginaldo. A seleção aconteceu através da parceria da Rede POC com a UFMG Jovem que consiste em uma mostra de mais de 50 trabalhos técnico-científicos selecionados e é uma realização da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, por intermédio da Diretoria de Divulgação Científica da PROEX.

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Inicialmente foi confeccionado um colete acionado por um dínamo acoplado na bicicleta para servir de proteção para os ciclistas e depois foi se adicionando mais funções como sensor de queda (aciona dois telefones de contato de emergência, que inclusive pode ser a SAMU), um aplicativo disponível no celular, que consegue rastrear a bicicleta através de uma rede de ciclistas e GPS para localização.

“Avaliação da aceitabilidade cultural de uma forma alternativa alimentar com base em insetos” foi desenvolvido no Colégio Estadual de Tempo Integral Levindo Borba. Segundo o orientador, prof. Matheus Fernando da Silva, houve o destaque de dois estudantes, Lucas Rodrigues (9º ano/14anos) e Gabriel Lemos (8ºano/14anos), que irão apresentar o projeto que iniciou com uma ideia de sanar as necessidades básicas, como alimentação, garantida na constituição e defendida pelos direitos humanos na comunidade escolar e setores vizinhos (de extrema pobreza esquecidos pela administração municipal), destaca o orientador que explicou como foi realizado a pesquisa:

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O trabalho estudou a aceitabilidade cultural do uso de insetos na alimentação humana. Foram criadas larvas de tenébrio, que é um tipo de larva usualmente criada para alimentação de pássaros e pequenos roedores, sendo a criação na própria escola e o manejo feito pelos alunos. Os autores almejam fazer a distribuição das colônias de tenébrios e estimular o consumo.

A delegação brasileira chegou na Costa Rica na segunda-feira, 07 de novembro, e retorna na sexta-feira, dia 11, após o evento e está sob responsabilidade do Representante Internacional da Rede POC, Gabriel Menegazzi Conceição, acadêmico do Curso de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria-Palmeira das Missões/RS.

Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                     Graduando em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria   Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Estudantes de escola pública de Goiás apresentam projeto sobre alimentação alternativa na Costa Rica

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O projeto “AVALIAÇÃO DA ACEITABILIDADE CULTURAL DE UMA FORMA ALTERNATIVA ALIMENTAR COM BASE EM INSETOS” desenvolvido no Colégio Estadual de Tempo Integral Levindo Borba foi selecionado pela Rede POC para participar da Expo-INGENIERIA – Feira Nacional de Tecnologia da Costa Rica que ocorrerá de 7 a 11 de novembro na Costa Rica. O evento é a mais tradicional feira de tecnologia para estudantes do ensino médio da América Latina. É um iniciativa dos Ministério de Ciência e Tecnologia  e da Educação da Costa Rica, com patrocínio da INTEL, e é destinada para a seleção dos projetos dos estudantes costarriquenhos para o ISEF – International Science and Engineering Fair do ano seguinte. Desde 2012, através de um acordo entre a Rede POC e a organização do evento, estudantes brasileiros têm sido convidados a participar.

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Segundo o orientador, prof. Matheus Fernando da Silva, houve o destaque de 2 alunos, Lucas Rodrigues (9º ano/14anos) e Gabriel Lemos (8ºano/14anos), que irão apresentar o projeto que iniciou com uma ideia de sanar as necessidades básicas, como alimentação, garantida na constituição e defendida pelos direitos humanos na comunidade escolar e setores vizinhos (de extrema pobreza esquecidos pela administração municipal), destaca o orientador que explicou como foi realizado a pesquisa:

“Com alunos de diversos setores começamos a pesquisar sobre a alimentação com insetos, a partir daí, juntamente com a turma do 9º ano (aproveitando a disciplina de matemática) aplicamos questionário Sócio Econômico e Cultural, para avaliar o poder aquisitivo e a aceitação do consumo de insetos. Dai a partir da repercussão dentro da escola, desde os alunos do 1º ao 9º ano se interessando cada vez mais, fizemos a aquisição, compra de larvas de tenébrio, que é um tipo de larva usualmente criada para alimentação de pássaros e pequenos roedores, e desde então temos criado as larvas, onde pretendemos a distribuição de colônias pela comunidade carente, lógico, onde as pessoas queiram, sendo muito fáceis de serem criadas, dentro de uma caixa de papelão(sapato) com trigo e aveia, com um ciclo de 3 meses, saindo do ovo – larva – pupa – besouro, e o besouro botando em torno de 500 – 1000 ovos a proliferação é muito grande. A criação e o manejo são os próprios alunos que fazem, que comem as larvas vivas o tempo todo. Já ministramos diversas palestras nas escolas da região, mostrando que é uma alternativa, e ao mesmo tempo uma realidade relatada pela ONU, que no ano de 2050 irá faltar comida no Brasil e no Mundo, restando somente os insetos para nossa alimentação. Lembrando que os insetos tem quase 3 vezes mais proteína que o frango*(carne mais proteica consumida pela maioria das pessoas) apenas 15 larvas são o suficiente para sanar as necessidades humanas, substituindo um bife em uma refeição.”

