“Sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho, e eu prefiro sonhar grande” – Depoimento de Enzo Dulius

 

Como conduzir o processo de arrecadação monetária para um projeto científico?

Sempre temos que ter em mente que nunca vai ser fácil bater grandes metas, sempre será difícil; difícil, não impossível.

Todo o processo começa com um início, este foi quando eu recebi na primeira semana de Novembro de 2018 a notícia que teria a oportunidade de participar de um fórum científico em Londres e teria que apresentar todo meu projeto em outra língua (a qual eu nunca haveria estudado realmente). O primeiro passo a se fazer é ter apoio dos familiares, explicar a situação e mostrar o que precisa acontecer para o sonho deixar de ser só imaginação e virar realidade, quando eu falei a primeira vez meu pai ainda acreditava que eu teria tudo pago e eles não teriam que se preocupar por isso. Logo depois uma surpresa ao saber que o valor que teríamos que pagar era de em média 30 mil reais.

Como somos de uma escola estadual começamos a recorrer ao meio público, mas de início sempre fomos ignorados pela secretaria do vereador, ou seja, nem chegávamos a ficar perto de quem tomaria a decisão se iríamos receber algum dinheiro de auxílio. Então começamos a movimentar meios de mídia local, como jornais, sites e até tentamos com emissoras de TV para que divulgassem nosso meio de arrecadação online e pedissem ajuda para nossa viajem representando o Rio Grande do Sul; também fizemos uma rifa que custava 2 reais e imprimimos 15.000 números, tínhamos o prazo de três semanas para vender, porém não conseguimos vender tudo, desta foi arrecadado em torno de 16.000 reais, nos dedicamos bastante para chegar a este número e tivemos grande apoio por alguns professores da escola, o que foi extremamente importante. No meio online não chegamos a 500 reais, por não dedicarmos muita atenção. Além disso ganhamos algumas contribuições maiores de até 1000 reais, mas ainda faltava um montante, e não tínhamos tempo para fazer outra promoção, então começamos a pressionar o governo novamente, ligávamos de manhã, de tarde… Revezávamos as pessoas que ligavam, para não deixar o caso morrer, até que conseguimos o restante por financiamento público. Novamente é importante ressaltar que não é fácil ter que passar por uma arrecadação tão alta, mas também não é impossível, e além disso eu tive que estudar muito a língua inglesa já que eu nunca tinha feito aulas antes. Então o desafio ainda era em dobro, mas como diz Jorge Paulo Lemann “Sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho, e eu prefiro sonhar grande” então todos os esforços que realizamos se resume a isso, o tamanho do nosso sonho vai definir quem somos. E isso você vai descobrir no 61st LIYSF, em Londres.

Enzo Dulius – Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato – Taquara/RS    Premiado na  décima FEINTEC, Feira de Inovação Tecnológica, que ocorreu dias 06, 07 e 08/11/2018.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Intercâmbio cultural e científico em feira no Equador

Entre os dias 24 e 29 de abril de 2019, tivemos a oportunidade de apresentar um projeto na XV edição do Encontro Intercolegial e Latino-Americano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação. Além da nossa delegação, formada pelo estudante Lucas Vinícius e pela gestora Viviane Gomes, tivemos a oportunidade de conviver com outros estudantes e professores da delegação de Minas Gerais.

 

Nosso trabalho cujo título é “Reuso da casca de sururu de forma sustentável na Brasília Teimosa” mostra a reutilização das cascas de sururu trituradas e misturadas com gesso que são transformadas em blocos, objetos decorativos e jogos educativos. Além de reutilizarmos essas cascas, promovendo a diminuição de poluentes na Bacia do Pina, também iremos gerar uma melhoria na qualidade de vida para as(os) marisqueiras(os) com essa nova fonte de renda.

A viagem foi bastante tranquila. Obtivemos as orientações prévias da Rede POC quanto ao suporte logístico que teríamos quando chegássemos ao Equador. Ao desembarcarmos em Quito, houve um período de adaptação por conta da altitude. Sempre acompanhados por Vinícius Ramos e Rodrigo Cortines, representantes da Rede POC, fizemos um city tour na parte histórica da cidade e nos surpreendemos com a rica cultura local.

No dia 25, deslocamo-nos a Ambato, cidade onde ocorreu a feira internacional. Ao chegarmos, fomos direto ao hotel e fomos recepcionados pelo Dr. Luiz Vargas. No período da tarde, seguimos à Universidade Técnica de Ambato – UTA, a fim de montar os estandes para a apresentação dos projetos.     

No mesmo dia, à noite, realizamos um intercâmbio cultural brasileiro com os representantes do estado de Minas Gerais sobre as danças populares: o frevo e a quadrilha junina. Essa preparação ocorreu em virtude da apresentação cultural da delegação brasileira no encerramento do evento.

