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Nasce revista científica para estudantes brasileiros do ensino fundamental e médio


Em uma tentativa de despertar o interesse de jovens pesquisadores, de escolas públicas e privadas, o Colégio Dante Alighieri, instituição privada de ensino básico e médio localizada na área central de São Paulo, criou a revista InCiência para publicar trabalhos de jovens cientistas brasileiros.

Com periodicidade semestral e na versão digital, o projeto, lançado oficialmente ontem (9) à noite, em um dos auditórios do colégio, é considerado positivo por especialistas e acadêmicos que participaram de mesa-redonda.
Sob o tema “Como uma revista dessa natureza pode promover o ensino de ciências naturais em nosso País”, a mesa-redonda foi composta pelo secretário de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, que torce “para que os jovens brasileiros se interessem pela ciência e coloquem o Brasil em papel de destaque” no cenário mundial. Ele lembrou que em 2010 o País ultrapassou a Rússia e Holanda na publicação cientifica, ao ocupar a 13º posição na produção de ciência no mundo.

Iniciação científica nas escolas públicas – O secretário de Educação de São Paulo disse que “a pré-iniciação cientifica é algo que pretende incluir também nas escolas da rede pública” do estado paulistano. Para tanto, acrescentou Voorwald, é necessário implementar “tempo integral” nas escolas públicas, processo que vem ocorrendo em São Paulo, mas de forma modesta. Conforme o secretário, a previsão é de que este ano o tempo integral seja implementado em pelo menos 16 escolas do estado, número que deve atingir a 300 unidades até 2014.

Voorwald avalia que a publicação de pré-iniciação científica estimula os jovens a aumentar o interesse pela área cientifica e influencia, também, o Brasil a conquistar espaços mais prósperos nos próximos anos no cenário internacional.

Gargalos na educação básica – O secretário de Educação de São Paulo reconhece, entretanto, os problemas da educação básica do Brasil, que hoje padece de baixa qualidade e de salários poucos remuneradores aos docentes. Diante de tal situação, Voorwald acredita que o País pode enfrentar dificuldades para contratar esses profissionais, “já que ninguém mais quer ser professor”. “Estamos numa crise”.
Ainda assim, Voorwald disse ser importante o jovem manter o interesse pelo conhecimento. “Não há vitória sem esforço honesto e a qualquer hora o esforço será reconhecido”, filosofou.

Reconhecimento da ciência – Para a presidente da SBPC, Helena Nader, ex-aluna da instituição e que participou da cerimônia, o lançamento da revista ocorre em um momento de transformação vivido pelo Brasil. Ou seja, a sociedade cada vez mais se apropria da ciência e reconhece a importância dessa área.
Helena observa que o fato de a revista ser digital pode ser a garantia de sucesso desse projeto. Pois, acrescenta ela, a difusão da revista para jovens cientistas pode ser melhor (do que em papel), considerando que hoje a maioria das escolas nacionais tem laboratórios de informática. Dessa forma, segundo Helena, o trabalho de jovens pesquisadores publicados na revista InCiência pode influenciar outros jovens de todos os cantos do País.

Otimismo – Ao analisar o foco da revista, a presidente da SBPC aposta que haverá acentuada demanda de jovens pesquisadores pela publicação de seus trabalhos no exemplar, o que pode forçar que a periodicidade da revista, de seis meses, seja mais curta. Nesse contexto, Helena avalia que a dificuldade do comitê científico da revista deve ser a de selecionar o forte fluxo de material que deve chegar às mãos dos avaliadores de conteúdo.
Na ocasião, a presidente da SBPC sugeriu publicar, também, na revista programas nacionais que podem estimular ainda mais o interesse de jovens pela ciência. É o caso do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic Júnior) e do Ciências sem Fronteiras, ambos fomentados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Ideia do projeto – Segundo o presidente do Colégio Dante Alighieri, José de Oliveira Messina, que abriu o evento, a InCiência é fruto da filosofia adotada pela instituição desde o seu nascimento, em 1911. “A revista se insere no universo científico do colégio”, disse ele.

A ideia da publicação é derivada do programa “Cientista Aprendiz” para alunos de 8º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio do colégio, criado para que os estudantes exercitem as técnicas científicas. “Hoje não dá apenas para pensar em memorizar os fatos, pois temos o Google para isso. Precisamos é fazer com que o jovem vá além, que crie, que busque soluções e apresente [trabalhos] para a comunidade”, disse a mediadora da mesa-redonda, Sandra Tonidandel, coordenadora do departamento de Ciências da Natureza do colégio.
Embora os estudantes da instituição de ensino já participem de feiras nacionais e internacionais, como a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), os professores concluíram que os alunos precisam de mais espaços para divulgar seus trabalhos.

“Nem sempre todos têm a oportunidade de participar”, disse Sandra. Ela complementa que os professores entenderam, ainda, que a pessoa não faz ciência sozinha. “Se faz ciência compartilhando. Então pensamos em um espaço em que seja possível o jovem divulgar a sua ciência, de forma compartilhada com outros jovens de outras escolas. Não pensamos em uma revista para o público interno. A revista é para todos os jovens, de todas as classes, pois existem jovens talentosos em todos os campos”, declarou.

Para participar da publicação da revista InCiência, os interessados precisam encaminhar os trabalhos ao comitê científico da revista, desde que os projetos tenham sido apresentados em feiras de ciências, mesmo que em feiras escolares. Nesse caso, o comitê científico averigua a qualidade do material; e tendo qualidade o trabalho poderá ser publicado, segundo Sandra. Apesar de a primeira publicação ter sido impressa, a revista foi desenhada para ser digital nas próximas edições. Para informações (iniciência@colegiodante.com.br).

Fonte: Viviane Monteiro – Jornal da Ciência 10 Fev 2012

Estudantes brasileiros participam de Olimpíada Internacional de Matemática na Romênia

O País participa pela terceira vez da Romanian Master of Mathematics (RMM), olimpíada de matemática que se realiza do próximo dia 29 a 4 de março na

cidade de Bucareste, Romênia.

O evento, que reúne jovens talentos para a matemática, convoca os países com melhor desempenho na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO). Além do Brasil, participam as delegações da Alemanha, Bielorussia, Bulgária, Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Hungria, Itália, Irã, Japão, Peru, Polonia, Reino Unido, Romênia, Russia, Sérvia, Ucrânia.

O Brasil será representado pelos estudantes André Macieira Braga, de Belo Horizonte (MG); Henrique Gasparini Fiúza do Nascimento, de Brasília (DF); João Lucas Camelo Sá, de Fortaleza (CE); Maria Clara Mendes Silva, de Pirajuba (MG); Rafael Kazuhiro Miyazaki e Rodrigo Sanches Ângelo, ambos de São Paulo. Eles serão liderados pelos professores Fabrício Siqueira Benevides, de Fortaleza e Matheus Secco Torres da Silva, do Rio de Janeiro.

A participação nacional na competição é organizada por meio da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que desempenha relevante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental e médio nas escolas públicas e privadas de todo o país.

A OBM é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT- Mat).

A RMM é organizada desde 2007 pela Escola Nacional de Informática Tudor Vianu em colaboração com a Sociedade Científica Romena de Matemática e o Ministério de Educação Investigação e Juventude.

Seus objetivos são proporcionar oportunidade para os jovens demonstrar suas habilidades em matemática, possibilitar a troca de conhecimentos, reforçar os contatos interculturais no ensino médio e conhecer aspectos culturais da Romênia.

Site oficial: http://rmms.lbi.ro/index.php?id=home

Fonte: Ass. Com. Olimp. Brasileira de Matemática