O projeto ainda está em fase inicial e os autores almejam fazer a distribuição das colônias de tenébrios.

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Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                     Graduando em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria   Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Depoimento sobre o evento “Yo amo la ciencia”

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Quando decidi fazer parte do desenvolvimento do We-Sci foi para viver momentos exatamente como estes que tive, na Colômbia. A feira científica “Yo amo la ciência”, que ocorre anualmente em Bogotá, foi um dos primeiros passos do nosso projeto – aplicativo que visa a interação de estudantes do mundo inteiro, através de uma plataforma interativa e objetiva. Posso afirmar que eu aprendi coisas incríveis e conheci ótimas pessoas também.

A parte mais rica da viagem foi o intercâmbio cultural, linguístico e ambiental; assim que cheguei no país, fui muito bem recebida, os colombianos são muito receptivos. A cultura colombiana é muito encantadora, desde as danças típicas até a culinária; nós tivemos a oportunidade de experimentar novos sabores, por exemplo, de uma fruta chamada Lulo, que é típica no país. O primeiro contato com o espanhol foi fantástico, porque é um idioma que venho estudando há 2 anos, e a viagem foi um período de imersão total, que me proporcionou confiança para falar e também uma maior fluência oral.

Nós tivemos a oportunidade de participar do show cultural, em que apresentamos uma mescla de alguns ritmos brasileiros, todos adoraram. O fato mais curioso é que eles sempre interagiam, através de perguntas específicas sobre algumas regiões do Brasil ou até mesmo com comentários sobre alguma cidade que visitaram. Como já é de costume, eles esperavam que nós fossemos apresentar o samba, em parte do show, mas pensamos em mostrar outras danças que são símbolos da nossa cultura, por exemplo, o frevo, quadrilha, etc. Também prestigiamos as outras apresentações de países como o Peru, Equador, México, Panamá, Argentina e etc. Foi um dos momentos de interação que eu mais gostei.

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A feira era dividida em duas partes de apresentação, sendo elas: estandes e uma apresentação com PowerPoint de quinze minutos aos jurados. O maior desafio para o nosso grupo era o idioma, mas não deixamos que este fator nos impedisse de representar a nossa escola, país e projeto. Pela experiência no espanhol, eu sempre ajudava a minha equipe, assim como em outros momentos, eu também recebia ajuda, ou seja, nestas experiências é possível enxergar a verdadeira importância do trabalho em equipe, misturado com a motivação e vontade de fazer a diferença.

Assim que montamos o nosso estande, recebemos muitas visitas e todos ficaram muito empolgados, perguntando quando o aplicativo estará funcionando, pois eles gostariam de baixar. É muito gratificante ver que o seu trabalho, pensando em todos os aspectos, valeu cada segundo. O We-Sci é exatamente para isso! Ele está sendo desenvolvido para os amantes da Ciência, sem fronteiras à disseminação do conhecimento.

Depois dos estandes, chegou o outro desafio de apresentar aos jurados da feira. Estávamos um pouco nervosas, enquanto esperávamos o nosso grupo ser chamado. Mas, assim que fomos, assumimos outra posição, a de confiança em nosso trabalho e potencial. A força que cada uma de nós passamos umas às outras, foi mais que essencial; o apoio da nossa diretora, que nos acompanhou neste desafio e etapa, foi extremamente especial, afinal ela sempre lembrava o porquê tínhamos ido até lá. E deu certo, a nossa apresentação foi ótima e todos elogiaram muito.

Naquele momento eu estava mais que feliz, estava orgulhosa, pois sabia o quanto tínhamos trabalhado para pensar e pôr em prática cada parte do We-Sci. Infelizmente, somente três integrantes puderam ir, porém fico tranquila em saber que fizemos o nosso melhor para representar todos, e conseguimos.