No dia 26, os estudantes, em língua espanhola, apresentaram seus projetos aos visitantes locais, representantes das escolas de ensino fundamental e médio, comerciantes, professores da UTA e outros para serem avaliados. Houve cobertura da imprensa local e os estudantes deram uma entrevista sobre os trabalhos desenvolvidos por eles nos respectivos países. Na parte da tarde, além, das apresentações dos projetos, houve palestras sobre inteligência artificial e Revolução Industrial 4.0.

No final do evento, cada país participante fez uma apresentação cultural.

No dia 27, continuamos com a programação oferecida pela Rede POC: as delegações participantes fizeram um city tour em Ambato, a maior cidade da província de Tungurahua. Paramos no Parque Juan Benigno Vela com suas esculturas verdes e no centro artesanal. Em seguida, fomos conhecer a cidade de Baños, conhecida pelas suas cachoeiras, fontes hidrotermais de água mineral e o vulcão Tungurahua.

No dia 28, saímos de Ambato a Quito, e, nesse intercâmbio cultural, fomos conhecer a cidade Metade do Mundo onde está situada a linha do Equador, dividindo os Hemisférios Norte e Sul. Outro marco do lugar é o monumento de 30 metros de altura onde está localizado o museu sobre a etnografia indígena do Equador. Dando continuidade ao passeio de encerramento no Equador, tivemos na montanha Pichincha, um pico da Cordilheira dos Andes a 4.700 m de altitude. Subimos a montanha num teleférico e tivemos o privilégio de, chegando ao topo, termos uma maravilhosa vista da cidade de Quito e foi com essa vista que encerramos nossa viagem.

Agradecemos à Rede POC, por nos proporcionar essa oportunidade de ultrapassar as fronteiras do nosso país e podermos apresentar o que produzimos em nossa escola e em nossa comunidade, por compactuarmos de outros saberes dos projetos desenvolvidos pelos países coparticipantes do encontro. Ficamos encantados com a cultura do povo equatoriano e nos surpreendemos com sua estrutura territorial.

Risoneide Nunes de Morais – Escola de Referência e Ensino Médio João Bezerra (Recife, PE)


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Minha impressão do Equador – Participação no Encuentro latinoamericano de proyectos productivos, ciencia, tecnología e innovación

O desenvolvimento do nosso projeto teve início em 2018, quando fui convidado pelo meu professor de programação Paulo Henrique Rodrigues para participar juntamente com meu colega Gabriel Keven Domingues de Souza no projeto de iniciação científica (PIBIC-JR).

Ao ser convidado para tal projeto, fiquei muito entusiasmado pois vi nele uma grande oportunidade de crescer profissionalmente e pessoalmente. E assim aconteceu, nosso professor orientador (Paulo) levou nossos conhecimentos técnicos para um outro nível com seus ensinamentos.

Começamos a nos encontrar semanalmente após a aula e inicialmente discutimos a nossa “dor”, a falta de um sistema eficaz que facilitasse o acesso a biblioteca. Procuramos ajuda para entender mais sobre como funcionava a biblioteca, entramos em contato com a gestora responsável pelas bibliotecas, que foi de imensa importância no nosso projeto. E assim desenvolvemos nosso produto final, um software que oferece a gestão eficiente e eficaz dos acervos bibliográficos.

 

Tela inicial do sistema no perfil bibliotecário.

A viagem

Nossa viagem começou no dia 22 de abril, às 14:00 horas pegamos um ônibus de BH para São Paulo, onde chegamos por volta das 22:00 horas porem nosso voo só saiu as 3:00 horas, fizemos uma escala no Panamá e por fim chegamos a Quito as 15:30.

No nosso primeiro dia no Equador, aproveitamos para conhecer o centro histórico de Quito e fazer compras. As construções mais antigas me impressionaram com sua arquitetura e me lembrou um pouco a cidade de Ouro Preto – MG. Durante nossa visita ao centro histórico comecei a perceber uma diferença entre o Brasil e nosso vizinho Equador, o frio, com o entardecer e uma chuva fininha que caia a temperatura começou a esfriar, mas nada que impedisse nosso passeio.

Foto no centro histórico de Quito.

No dia seguinte saímos bem cedo, às 4:00 da manhã, para irmos até a cidade de Ambato, cidade onde ocorreria a feira. Apesar de muito frio o percurso

correu bem e logo estávamos tomando café da manhã no hotel, onde tivemos tempo para conhecer melhor o resto da delegação brasileira presente no evento.

Todas as pessoas, desde os organizadores do evento até os nativos se mostraram muito simpáticos. Estavam sempre prontos para ajudar com tudo que precisamos, fiz muitos amigos, pessoas maravilhosas que nos acompanharam durante a viagem.

Ao amanhecer fomos a Universidad Técnica de Ambato para a feira. Lá assistimos a diversas palestras e apresentamos nosso projeto. Durante nossa apresentação nos deparamos com um grande obstáculo o idioma. Já que nenhum de nós tínhamos o domínio do espanhol, fomos obrigados a recorrer a outras maneiras de nos comunicar, tais como gestos e frases prontas que traduzimos pela internet. Durante a feira percebi um ponto negativo (fica aqui uma dica para as próximas edições). Não tivemos tempo para visitar os demais stands, o que me decepcionou um pouco.

Terminada a feira, no dia seguinte fizemos um city tour. Fomos a Baños, foi um passeio sensacional. Conhecemos o Pailon del Diablo uma grade queda d’agua. Durante o city tour tivemos a oportunidade de interagir entre nós e com as delegações de vários outros países, os mais corajosos foram cantar. Mas eu preferi ficar de fora dessa kkk.

No nosso ultimo dia no Equador retornamos a Quito e fizemos um city tour por lá também. Tivemos a chance de conhecer a Mitad del Mundo local exato onde passa a linha do Equador, mas não é só isso que encontramos lá. Na Mitad del Mundo encontramos um museu onde é exposto muito sobre a história e cultura local, além de diversas explicações cientificas sobre a linha do Equador, o que me deixou fascinado. Para fechar a nossa viagem e deixa ainda melhor, fizemos uma ultima parada para conhecer o Vulcão Pichincha , mas para isso foi necessário subirmos 4600 metros de teleférico. A vista do topo compensou todo o esforço e frio, ainda bem que diferente dos meus amigos Gabriel e Paulo eu estava agasalhado kkk.

Foto tirada no alto do vulcão Pichincha. 

Durante a viagem de volta aproveitamos a longa escala no Panamá para visitar o canal do Panamá uma oportunidade única de conhecer essa tão engenhosa construção. Depois já em território nacional foi a vez de reencontrar a família e amigos que me esperavam com uma festa surpresa em casa. A viagem foi perfeita, mas é sempre bom voltar para casa.

Gostaria de agradecer brevemente a todos que me ajudaram e apoiaram desde o convite para participar desse projeto até essa jornada no Equador, mas em especial meus pais, que me deram forças para não desistir do meu objetivo. Agradeço também a toda rede POC e ao Rodrigo e Vinicius que representaram a POC no evento e se tornaram meus amigos.

Pedro Henrique Lacerda Vasconcelos – Fundação de Ensino de Contagem (FUNEC) Contagem – MG.


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Depoimento de Paulo Henrique – Feira lationoamericana do Equador

Era uma noite de Domingo e eu estava em um restaurante próximo de casa, quando o celular apitou e eu percebi que era um e-mail que havia chegado. Quando li a mensagem era a carta-convite para participar da feira do Equador, foi uma alegria muito grande. A gente sabia que não ia ser fácil conseguir participar do evento devido a nossas limitações financeiras, mas acendeu em nós uma esperança grande de poder ir.

Assim que li a carta mais que depressa avisei do ocorrido nos grupos de WhatsApp da nossa secretaria, todos os dirigentes ficaram muito felizes e satisfeitos e prometeram nos ajudar. A secretaria então apesar de um esforço grande, conseguiu apenas uma parte do dinheiro necessário para custear a viagem, e diante desse fato, amigos nos deram a ideia de buscar apoio na Câmara dos Vereadores. Fizemos uma carta e levamos para que os vereadores nos ajudassem.

Com o passar do tempo o subsecretário conseguiu apoio de uma empresa que nos patrocinou com o restante do dinheiro, a Online. Diante das aquisições fomos então em busca da documentação necessária e dos trâmites para a viagem – obtenção do passaporte, carteira de identidade, documentação na justiça, compra das passagens, reserva dos hotéis, etc.

No dia da viagem estávamos muito empolgados e felizes, fomos de BH a São Paulo de ônibus, depois pegamos um voo pra Quito, com uma escala no Panamá.

Chegando em Quito, fomos muito bem recepcionados no aeroporto pelo Rodrigo Cortines da Rede POC, depois nos encaminhou para o Hotel e nos conduziu para almoçar. Logo depois já programou um passeio extra com a gente naquela mesma tarde. No hotel também conhecemos o Vinícius, outro membro da Rede POC que nos auxiliou durante toda a nossa estadia.

Tudo ocorreu muito bem, a equipe nos deixou seguros e tranquilos em relação a toda a programação do evento e nos deu um suporte muito pontual em tudo o que precisávamos.

A feira contou com a participação de outros países e isso foi uma experiência de riqueza inigualável para todos nós. Pois além de termos acesso a trabalhos muito ricos, pudemos conviver com diferentes culturas, o que foi riquíssimo para o nosso crescimento cultural e pessoal.

O Equador é um país belíssimo, com muita cultura, uma gastronomia muito rica, com pessoas simples e hospitaleiras.

Poder participar de uma feira no exterior é a concretização de um verdadeiro sonho! A Rede POC atua muito bem como mediadora desse sonho em realidade. Recomendo a todos!