O próximo passo foi a cerimônia de encerramento e premiação, em que recebemos uma notícia incrível, eles anunciaram que tínhamos ganhado o primeiro lugar na Categoria Internacional; vibramos de tanta felicidade, na hora, não sabíamos se comemorávamos ou se subíamos no palco para receber as gratificações, com certeza, será inesquecível para todos nós.

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Essa oportunidade fantástica de ir à Colômbia para participar da feira, foi proporcionada pela Rede Poc, uma organização que tem um papel muito importante na educação, levando estudantes de todos os estados para competições, fóruns e feiras nacionais e internacionais. Somos muito gratos pelo convite e, principalmente, por acreditar em nosso trabalho, em nome de todos da equipe, aproveito para agradecer: Muito obrigada!

Outra parte inédita da viagem, foi quando contamos à equipe da ETEC Doroti, escola onde estudamos, sobre o convite e oportunidade, eles vibraram cada instante conosco, nos apoiando e incentivando. Em suma, aproveitamos e o mais importante, vivemos cada momento. E tenho certeza que tudo isso aconteceu, porque nós tínhamos um sonho para se realizar. A frase que melhor descreve o que passamos é a do Raul Seixas, que diz: “Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade”. Até a próxima, pessoal! 😉

Rubia Muniz Arruda.

Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                     Graduando em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria   Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Projetos premiados pela Rede POC no II Simpósio de Neurociências do Cariri

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Dos dias 1 a 4 de setembro de 2016, foi realizado na faculdade de medicina da UFCA, em Barbalha, o II Simpósio caririense de neurociências, com o intuito de fortalecer esse campo tanto clínico como experimental na região. O evento contou, ao todo, com mais de 140 participantes, de diversas regiões do nordeste, que puderam discutir com palestrantes renomados em neurologia, pesquisa clínica e experimental, em temas como Neurorradiologia, interfaces cerebrais, epilepsia, avaliação do sistema motor e do sistema ocular, farmacologia, entre outros, promovendo uma riqueza e uma diversidade de discussões muito proveitosas durante esses quatro dias de evento. Além disso, o simpósio contou com apresentações culturais, como a da orquestra sinfônica da UFCA, bem como apresentação de trabalhos científicos, que, ao final do evento, puderam ser premiados com credenciamentos para eventos internacionais, em parceria com a rede POC. Portanto, o saldo do evento é muito positivo, visto que pudemos discutir e disseminar amplamente temas relevantes na área, construir parcerias e fazer ciência, recompensando todo o trabalho na organização do mesmo.

PREMIAÇÃO II SIMPÓSIO CARIRIENSE DE NEUROCIÊNCIAS

1º LUGAR

Autor: VALÉRIA ANDRADE LIMA

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Co-autores: ANDERSON MOREIRA GOMES, ANTÔNIO THOMAZ DE OLIVEIRA, FRANCISCO VICTOR COSTA MARINHO, SILMAR TEIXEIRA e GIOVANNY REBOUÇAS PINTO

Trabalho: “ESTUDO DE ASSOCIAÇÃO DOS POLIMORFISMOS 3’UTR VNTR E ÍNTRON 8 VNTR DO GENE SLC6A3 E MAOA VNTR COM FENÓTIPOS COMPORTAMENTAIS”

Premiação: Credencial para London International Youth Science Forum 2017

2º LUGAR

Autor: KENNET EMERSON AVELINO CALIXTO

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Co-autores: CAETANO VIEIRA NETO SEGUNDO e HUGO NAPOLEÃO AVELINO COELHO

Trabalho: “REDES NEURAIS ARTIFICIAIS APLICADAS A DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS”

Premiação: Credencial para Edinburgh International Science Festival 2017

3º LUGAR

Autor: MONALISA CASTRO TEIXEIRA

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Co-autores: MARIA JANICE PEREIRA LOPES, VIVIANE DE JESUS ALVES, DÁRCIO LUIZ DE SOUSA JUNIOR e GLAUCE SOCORRO DE BARROS VIANA

Trabalho: “AVALIAÇÃO DOS EFEITOS CENTRAIS DO DECOCTO DA CASCA DO CAULE DA AROEIRA-DO-SERTÃO (Myracroduon urundeuva)

Premiação: Credencial para Youth Science Meeting – Portugal 2017

Confira mais algumas fotos dos membros da Linecc, abertura do evento e palestras, respectivamente:

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Fonte: Assessoria de Comunicação Rede POC

Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                     Graduando em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria   Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br