Paulo Henrique


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Depoimento de Maria Silvera – Encontro Intercolegial e Latino-Americano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação – Equador

Meu nome é Maria Luna Senra Silvera, sou aluna do CEFET-MG, campus I de Belo Horizonte. Em 2019 participei do Encontro Intercolegial e Latino-Americano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação, em Ambato, no Equador. Juntamente com Laura Cristina Silva Simões e Fernanda Luísa Silva Gomes, estive presente como expositora do projeto “Avaliação do crescimento microbiano e de raízes de cebola em contato com Petiveia alliacea”, um projeto pequeno que teve início em 2017 na sala de aula e cresceu mais do que imaginávamos.

Nosso projeto começou como uma proposta feita por nossa professora orientadora Rosiane Resende Leite e à medida que fomos obtendo resultados instigantes o projeto foi sendo desenvolvido. Movido à base da curiosidade e interesse, em 2018 nos inscrevemos para a Mostra Específica de Trabalhos e Aplicações (META), sediada no CEFET, e para a Feira Brasileira de Colégios de Aplicações e Escolas Técnicas (FEBRAT), sediada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ambas as feiras contribuíram significativamente para enriquecer nossa experiência como estudantes e participantes de uma feira de ciências e, sobretudo, para aprendermos mais, tanto sobre outros projetos quanto sobre o nosso próprio. Foi através dessas feiras que recebemos diversas ideias e sugestões para aprimorar nosso projeto. Por essas razões já sou extremamente grata por tudo aquilo que o projeto me possibilitou.

Entretanto, em 2019 nos surpreendemos ainda mais quando recebemos um convite para participar do Encontro Intercolegial e Latino-Americano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação. Em meio a tanta felicidade nos apreçamos para pedir auxílio a nossa instituição e arrecadar dinheiro para que todas pudéssemos ir. Esforço este que foi recompensado mais do que eu poderia imaginar.

É claro que eu estava muito feliz e ansiosa por estar apresentando um projeto próprio em uma feira internacional e sabia que seria uma experiência incrível, mas isso não chegou nem perto do que realmente aconteceu.

A Rede POC nos deu apoio em tudo o que precisamos antes e durante a viagem. Os organizadores que nos acompanharam foram extremamente gentis e atenciosos, nos fazendo sentir seguros e completamente à vontade em relação a tudo.

Aterrissamos em Quito, mas no dia seguinte fomos para Ambato onde tivemos nosso primeiro contato com o local da feira e com os integrantes das demais delegações. A feira em si ocorreu em um dia, quando pudemos apresentar nosso projeto para dezenas de pessoas com conhecimentos de mundo distintos do nosso e em outra língua, o espanhol, o que se mostrou ainda mais desafiante. O dia da feira foi marcado por palestras extremamente interessantes e com temas atuais. Foi durante este dia que pudemos ver os projetos das demais delegações e averiguar a grande variedade de ideias, aplicações e origens, frutos da grande diversidade geográfica e cultural reunida durante a feira.

Como finalização deste dia incrível, todas as delegações fizeram uma apresentação cultural com danças características de seus países, fiquei encantada com cada uma delas, todas muito bem organizadas, extremamente ricas e com o objetivo de compartilhar um pouco de cada cultura.

No dia seguinte, a organização da feira promoveu um dia de passeios com todas as delegações por Ambato e arredores, pudemos conhecer a linda Ciudad de Baños e o centro comercial de Ambato. Os passeios por si só foram incríveis, mas a confraternização que fizemos no ônibus durante os passeios foi ainda melhor, passamos toda a viagem conversando e cantando com as demais delegações. À noite, após o jantar, todos os estudantes de todas as delegações se reuniram na garagem de nosso hotel e passamos a noite cantado e dançando, nos revezando para mostrar e ensinar músicas de nossos países e aprender outras. E posso dizer que estas serão talvez as melhores lembranças que guardarei desta viagem.

 

No dia seguinte nos despedimos das demais delegações e voltamos a Quito onde conhecemos La Mitad Del Mundo, onde a Linha do Equador cruza a cidade, e subimos de teleférico até o vulcão, onde pudemos ter uma vista maravilhosa da cidade. Complementando assim uma viagem de passeios incríveis que nos permitiu conhecer lugares maravilhosos.

Acredito que todos os brasileiros tenham iniciado a viagem um pouco receosos de serem os únicos a não falarem espanhol em meio a todos os outros integrantes da feira, que apesar de serem de países diferentes possuem muitos aspectos culturais em comum. Entretanto não foi o que aconteceu, apesar de algumas dificuldades iniciais durante a comunicação e a necessidade de alguém que entendesse ambas as línguas, no fim estávamos todos conversando e nos entendendo como se não houvesse esta “barreira linguística”.

Sendo assim, em meio a toda esta exposição e mistura cultural posso dizer, sem a menor sombra de dúvidas de que meu aspecto favorito nesta viagem foram as diversas pessoas que conheci dos diversos países, pessoas incríveis das quais sempre lembrarei com muito carinho e saudade.

Falando de pessoas, não posso esquecer os meus colegas brasileiros, com quem criei um vínculo inesperadamente rápido e profundo, talvez consequência da experiência conjunta, mas sobretudo das ótimas pessoas que eles são. Se com as demais delegações eu me senti entre amigos com a delegação brasileira eu me senti em família.

E acho que só há uma maneira de finalizar este depoimento: agradecendo – agradecendo as minhas amigas e companheiras de projeto, a nossa professora orientadora e a rede POC sem os quais esta viagem nunca teria acontecido, aos meus companheiros brasileiros que me acolheram tão bem em tão pouco tempo e a todos os que conheci. Pois foi graças a todas essas pessoas que esta viagem ficará para sempre guardada na minha mente e no meu coração.

Maria Luna Senra Silvera – CEFET-MG, campus I – Belo Horizonte


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Depoimento de Marcelle Santana – 7º Encuentro Latinoamericano de Proyectos Productivos, Ciencia, Tecnologia e Innovación

Meu nome é Marcelle Nunes de Oliveira Santana, da Escola Estadual Domingos Justino Ribeiro, em Mateus Leme, MG.

Participei do 7º Encuentro Latinoamericano de Proyectos Productivos, Ciencia, Tecnologia e Innovación, que ocorreu na cidade de Ambato, Equador, nos dias 25 a 27 de Abril de 2019.

Durante a feira, apresentei um projeto chamado “Adoçante Natural”, realizado por três integrantes: eu (Marcelle), Lavínia Stéfany Ferreira Moreira e Lavínia Cristine Guimarães. No entanto, nesta viagem, participamos somente eu e a Lavínia Stéfany. Nosso projeto teve início no ano de 2018, onde inicialmente, nossas intenções se limitavam a participar da 5ª FECITEC (Feira de Ciências e Tecnologia), feira anual fornecida para alunos da Escola Estadual Domingos Justino Ribeiro. Desde o início, pretendíamos realizar um projeto que tivesse como foco uma planta medicinal. Cogitamos várias possibilidades de plantas, até que eu dei a ideia de fazermos sobre Stévia, uma planta que só teve seus benefícios descobertos por nós após o início das pesquisas. Durante dois meses, preparamos o projeto para a FECITEC. A feira aconteceu no dia 12 de agosto de 2018.

No dia seguinte teve a premiação, não esperávamos nenhum prêmio, porém, ganhamos um troféu de melhor diário de bordo e cada integrante recebeu um certificado. Individualmente, recebi um troféu e um certificado de Aluno destaque na categoria 6º e 7º anos. Também ganhamos uma credencial para a 19ª UFMG jovem, que ocorreu entre os dias 23 e 25 de outubro de 2018, sendo que lá não fomos premiadas.

No dia 24 de abril de 2019, embarcamos no Aeroporto Internacional de Confins (Belo Horizonte, MG), em um voo com destino à cidade do Panamá. No aeroporto do Panamá, o voo marcado para minha equipe teve um pequeno atraso. Por causa disso nossa equipe encontrou outra equipe do Brasil – os meninos da FUNEC, que estavam indo para o mesmo evento que nós. Ainda no dia 24, chegamos ao Arepuerto Internacional Mariscal Sucre, em Quito, de onde já seguimos para o hotel.

Ficamos hospedados no NU House Boutique Hotel, onde fomos muito bem recepcionados pela equipe de Pernambuco e pelos funcionários do hotel. O hotel em si, era maravilhoso, com quartos extremamente aconchegantes e lindos. Meu quarto tinha uma bela vista para o comércio. Lá pudemos descansar bastante e nos acostumarmos com a diferença de altitude. À noite, durante o jantar em uma pizzaria perto do hotel, pudemos conhecer melhor as outras equipes.

Na manhã do dia seguinte, seguimos para Ambato, onde ficaríamos a maioria dos dias para o evento. Em menos de três horas, já estávamos no Hotel Portugal Vip, aguardando o café da manhã, e recebendo as orientações para os dias seguintes, através do Dr. Vargas. Enquanto esperávamos o café, pudemos conversar, e conhecemos mais uma equipe do Brasil – as meninas do CEFET.

Mais tarde, todos se instalaram em seus devidos quartos, e descansaram para mais tarde, irmos almoçar e seguir para a Universidad técnica de Ambato, para a montagem dos stands dos projetos brasileiros.

No dia seguinte, nós (eu e Lavínia) acordamos cedo, tomamos café e seguimos logo para a feira, onde passamos o dia apresentando o nosso projeto, com intervalos para almoço, e palestras muito instrutivas sobre revolução industrial 4.0. Ao final do dia, houve o encerramento com os organizadores do evento e as premiações. A melhor parte, entretanto, foram as danças dos vários países participantes da feira. Lavínia e eu havíamos preparado uma simples coreografia de Frevo, o que foi muito engraçado e irônico, pois somos mineiras e havia pernambucanos na feira. Após o Frevo, o Brasil complementou com uma quadrilha tradicional, o que confundiu um pouco os outros países, pois eles não entendiam as instruções, apesar de terem achado muito divertido, segundo os costarriquenhos que conhecemos.

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Nunca vou esquecer essas amizades que fiz, e talvez nunca entenda como em tão pouco tempo, podemos gostar tanto uns dos outros. Todos que conheci nessa viagem estão guardados em um cantinho especial no meu coração, desde Rodrigo, integrante da Rede POC que nos orientou durante toda a viagem e acabou virando um querido amigo, que nos conquistou com seu humor e carinho, até os pernambucanos, com todas as suas lindas culturas e suas expressões totalmente diferentes das mineiras, e também os mineiros maravilhosos que conheci, com suas histórias e piadas inesquecíveis.

Não posso deixar de citar meus queridos amigos de outros países, que apesar de falarmos línguas tão distantes, aprendemos e ensinamos muito em pouco tempo.

Sempre me lembrarei com carinho de todos os momentos como, por exemplo, o dia que todos nos juntamos na garagem do hotel após o jantar, e ficamos dançando e conversando até muito tarde, apenas “curtindo” com nossos amigos Colombianos, Panamenses, Portorriquenhos, Costarriquenhos, Peruanos e Mexicanos. Ou então o dia que apenas nós brasileiros, ficamos com os meninos da Costa Rica, de quem mais nos aproximamos, apenas brincando e conversando até “altas horas”.

Todas as piadas internas, brincadeiras e aventuras dos passeios, como no vulcão Pechincha, que tivemos que andar abraçados para não “virarmos picolé”, ou em Baños, onde no caminho pudemos aproveitar um karaokê no ônibus recheado com as culturas dos diversos países. Até mesmo na Mitad Del Mundo vimos lhamas e tentamos equilibrar um ovo em um prego, além de comprar várias lembrancinhas dessa viagem inesquecível.

Amei cada momento dessa viagem, e agradeço a Rede POC pela ajuda e atenção. Agradeço também a Vinicius Ramos e a Rodrigo Cortines, pelo auxílio e porque foram fundamentais para nós a todo o momento. Agradeço a todos que estiveram comigo porque todos os momentos foram maravilhosos. Espero poder rever algum dia os amigos que fiz e espero poder realizar muitas mais viagens como esta.

Marcelle Nunes de Oliveira Santana – Escola Estadual Domingos Justino Ribeiro – Mateus Leme, MG.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Viagem para o Equador através da Rede POC – Depoimento do Aluno Lucas Vinicius

Meu nome é Lucas Vinicius de Souza Barbosa, estive no Equador representando a escola EREM João Bezerra, que se localiza em Recife, PE, no Encuentro Latinoamericano de Proyectos, Productos, Ciência, Tecnologia e Innovación, que aconteceu na cidade de Ambato, Equador.

Apresentei o projeto “Reuso da casca de Sururu de forma sustentável na Brasília Teimosa”. O projeto foi elaborado na escola EREM João Bezerra, pelos professores Jerônimo e Risoneide e alunos da escola. A principal intenção do projeto é diminuir o descarte de casca de Sururu na bacia do Pina, que vem prejudicando a comunidade de várias formas, além da poluição do meio ambiente.

Saímos de Recife no dia 23 de Abril, às 14 horas horário de Brasília, eu (Lucas Vinicius), a professora Risoneide Nunes e a gestora da minha escola. Chegamos na cidade de Quito por volta das 23 horas, horário local. Fomos recebidos por Rodrigo (estagiário da Rede POC) e seguimos para o hotel onde descansamos. No dia seguinte ficamos livres para passear, então aproveitamos para conhecer um pouco da cidade e a culinária local.

As outras delegações brasileiras do estado de Minas Gerais chegaram – primeiro conheci os rapazes FUNEC, Paulo o professor e os alunos Gabriel e Pedro, posteriormente conheci as meninas da cidade de Mateus Leme, as professoras Miranda e Jaqueline e as alunas Marcelle e Lavínia. E depois fomos ao centro histórico de Quito, junto com Vinicius, Rodrigo e os rapazes do outro grupo. Foi bem legal conhecer o centro histórico, aprendi um pouco da história do Equador por meio de um taxista e pude ver grandes igrejas e, também o palácio presidencial do Presidente do Equador. À noite fomos todos juntos à pizzaria e lá conseguimos nos enturmar bastante. No final da noite conheci as meninas do CEFET, Maria, Fernanda e Laura que chegaram por último.

No dia 25 partimos às 4 horas da manhã, para a cidade de Ambato onde aconteceria a feira. Ao chegarmos no hotel por volta das 7 horas da manhã, tomamos café da manhã e conversamos com um dos idealizadores da feira. Em seguida, ensaiamos a apresentação cultural que faríamos na feira, e depois fomos conhecer um shopping próximo ao hotel. Na volta conheci e conversei os garotos de Porto Rico.

Depois fomos almoçar num restaurante de comidas típicas onde experimentamos mais um pouco da culinária local. À tarde fomos a UTA (Universidade Técnica de Ambato) para montarmos os estandes. Depois voltamos para o hotel para jantar.

No dia seguinte fomos cedo tomar café e partimos para a UTA para as apresentações na feira. Eu estava um pouco nervoso, pois não sabia falar espanhol e só tinha estudado dois dias a apresentação, mas consegui apresentar muito bem, até recebi elogios das pessoas pelo meu espanhol. Entre as apresentações que fui fazendo, fui aprimorando a fala e a partir da terceira apresentação consegui apresentar perfeitamente segundo a jurada. Depois que acabaram as apresentações, começou o encerramento, onde realizei junto com os outros brasileiros a apresentação cultural – a quadrilha junina. E logo após as apresentações todas as delegações tiraram fotos e se cumprimentram.

No outro dia fizemos um passeio incrível, fomos a cidade Baños, e fomos conhecendo melhor os outros grupos com os quais fiz uma amizade incrível. A região tem uma beleza incrível, visitamos duas cachoeiras e foi muito mágico. Infelizmente um dos lugares programados ficou inacessível pois estava chovendo muito.

Após esse passeio voltamos para o hotel em Ambato e lá fiquei conversando com os garotos da Costa Rica, Anderson e Joel, que viraram meus novos melhores amigos estrangeiros. Além desse passeio visitamos também alguns lugares na cidade de Ambato, visitamos o “Parque dos enamorados”, onde tirei fotos com os estrangeiros fazendo poses medonhas, foi bem engraçado.

O último dia foi incrível, todos os participantes do evento se reuniram no hotel e ficamos dançando, conversando por horas e horas, fiz amizade com todos os alunos dos outros países, alguns em especial como Rachelin e Andrea do Panamá, Nycoll e Jésus da Colômbia, Luisa e Malany do Perú e claro Anderson e Joel da Costa Rica. Quando as outras pessoas que estavam no outro hotel foram embora eu, a Marcelle, o Andreson, o Joel, a Maria, a Laura e o Rodrigo ficamos no quarto dos meninos conversando até a madrugada, brincando e ensinando coisas do Brasil para os meninos foi um momento legal e de aprender as diferenças de países que são do mesmo continente.

No outro dia fomos de volta para Quito onde fizemos um último passeio, visitamos a metade do mundo, também conhecida como latitude zero. Depois fomos ao vulcão Pichincha, onde ficamos a mais de 4 mil metros de altitude, foi um dos melhores momentos entre nós, pois sabíamos que será difícil nos vermos novamente, então aproveitamos bastante tirando fotos de tudo para não perdemos um só momento.

Foi incrível a viagem, não poderia imaginar algo tão incrível quanto foi. Nunca vou esquecer esses dias e as amizades que fiz, os lugares que visitei e tenho certeza que fiz amigos verdadeiros, agradeço a Rede POC por nós auxiliar em tudo, especialmente ao Vinicius e ao Rodrigo que foram incríveis durante esses dias nos ajudando com tudo, foram além de bons profissionais também bons amigos.

Lucas Vinicius de Souza Barbosa – Escola EREM João Bezerra – Recife, PE


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

Depoimento de Lavínia Moreira – O Encontro Latinoamericano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação – Equador

Meu nome é Lavínia Stéfany Ferreira Moreira, estudo na Escola Estadual Domingos Justino Ribeiro, em Mateus Leme, MG.

A feira me abriu um novo olhar – um olhar de conhecimento, conheci novas culturas e percebi que se nós continuarmos persistindo o futuro será melhor. Todos os projetos foram bem desenvolvidos e merecem parabéns.

O nosso projeto “Adoçante Natural”, explica sobre a planta Stévia que têm propriedades adoçantes. Nosso objetivo é mostrar para as pessoas uma forma mais saudável de comer e beber o que gostam, ajudar a controlar doenças como o diabetes, a hipertensão e obesidade, além de combater vícios como o fumo e o alcoolismo.

Agradeço a todos que me apoiaram. E aconselho que não desistam nunca, se aparecerem barreiras levantem a cabeça e persistam até alcançar seus objetivos.


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

“O mundo é tudo o que você puder conquistar.” – Depoimento de Laura Simões

 

Quem diria que um simples trabalho de escola me levaria para fora do país e me proporcionaria uma das melhores experiências da vida. Tudo começou com a seguinte frase da professora: “Alunos! O trabalho desse bimestre vai ser sobre plantas medicinais, vocês terão que escolher uma planta e realizar testes para avaliar propriedades presentes nelas.”

Nosso projeto se iniciou em 2017 como um trabalho de sala para ganhar pontos em um bimestre, mas, ao decorrer dos experimentos e dos resultados que obtivemos, nossa professora nos ofereceu a oportunidade de continuar a trabalhar nele no ano seguinte. E foi justamente nesse ano que participamos de feiras como a META e a FEBRAT, na qual expomos nosso trabalho que trata da Influência da Petiveria alliacea na reprodução celular de células vegetais. A experiência foi incrível.

Foi com esse projeto que recebemos o convite para participar do evento no Equador. No início não acreditei muito, na real só fui acreditar de fato no momento em que sai do aeroporto de Quito, quando entrei no Uber que nos levaria ao hotel. Dentro daquele carro tocava uma música e o motorista cantava junto, parecia ser um “Hit”, mas eu não a conhecia. Foi uma situação comum de ocorrer no cotidiano, mas aquela música e aquele cara falavam em outro idioma, e pela janela observava paisagens comuns a qualquer cidade, mas diferente de todas as que já tinha conhecido. Foi nesse momento que percebi que realmente estava em outro país, e tudo, de fato, estava acontecendo.

O dia mais incrível dessa viagem com certeza foi o dia da feira. O Encontro Latinoamericano de Projetos Produtivos, Ciência, Tecnologia e Inovação foi a maior experiência que já vivi. Foi incrível ver tantas pessoas de vários lugares da América Latina unidas em prol da ciência. Com certeza foi um imenso desafio apresentar um projeto científico para pessoas que falavam outra língua, mas o interesse que elas demonstravam e o carinho com que nos tratavam, favoreceram nossa comunicação. As lembranças e sentimentos vividos nesse dia possuem um enorme valor para mim e sempre recordarei desses momentos com muito orgulho e carinho.

A interação que tivemos com as pessoas dos outros países e com a própria delegação do Brasil foi sensacional, foram muitos momentos de alegria e risadas nas confraternizações no Hotel e principalmente nos passeios.

Cada lugar diferente que conhecíamos era uma enxurrada de novos sentimentos vividos, é impossível não ficar encantada com as cachoeiras, os vulcões, parques e praças do Equador, e é claro a “Mitad Del Mundo”, que foi um dos lugares mais esperados para visitar na viagem.

Essa viagem fez com que eu adquirisse um novo olhar, uma nova perspectiva para observar tudo ao meu redor. Ás vezes temos tendência a acreditar que o nosso mundo é apenas nossa cidade, nossa família e amigos, mas agora eu tenho certeza que meu mundo não é apenas isso, ele é tudo aquilo que eu puder conquistar.

Laura Cristina Silva Simões                                                                                    Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

“O mundo é tudo o que você puder conquistar.”


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br

MILSET BRASIL 2019

A MILSET Brasil 2019 aconteceu no período de 28 a 31 de maio. Possibilitou a vinda de congressistas de todas as regiões do país além da participação de outros países como Chile e Paraguai. Os participantes, do ensino infantil até o universitário, apresentam seus projetos e são avaliados divididos em áreas temáticas, facilitando a interação em áreas afins, trocas de experiências acadêmicas e culturais com outros participantes e visitantes.

Além das premiações como credenciamentos em feiras nacionais e internacionais, a MILSET proporciona aos seus congressistas e aos visitantes uma vivência inspiradora e rica da potencialidade e diversidade mundial e brasileira de se fazer ciência, também como extensão, de qualidade.

Um dos trabalhos apresentados no evento foi o “Reaproveitamento de resíduos derivados de pirólise na produção de carvão vegetal: uma alternativa para a redução dos impactos ambientais na utilização de agroquímicos” do Rio Grande do Sul. O Brasil é um dos países que mais utiliza agrotóxicos e o maior produtor de carvão vegetal do mundo. Durante a produção do carvão vegetal, diversos gases prejudiciais são liberados e alcançam todos os compartimentos ambientais, inclusive ao ser humano. Pensando nisso, os alunos do ensino médio da Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato, criaram um produto alternativo aos agrotóxicos, mais sustentável e econômico a partir dos resíduos da produção do carvão vegetal para uso na agricultura, atuando no controle de ervas daninhas. Com o uso de um cano de policloreto de vinila (PVC) e um filtro posicionado na saída do cano, os gases são triados da atmosfera. A partir do filtro acontece a remoção em laboratório do extrato que dá origem ao produto. Visualmente já é possível perceber a diferença de qualidade da fumaça emitida na produção com e sem o uso filtro. As experiências de diferentes dosagens do produto em campo, comprovam a qualidade do trabalho e do objetivo como herbicida.

Texto: Lorena Sampaio – Avaliadora da Rede POC na MILSET Brasil 2019


Gabriel Menegazzi Conceição                                                                                    Representante internacional e editor do blog da Rede POC                                   Email: menegazzi@mail.ufsm.br